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Caixa CANCELA cobrança de Pix após ordem do Planalto

A Caixa Econômica Federal voltou atrás da decisão sobre cobrar Pix dos clientes após pedido do governo federal. Confira!

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Fachada de unidade da Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica Federal (CEF) cancelou a cobrança de Pix após uma ordem do Palácio do Planalto. O banco havia anunciado que passaria a cobrar pelas transações via Pix feitas por pessoas jurídicas. No entanto, o governo federal não concordou com a atitude tomada pela instituição. As informações são do portal Metrópoles.

Para a gestão federal, a Caixa não teria dialogado com o Planalto antes de tomar a decisão. Sendo assim, o governo decidiu suspender a medida até segunda ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A instituição bancária cancelou, portanto, a iniciativa que passaria a valer a partir do dia 19 de julho. 

Caixa passaria a cobrar Pix de pessoas jurídicas 

A Caixa Econômica Federal havia anunciado que começaria a cobrar uma nova tarifa para os clientes pessoas jurídicas da instituição. A mudança, já praticada também por outros bancos, recebeu autorização do Banco Central (BC). 

Assim, as pessoas jurídicas que utilizassem o sistema de transferências instantânea da Caixa deveriam pagar pelo serviço. A CEF havia divulgado inicialmente que a tarifa, que as empresas que fazem Pix deveriam pagar, seria uma das menores do mercado. Os valores seriam:

  • Pix transferência: 0,89% do valor da transação, sendo o mínimo R$ 1 e máximo R$ 8,50;
  • Pix compra: 0,89% do valor da transação, sendo valor mínimo R$ 1 e máximo R$ 130;
  • Pix Checkout (recebimento de Pix em operações de pessoa física para pessoa jurídica, ou pessoa jurídica para jurídica, através do QR Code): 1,20% do valor da transação, sendo o valor mínimo R$ 1,00 e máximo R$ 130,00​.

Contudo, com a decisão do governo de suspender a medida da Caixa, as transações continuarão a ser feitas gratuitamente até que haja um posicionamento do presidente a respeito. 

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Cobrança afetaria pessoas físicas?

Embora já tenha sido cancelada, a cobrança não afetaria pessoas físicas de qualquer maneira. Após o anúncio, a Caixa teve inclusive de desmentir, em nota, informações falsas que circulavam a respeito de que a medida se estenderia a outros tipos de clientes como pessoa física, microempreendedor individual (MEI) ou beneficiários de programas sociais.

Imagem: Alf Ribeiro / shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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