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Caixa pretende diminuir juros do cheque especial para apenas 2% ao mês

Pedro Guimarães, presidente da Caixa, pretende diminuir os juros do cheque especial para 2% ao mês e facilitar financiamento imobiliário.

Jadre Marques Duarte JuniorPor Jadre Marques Duarte Junior3 min de leitura
Caixa pretende diminuir juros

Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, pretende diminuir os juros do cheque especial para 2% ao mês. Vale lembrar que, em dezembro, a Caixa já tinha diminuído os juros do cheque especial dos clientes que recebem salários na instituição de 4,99% para 4,95% ao mês

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Guimarães orientou sua equipe a analisar essa questão. De modo a tornar a redução dos juros do cheque especial para 2% viável, Guimarães busca aumentar o número de clientes e diminuir a inadimplência.

Segundo o presidente da Caixa, os juros do cheque especial já sofreram uma significativa redução, caindo de 14% para 4%. No entanto, seu objetivo é chegar a algo 2% ou 2% ao mês. Consequentemente, houve uma grande queda na inadimplência. Guimarães acredita que, se a Caixa seguir diminuindo os juros do cheque especial, a inadimplência continuará diminuindo e o número de clientes aumentará. Tudo isso, sem dúvida, dará maior rentabilidade ao banco.

Caixa também quer facilitar o financiamento habitacional

Guimarães também promete revolucionar o financiamento habitacional no Brasil com uma nova linha de financiamento com juros fixos. Essa linha, que deve ser lançada em março de 2020, facilitará o crédito imobiliário no país. De acordo com seu raciocínio, isso deve motivar as outras instituições financeiras a tomarem as mesmas medidas, para continuarem competitivas.

Nesse novo modelo, o prazo de financiamento será de 30 anos e os juros são de 6,5% ao ano, os mais baixos da Caixa. Entretanto, Guimarães não detalhou quais serão as taxas cobradas, porém garantiu que serão competitivas.

Porém, caso os indicadores econômicos venham a piorar, a Caixa tem um plano para evitar possíveis prejuízos. Ela pretende, portanto, embutir na tarifa o custo de hedge (proteção), por meio da compra de títulos públicos atrelados à inflação. Para que o contrato de longo prazo com juros pré-fixados não leve o cliente a ter perdas, a Caixa assumirá os riscos.

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Conforme Guimarães, atualmente o cliente tem dois riscos: o da inflação e o da TR (Taxa Referencial), que pode aumentar se houver alta na Selic. Sendo assim, o cliente da Caixa terá uma taxa fixa, não sendo afetado pela inflação. A Caixa comprará títulos correlacionados com a inflação, o que compensando os riscos financeiros que ela assumiu.

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Imagem: Leandro Marques, via Shutterstock.

Jadre Marques Duarte Junior

Autor

Jadre Marques Duarte Junior

Graduado em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por marketing, comunicação e finanças, possuo mais de 8 anos de experiência na área de T.I. aplicada a serviços financeiros.

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