A Caixa Econômica Federal, principal agente de políticas públicas do governo federal, movimentou cerca de R$ 48 bilhões no período eleitoral entre os repasses de benefícios sociais para a população de baixa renda e a liberação de crédito para mulheres.
Caixa movimentou R$ 48 bi em benefícios sociais e crédito para mulheres
A Caixa Econômica Federal, principal agente de políticas públicas do governo federal, movimentou cerca de R$ 48 bilhões no período eleitoral
Assim, o banco público promoveu diversos eventos e anúncios sobre as iniciativas após o primeiro turno, com o intuito de aumentar a popularidade de Jair Bolsonaro (PL), que concorria à reeleição.
De acordo com especialistas, a atuação da Caixa está em uma linha tênue da lei eleitoral, que determina condutas vedadas a agentes públicos ao longo da campanha para assegurar igualdade de oportunidades entre os candidatos.
O que diz a Caixa
Por meio de nota, a Caixa ressaltou que a “realização de entrevistas ou reportagens relativas às atividades mercadológicas não ofende a legislação eleitoral, o que, além de expressamente previsto e autorizado pelas normas vigentes, é considerado como ponto pacífico na doutrina e na jurisprudência nacionais”.
Caixa Pra Elas
Em 17 de outubro, já durante a campanha eleitoral, o banco lançou o Caixa Pra Elas Empreendedoras. Com isso, o banco prevê conceder, até 19 de novembro, R$ 1 bilhão em crédito para mulheres que se formalizarem como Microempreendedoras Individuais (MEIs).
A iniciativa vem a calhar, já que a campanha de Bolsonaro via no público feminino uma prioridade, onde enfrentava maior rejeição.
Ademais, lançado em 9 de agosto, o Caixa Pra Elas já distribuiu R$ 1,7 bilhão pelos programas Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe).
Consignado Auxílio Brasil e BPC
Além disso, com foco na população mais vulnerável, em 11 de outubro, a Caixa passou a disponibilizar o consignado para beneficiários do Auxílio Brasil e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Com isso, desde o início da operação até o dia 21, a instituição liberou R$ 4,29 bilhões nessa modalidade de crédito, segundo fontes internas.
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Explicações
Todavia, o grande volume de concessões gerou a reação dos órgãos de controle. O ministro Augusto Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU), pediu explicações à Caixa a respeito da oferta de consignado.
“O ritmo acelerado com que a Caixa Econômica Federal vem liberando o crédito –havendo alcançado o assombroso montante de R$ 1,8 bilhão em apenas três dias– impõe dúvidas sobre as finalidades perseguidas mediante essa atividade, bem como sobre se vem sendo respeitados procedimentos destinados a salvaguardar os interesses do banco e, por consequência, o interesse público”, diz o documento assinado por Furtado.
Imagem: SERGIO V S RANGEL / shutterstock.com
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