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Calote do governo? Auxílio importante de R$ 1.500 NÃO foi pago

Quase 1 ano após aprovação de um importante auxílio para a população, o governo não iniciou o pagamento para famílias selecionadas. Veja!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
Auxílio Emergencial

Este governo realizou um calote, um ano após sancionar auxílio que ajudava crianças e adolescentes órfãos de mães vítimas de violência doméstica e feminicídio. Essa sanção aconteceu em outubro de 2022 e a regulamentação em março deste ano.

No entanto, até agora, o governo da cidade de São Paulo não realizou o pagamento de R$ 1.500 para as 125 famílias. Até o momento, todas elas seguem na fila para aprovação. A Prefeitura de SP declarou, em nota, que é uma burocracia grande e que exige avaliação de uma documentação extensa.

Entenda o auxílio da lei aprovada pelo Governo de SP

Mulher - com expressão estressada - sentada ao lado de uma criança segurando um celular, que se mostra surpresa
Imagem: BearFotos / shutterstock.com

Segundo o que foi sancionado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), em 2022, o auxílio de R$ 1.500 deve ser pago ao beneficiário até os 18 anos, ou até os 24, caso esteja em uma instituição de ensino superior. Essa última parte da lei cabe apresentação de parecer favorável para aprovação. Dessa forma, o Auxílio Ampara prevê alguns requisitos, como, por exemplo:

  • Residência na cidade de São Paulo;
  • Processo de guarda oficializado e responsabilidade legal pela família acolhedora e/ou tutela provisória;
  • Renda da família de até 3 salários mínimos;
  • Inscrição no CadÚnico;
  • Inscrição em escolas da rede municipal.

Entenda o porquê da aprovação da lei

A aprovação desse auxílio aumentou após a constatação do crescimento de 5% nos casos de feminicídio em todo o país em 2022. Assim, são 1,4 mil mulheres mortas, totalizando 1 a cada 6h, em média. Esses números foram os maiores desde 2015.

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Assim, o número corresponde a quase metade dos números registrados em homicídio doloso no país – 1410 das 3.930 mortes. Ainda que São Paulo não possua a maior taxa de feminicídio do país, o município decidiu executar o auxílio, que parte em defesa dos menores órfãos por causa desse crime.

Por fim, para conhecimento, o Estado que apresenta maior taxa de mortes de mulheres por feminicídio é o Mato Grosso do Sul, com cerca de 3,5 morte para cada 100 mil mulheres.

Imagem: Sidney de Almeida/shutterstock.com

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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