No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a Caixa Econômica Federal utilizou medidas para censurar informações à Controladoria-Geral da União (CGU) e à mídia sobre o uso político do extinto Auxílio Brasil, pela gestão de Jair Bolsonaro em 2022.
Caixa não quer deixar você saber este segredo sobre o Auxílio Brasil
A Caixa Econômica Federal tem segurado informações sobre o Auxílio Brasil, liberando documentos com tarja para a imprensa. Entenda!
Isso ocorreu porque, durante a corrida eleitoral, o ex-presidente Bolsonaro liberou empréstimos consignados para os beneficiários do programa em setembro de 2022. A medida, no entanto, foi suspensa logo após a sua derrota nas urnas.
Entretanto, em julho de 2023, a CGU ordenou que a Caixa informasse sobre a liberação dos empréstimos consignados. A resposta da Caixa, no entanto, chegou somente na última semana e com um documento que continha partes censuradas. Continue a leitura para saber mais!
O que a Caixa está tentando esconder?
Algumas páginas foram completamente encobertas com tarja preta, o que impediu a total compreensão das informações relativas à polêmica. De acordo com o portal de notícias Uol, a Caixa tentou impedir o acesso a alertas sobre os riscos e possíveis prejuízos da liberação dos empréstimos.
Além disso, fontes indicam que parte da atual administração já estava no banco no ano passado e tem responsabilidade na criação dessa linha de crédito. Entre as informações censuradas, destacam-se evidências de dúvidas e questionamentos sobre um “risco imprevisível às instituições financeiras” e a identificação de uma “perda relevante” para a Caixa já em novembro de 2022.
Governo Bolsonaro liberou o empréstimo consignado
Os críticos da ação apontaram que a liberação do empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil era uma prática predatória. Isso porque a Caixa passou a conceder até 40% do valor do benefício. No entanto, a prática aconteceu antes da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos benefícios eleitorais.
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Isso levou o Ministério Público, juntamente ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU), a solicitar que a corte suspendesse a linha de crédito, o que ocorreu no final de outubro de 2022.
A controvérsia envolvendo a polêmica medida durou até o início de novembro, quando o governo federal finalmente acatou a determinação do TCU, dias após a derrota de Bolsonaro nas eleições presidenciais.
Imagem: Alf Ribeiro / shutterstock.com
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