A CAIXA Econômica Federal, o maior banco brasileiro em número de clientes e ativos, anunciou um lucro líquido de R$ 9,4 bilhões nos primeiros nove meses de 2024 (9M24). Esse resultado representa um impressionante crescimento de 21,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior, refletindo a robustez das suas operações e a liderança do banco em segmentos estratégicos, como crédito imobiliário e serviços financeiros.
Caixa registra lucro recorrente de quase R$ 10 bilhões
CAIXA Econômica Federal anunciou um lucro líquido de R$ 9,4 bilhões nos primeiros nove meses de 2024, refletindo crescimento robusto!
No terceiro trimestre de 2024 (3T24), a instituição obteve um lucro líquido recorrente de R$ 3,3 bilhões, o que equivale a um crescimento de 0,7% em relação ao 3T23. A CAIXA manteve um sólido desempenho financeiro, com destaque para a sua carteira de crédito, que atingiu R$ 1,209 trilhões até setembro de 2024, marcando um crescimento de 10,8% em relação ao ano anterior.
Neste artigo, vamos detalhar os principais resultados financeiros da CAIXA, as estratégias que contribuíram para esses números positivos, e as perspectivas futuras para o banco.
Crescimento consistente nas receitas e ativos

A margem financeira da CAIXA alcançou R$ 45,3 bilhões no 9M24, representando um crescimento de 4,5% em relação ao mesmo período de 2023. No 3T24, esse indicador foi de R$ 14,5 bilhões, uma leve redução de 0,2% em comparação com o 3T23, mas mantendo-se resiliente diante de desafios econômicos.
O saldo de ativos da CAIXA também mostrou um aumento significativo, atingindo R$ 2,0 trilhões em setembro de 2024. Esse crescimento de 13,9% foi impulsionado pelo aumento na carteira de crédito, que representou 60,9% do total de ativos.
Além disso, a CAIXA registrou um aumento nas receitas de prestação de serviços (RPS), que somaram R$ 20,4 bilhões no 9M24, um crescimento de 7,0% em relação ao ano anterior. Este aumento foi impulsionado pela alta na arrecadação com produtos de seguridade, operações de crédito e loterias.
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Crédito Imobiliário: um dos pilares do crescimento
A CAIXA segue como líder absoluta no crédito imobiliário, com uma participação de mercado de 67,5% em setembro de 2024. O saldo da carteira de crédito imobiliário alcançou R$ 812,2 bilhões, um crescimento de 14,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento reflete não apenas a alta demanda por financiamentos habitacionais, mas também a importância da CAIXA no Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), onde o banco mantém uma participação de 99,6%.
Além disso, a CAIXA financiou 627,2 mil imóveis até setembro de 2024, beneficiando 2,5 milhões de pessoas com acesso à moradia própria. Essas contratações de crédito imobiliário ajudaram a gerar mais de 1,4 milhão de empregos diretos e indiretos, contribuindo para o crescimento do setor de construção civil e infraestrutura.
Diversificação e inovação no crédito
A CAIXA também apresentou resultados positivos em outras áreas do crédito. A carteira de crédito pessoal aumentou 10,8% em relação ao ano passado, com destaque para o crédito consignado, que representou 75,9% da carteira comercial pessoa física (PF). O banco também registrou um crescimento de 13,8% na carteira de crédito para o agronegócio, com R$ 59,6 bilhões em setembro de 2024.
Além disso, o banco apostou na diversificação com a criação do Espaço GovTech, um hub de inovação para conectar startups com soluções tecnológicas voltadas para o setor público. Essa iniciativa visa não apenas a eficiência na gestão pública, mas também gerar novas oportunidades no mercado de crédito e infraestrutura.
Gestão financeira sólida e inadimplência controlada
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Apesar do aumento nas concessões de crédito, a CAIXA conseguiu manter sua qualidade de carteira e reduzir o índice de inadimplência. O índice de inadimplência da carteira de crédito total foi de 2,27% em setembro de 2024, uma redução de 0,40 p.p. em relação ao ano anterior. O banco também manteve uma cobertura robusta para possíveis perdas, com 94,4% das operações classificadas entre os ratings AA-C.
A CAIXA se destaca pela solidez de sua carteira de crédito, com 92,4% das operações sendo garantidas, o que ajuda a mitigar riscos e a manter uma gestão prudente. O índice de liquidez de curto prazo (LCR) também foi de 219,6%, indicando uma posição confortável em termos de capacidade de pagamento no curto prazo.
Inovação digital e transformação nos serviços

A digitalização tem sido uma estratégia-chave da CAIXA para melhorar a eficiência operacional e aumentar a satisfação do cliente. No 9M24, o banco registrou um aumento de 52,4% nas transações digitais em comparação com o ano anterior, enquanto os atendimentos presenciais diminuíram em 7,9%. Isso reflete o foco do banco em modernizar seus canais de atendimento e expandir sua oferta digital, como o CAIXA Tem, plataforma de contas digitais que vem ganhando destaque entre os brasileiros.
A parceria com a Universidade de Brasília e o apoio a iniciativas de diversidade e inclusão são outros exemplos de como a CAIXA está alinhando sua estratégia com as demandas sociais e tecnológicas do Brasil.
Desafios e perspectivas para o futuro
Apesar do crescimento expressivo, a CAIXA enfrenta desafios macroeconômicos, como a volatilidade das taxas de juros e a necessidade de manter a qualidade de sua carteira de crédito em um cenário de incertezas econômicas. No entanto, a diversificação das suas operações e a estratégia de inovação devem permitir que o banco continue a expandir sua participação no mercado.
As perspectivas para 2025 são positivas, com a continuidade do crescimento nas áreas de crédito imobiliário e agronegócio, além da consolidação da digitalização dos serviços bancários.
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