A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (9), dois projetos de lei que prometem transformar o regime do Microempreendedor Individual (MEI). As propostas visam aumentar o limite de faturamento anual para R$150 mil e incluir 21 categorias do setor de eventos no rol de atividades permitidas. As medidas ainda precisam passar por outras comissões antes de seguir para votação no Plenário.
MEI terá teto maior e poderá atuar em eventos; veja detalhes da aprovação
Câmara aprova aumento do teto do MEI para R$150 mil e inclusão de 21 categorias do setor de eventos, ampliando oportunidades para microempreendedores.
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Projeto de Lei Complementar 67/2025: atualização do teto do MEI

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 67/2025, de autoria do deputado Heitor Schuch (PSB-RS), propõe a elevação do limite de faturamento anual do MEI para R$150 mil. Além disso, estabelece a correção automática desse valor todo mês de fevereiro, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano anterior, garantindo que o teto acompanhe a inflação.
Relator aponta defasagem do limite atual
O relator do PLP 67/2025, deputado Beto Richa (PSDB-PR), afirmou que o limite atual está defasado e restringe o acesso de muitos trabalhadores ao regime.
“A defasagem do limite de receita bruta anual para enquadramento como MEI tem restringido o alcance da medida. Muitos profissionais permanecem à margem do sistema, privados de direitos, acesso ao crédito e a novos mercados”, destacou o parlamentar.
Benefícios para microempreendedores
Com o aumento do teto, mais profissionais poderão se formalizar, garantindo direitos trabalhistas, acesso facilitado a linhas de crédito e participação em novos mercados. Especialistas apontam que a medida também pode reduzir a informalidade e fortalecer a economia local.
Inclusão de profissionais do setor de eventos: PLP 102/2025
Outra proposta aprovada, o PLP 102/2025, de autoria do deputado Bibo Nunes (PL-RS) e relatado por Daniel Agrobom (PL-GO), autoriza a formalização como MEI de 21 categorias ligadas ao setor de eventos. Entre elas estão garçom, DJ, músico de eventos, fotógrafo, segurança, organizador de eventos, chefe de cozinha, cenógrafo, produtor cultural e recepcionista.
Prazos e regulamentação
O texto determina que o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) adeque a regulamentação à nova legislação no prazo de 60 dias. Essa adaptação inclui ajustes nos sistemas de cadastro, emissão de notas fiscais e enquadramento fiscal das novas categorias.
Impacto para o mercado de trabalho
Segundo a Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape), o setor reúne aproximadamente 77 mil empresas, movimenta R$291 bilhões por ano e representa 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em termos de emprego, gera 93 mil vagas formais e 112 mil informais.
Daniel Agrobom ressaltou a importância da formalização para essas categorias, afirmando que o MEI oferece segurança jurídica, acesso a crédito e oportunidades de crescimento.
Oportunidades para profissionais de contabilidade
As mudanças aprovadas criam um novo campo de atuação para contadores, que precisarão orientar microempreendedores sobre limites de faturamento, enquadramento correto e regularização fiscal. O aumento do teto e a inclusão de novas atividades exigirão atenção redobrada na apuração de impostos e contribuições.
Próximos passos legislativos

Após aprovação na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços, ambos os projetos seguem para análise das Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso sejam aprovados, os textos serão encaminhados para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.
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Perspectivas econômicas
Especialistas em economia afirmam que a elevação do limite do MEI e a formalização de profissionais de eventos podem estimular a economia, gerar novos empregos e reduzir a informalidade no setor. A medida também pode aumentar a arrecadação tributária e ampliar a base de contribuintes do Simples Nacional.
Repercussão entre microempreendedores
Microempreendedores ouvidos por veículos de imprensa demonstraram otimismo com as mudanças. Muitos destacam que o aumento do teto permitirá crescimento sem precisar migrar para outras categorias empresariais, o que envolve custos e burocracia adicionais.
Setor de eventos: novos horizontes
Para o setor de eventos, a formalização oferece mais segurança e reconhecimento profissional. Profissionais antes atuando na informalidade poderão emitir notas fiscais, participar de licitações e contratos maiores, além de garantir benefícios previdenciários.
Principais categorias beneficiadas
- Garçom
- DJ e músicos de eventos
- Fotógrafos
- Segurança de eventos
- Organizadores e produtores culturais
- Chefes de cozinha e cenógrafos
- Recepcionistas
Conclusão
As propostas aprovadas pela Comissão de Indústria, Comércio e Serviços representam um passo significativo para a modernização do MEI. Com a elevação do limite de faturamento e a inclusão de novas categorias, o regime se torna mais acessível e adaptado à realidade econômica atual. Caso sigam pelos trâmites legislativos com aprovação final no Plenário, as mudanças prometem transformar a vida de milhares de microempreendedores em todo o Brasil.
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