A Caixa Econômica Federal concluiu, neste mês de outubro, o ciclo de contratações do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) na região Norte do Rio Grande do Sul. Ao todo, 1.536 famílias serão contempladas com moradias dignas, resultado de um investimento de aproximadamente R$ 202 milhões, financiado por recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) e Orçamento Geral da União (OGU).
Minha Casa, Minha Vida: Caixa amplia acesso à moradia
Caixa entrega 1.536 moradias do Minha Casa Minha Vida no Norte do RS, com investimento de R$ 202 milhões para famílias de baixa renda.
A iniciativa contempla tanto zonas urbanas quanto áreas rurais, por meio das modalidades Entidades e Rural, e reforça o papel social do MCMV no combate ao déficit habitacional entre as populações de baixa renda.
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Distribuição das unidades habitacionais
As novas unidades estão distribuídas em 46 municípios da região norte do estado, e divididas da seguinte forma:
- MCMV FAR (urbano): 490 moradias
- MCMV FDS Entidades: 402 moradias
- MCMV Rural: 644 unidades (entre novas construções e melhorias habitacionais)
Esses números refletem o compromisso do governo federal e da Caixa em garantir o direito à moradia a famílias de baixa renda, incluindo agricultores, comunidades indígenas e trabalhadores rurais com renda anual de até R$ 40 mil, conforme as diretrizes da Portaria MCID 353/2024.
Seleção e aprovação das propostas
As propostas foram encaminhadas por entes públicos municipais e selecionadas pelo Ministério das Cidades, de acordo com as Portarias MCID 1.482/2023 e MCID 355/2024. Os critérios de elegibilidade foram baseados na Faixa 1 do programa, voltada a famílias com renda mensal de até R$ 2.850.
Faixa 1: foco nas famílias mais vulneráveis
Essa faixa é a que contempla os maiores subsídios e menores exigências de contrapartida financeira dos beneficiários. Em muitos casos, o valor do imóvel é integralmente subsidiado, principalmente para aqueles que fazem parte do Bolsa Família ou que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O papel da Caixa na implementação do MCMV
Integração com o Ministério das Cidades
Segundo o superintendente de Rede da Caixa no Norte Gaúcho, Ricardo Bier Troglio, o sucesso da operação foi resultado da integração entre a Caixa e o Ministério das Cidades.
“A casa própria é a maior expressão da cidadania, e nesse sentido, a CAIXA transforma a vida das pessoas e melhora a realidade social dos municípios onde atua”, afirmou Troglio.
A Caixa atua como agente operador do programa, sendo responsável por:
- Avaliação técnica e jurídica dos projetos
- Liberação dos recursos
- Fiscalização das obras
- Contratação e relacionamento com as entidades proponentes
Investimento robusto e impacto social direto
O montante de R$ 202 milhões investidos nesta etapa reafirma a importância do MCMV como política pública estruturante no Brasil. O programa não apenas reduz o déficit habitacional como estimula a economia local, especialmente o setor da construção civil, gerando empregos diretos e indiretos.
Municípios atendidos
Embora a lista completa dos 46 municípios não tenha sido divulgada no despacho da Caixa, estima-se que cidades como Passo Fundo, Erechim, Carazinho, Sarandi, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões estejam entre as contempladas — todas com histórico de demanda reprimida por habitação social.
Modalidades contempladas
MCMV FAR – Fundo de Arrendamento Residencial
Destinado à produção de unidades habitacionais em áreas urbanas, o FAR atende famílias da Faixa 1 com subsídios quase totais, e contempla infraestrutura básica como água, esgoto, energia elétrica e pavimentação.
MCMV FDS Entidades
Voltada a associações e cooperativas habitacionais, essa modalidade tem papel fundamental na autogestão das moradias. As entidades sociais atuam na organização das famílias beneficiadas, construção das casas e na fiscalização das obras, com suporte técnico e social.
MCMV Rural
O MCMV Rural atende trabalhadores do campo, agricultores familiares e povos tradicionais, como indígenas e quilombolas. As moradias são adaptadas à realidade rural e buscam fortalecer a permanência das famílias no campo, respeitando suas tradições culturais e atividades econômicas.
Benefícios adicionais para famílias vulneráveis

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Uma das inovações na nova fase do programa, retomado após a Lei nº 14.620/2023, é a isenção de pagamento para beneficiários do BPC e do Bolsa Família. Nesses casos, o valor do imóvel é integralmente arcado pelos fundos públicos, garantindo moradia gratuita para os mais vulneráveis.
Mais inclusão e localização estratégica
Outro avanço é a exigência de que os empreendimentos estejam localizados em áreas próximas a escolas, postos de saúde, comércio e transporte público, promovendo inclusão urbana e evitando a construção de moradias em áreas isoladas.
O relançamento do MCMV e suas diretrizes
O programa foi reformulado em 2023, após anos de suspensão e reestruturação. As novas diretrizes priorizam:
- Localização adequada dos empreendimentos
- Integração com políticas de mobilidade urbana
- Prioridade para mulheres chefes de família
- Atendimento diferenciado para comunidades tradicionais
Impacto social e econômico
Transformação da realidade local
O impacto dessas 1.536 moradias vai além do acesso à casa própria. A iniciativa representa:
- Melhoria da saúde pública, com a saída de famílias de áreas insalubres
- Aumento da escolarização, com crianças em locais mais próximos a escolas
- Estímulo à economia local, com contratação de mão de obra e fornecedores regionais
Geração de empregos
Estima-se que cada unidade habitacional construída gere 2 a 3 empregos diretos e até 5 indiretos, impactando positivamente o comércio, os serviços e a cadeia da construção civil nas cidades atendidas.
Perspectivas para 2026

Com o sucesso dessa etapa no Norte do Rio Grande do Sul, a expectativa é que a Caixa e o Ministério das Cidades ampliem os investimentos em outras regiões do estado e do país. O governo federal já sinalizou a ampliação da meta nacional de moradias para 2026, com prioridade para regiões com maiores índices de pobreza e exclusão habitacional.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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