No começo do mês de junho, o Ministério da Fazenda lançou o “Desenrola Brasil” – programa de renegociação de dívidas que irá beneficiar até 70 milhões de brasileiros, sendo 40 milhões na faixa I e 30 milhões na faixa II.
Caixa não confirma adesão no Desenrola e coloca projeto em cheque
A Caixa Econômica Federal, um dos principais bancos do Brasil, ainda não confirmou sua participação no Desenrola. Entenda!
A iniciativa tem o intuito de reduzir a inadimplência no país e ajudar as pessoas que estão endividadas a pagarem suas dívidas. A expectativa é que o Desenrola Brasil comece em julho.
No entanto, um dos principais bancos do país, a Caixa Econômica Federal – que possui cerca de 148 milhões de clientes -, ainda não confirmou sua participação no programa, o que tem preocupado os clientes que possuem débitos com a instituição pública.
Caixa pode não participar do Desenrola
Diversos bancos, como Bradesco, Banco do Brasil, Itaú e Santander, já confirmaram a participação no programa de renegociação de dívidas do governo federal e oferecerão descontos e parcelamentos de dívidas especiais.
No entanto, a Caixa ainda está realizando reuniões com órgãos responsáveis pela iniciativa sobre o tema e ainda avalia a medida para decidir sobre sua decisão no programa.
Contudo, de acordo com especialistas, o Desenrola terá êxito apenas se todos os credores aderirem ao programa, pois não adianta que haja um programa de renegociação se os bancos que possuem devedores não participarem da iniciativa e não oferecerem meios para facilitar o pagamento dos débitos.
Faixas do Desenrola
As faixas do Desenrola ser dividirão da seguinte forma:
- Faixa I: pessoas que recebem até dois salários mínimos ou que sejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
- Faixa II: pessoas físicas com dívidas no banco.
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Condições de pagamento
Quem se enquadra na Faixa I poderá renegociar dívidas cadastradas até 31 de dezembro de 2022, de modo que, se o pagamento for parcelado, a primeira parcela só vencerá após 30 dias. A taxa de juros será de 1,99% ao mês.
O governo não oferece garantia para Faixa II. Assim, aqueles que se enquadram nessa faixa poderão negociar os débitos diretamente com os bancos, que receberão incentivo governamental para que aumentem a oferta de crédito. Isso possibilitará que haja mais descontos.
Imagem: Luciana Biazzi / Shutterstock.com
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