A Caixa Econômica Federal está enfrentando sérias acusações relacionadas à disseminação de uma cultura de assédio em seu ambiente de trabalho.
Caixa Econômica é acusada de estimular cultura do assédio
A Caixa Econômica Federal está sendo alvo de acusações relacionadas à cultura de assédio que permeia seu ambiente de trabalho. Entenda!
Durante uma reunião de negociação na última sexta-feira (19), a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) confrontou o recém-empossado vice-presidente de Pessoas, Sergio Mendonça, exigindo o fim da prática de assédio dentro do banco.
De acordo com os representantes dos trabalhadores, a instituição estaria utilizando mecanismos de gestão de pessoal, que resultam em punições e perseguições aos funcionários, com uma ênfase excessiva no perfil comercial, em detrimento do papel social desempenhado pela Caixa.
Cobrança pela mudança da Caixa
Durante a reunião, a CEE ressaltou que, como um banco público, a Caixa tem como principal missão atender beneficiários de programas sociais do governo e clientes de baixa e média renda.
Portanto, considera-se incoerente a atual cultura organizacional que prioriza os envolvidos na comercialização de produtos, marginalizando aqueles que desempenham o papel social do banco.
Rafael de Castro, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), destacou a importância de tratar o banco, seus funcionários e clientes com respeito, enfatizando que o sucesso da Caixa é resultado do esforço coletivo de todos os colaboradores.
Competição interna e metas abusivas
Os representantes dos funcionários também criticaram o ambiente de competição interna e a constante pressão para atingir metas de vendas.
Argumentaram que os funcionários não deveriam ser punidos quando os clientes cancelam produtos, especialmente quando a própria Caixa incentiva esses cancelamentos por meio de orientações enviadas aos clientes.
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Outra prática mencionada foi a exclusão de funcionários de processos seletivos internos e ameaças diretas para intimidar os bancários.
Além disso, o Programa de Qualidade de Vendas (PQV) foi duramente criticado por não abordar corretamente as questões relacionadas a vendas inadequadas, que são atribuídas às metas abusivas estabelecidas pelo banco.
Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da CEE, ressaltou a necessidade de eliminar a cultura de assédio e as cobranças excessivas, enfatizando a importância de oferecer condições de trabalho adequadas e treinamentos apropriados para os funcionários.
Imagem: rafastockbr/Shutterstock.com
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