Enquanto o governo federal não decide as novas regras para o vale-alimentação e refeição dos brasileiros, outra opção surgiu. A nova ideia é que a Caixa Econômica seja a responsável pela operacionalização desses benefícios.
Assim, aconteceria a eliminação das empresas que operam vale-refeição ou alimentação no Brasil. A proposta é que, ao invés dessas companhias, a Caixa faça os pagamentos. Semelhante ao que já acontece com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A ideia central do modelo é acabar com as taxas que os empregadores e estabelecimentos pagam para as operadoras desses vouchers. Sem a implementação desses encargos, a economia seria algo em torno de R$ 5 bilhões anualmente. Veja mais na matéria.
Qual seria o papel da Caixa?
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) apresentou essa ideia para o Ministério da Fazenda em reuniões que aconteceram em julho e agosto.
Neste novo modelo, o benefício iria para uma conta alimentação na Caixa e não estaria disponível para saque. Assim, os funcionários poderiam usar esse dinheiro em supermercados e/ou restaurantes que fizerem o cadastro.
Desse modo, os trabalhadores teriam um cartão ou usariam um aplicativo para pagar as suas compras. Essa mudança acabaria com a necessidade das empresas se cadastrarem em diversos sistemas para receber diferentes bandeiras de vale-alimentação e refeição.
Quais seriam as vantagens da mudança?
Com a Caixa passando a operar os vales-alimentação e refeição, os empregadores manteriam a isenção fiscal que o governo concede, mas deixariam de pagar as taxas dos vouchers. Além disso, os trabalhadores teriam mais opções de onde gastar seu benefício.
Isso porque, os negócios do ramo da alimentação precisariam fazer apenas um cadastro na Caixa e poderiam receber o vale-alimentação ou refeição de qualquer brasileiro.
Entretanto, não existe um prazo para que essa novidade chegue ao mercado e não há previsão para que o governo regulamente a interoperabilidade e portabilidade dos vales alimentação e refeição.
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