A Caixa Econômica Federal (CEF) cancelou a cobrança de Pix após uma ordem do Palácio do Planalto. O banco havia anunciado que passaria a cobrar pelas transações via Pix feitas por pessoas jurídicas. No entanto, o governo federal não concordou com a atitude tomada pela instituição. As informações são do portal Metrópoles.
Caixa CANCELA cobrança de Pix após ordem do Planalto
A Caixa Econômica Federal voltou atrás da decisão sobre cobrar Pix dos clientes após pedido do governo federal. Confira!
Para a gestão federal, a Caixa não teria dialogado com o Planalto antes de tomar a decisão. Sendo assim, o governo decidiu suspender a medida até segunda ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A instituição bancária cancelou, portanto, a iniciativa que passaria a valer a partir do dia 19 de julho.
Caixa passaria a cobrar Pix de pessoas jurídicas
A Caixa Econômica Federal havia anunciado que começaria a cobrar uma nova tarifa para os clientes pessoas jurídicas da instituição. A mudança, já praticada também por outros bancos, recebeu autorização do Banco Central (BC).
Assim, as pessoas jurídicas que utilizassem o sistema de transferências instantânea da Caixa deveriam pagar pelo serviço. A CEF havia divulgado inicialmente que a tarifa, que as empresas que fazem Pix deveriam pagar, seria uma das menores do mercado. Os valores seriam:
- Pix transferência: 0,89% do valor da transação, sendo o mínimo R$ 1 e máximo R$ 8,50;
- Pix compra: 0,89% do valor da transação, sendo valor mínimo R$ 1 e máximo R$ 130;
- Pix Checkout (recebimento de Pix em operações de pessoa física para pessoa jurídica, ou pessoa jurídica para jurídica, através do QR Code): 1,20% do valor da transação, sendo o valor mínimo R$ 1,00 e máximo R$ 130,00.
Contudo, com a decisão do governo de suspender a medida da Caixa, as transações continuarão a ser feitas gratuitamente até que haja um posicionamento do presidente a respeito.
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Cobrança afetaria pessoas físicas?
Embora já tenha sido cancelada, a cobrança não afetaria pessoas físicas de qualquer maneira. Após o anúncio, a Caixa teve inclusive de desmentir, em nota, informações falsas que circulavam a respeito de que a medida se estenderia a outros tipos de clientes como pessoa física, microempreendedor individual (MEI) ou beneficiários de programas sociais.
Imagem: Alf Ribeiro / shutterstock.com
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