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Câmara aprova projeto que incentiva estímulo ao empreendedorismo feminino; saiba mais

Projeto de lei visa incentivar a presença de mulheres em áreas científicas ocupadas tradicionalmente por homens. Entenda!

Fernanda CadavalPor Fernanda Cadaval2 min de leitura
imagem de uma empreendedora usando vestido rosa dentro de uma loja de roupas

A Câmara dos Deputados, por meio da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, acatou o projeto de lei que incentiva o empreendedorismo feminino. Assim, de acordo com o projeto, o Governo Federal terá que propor regras que incentivem a participação feminina nas áreas da ciência, tecnologia, entre outras.

A proposta ainda acrescenta na Lei de Inovação Tecnológica o estímulo ao empreendedorismo feminino, por meio de linhas de crédito, e o incentivo à educação financeira e à assistência técnica. O texto do projeto aprovado substitui e complementa o Projeto de Lei 840/2021.

Projeto incentiva o acesso ao conhecimento científico e empreendedorismo feminino

O projeto também inclui na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) a obrigatoriedade de práticas educativas que estimulem o aprendizado de mulheres em ciências físicas e naturais.

Para isso, escolas públicas e privadas devem proporcionar espaços de formação, como grupos de pesquisa, exercícios e bibliotecas adequadas, que estimulem o estudo da ciência e tecnologia.

Segundo a deputada federal e relatora do projeto, Laura Carneiro (PSD), a participação feminina na ciência e tecnologia necessita de incentivo por meio de programas educacionais, pois só assim será possível romper barreiras culturais e preconceitos.

Afinal, como bem sabemos, áreas como ciência, tecnologia, engenharia, química, física e tecnologia da informação tem a atuação predominantemente masculina por muitos anos.

Afastamento de 180 dias para estudantes durante a maternidade ou processo de adoção

O projeto aprovado também assegura o afastamento por 180 dias, sem prejudicar o salário e o emprego, às profissionais da educação que são mães, passam por processos de adoção ou têm filhos com doenças incapacitantes.

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Estudantes do ensino superior também foram contempladas pela nova lei e terão o direito a 180 dias de licença-maternidade.

Assim, as estudantes terão acesso à prorrogação do prazo para o término do curso, em casos de maternidade ou adoção. O projeto ressalta ainda que essa extensão de prazo não pode influenciar na avaliação das alunas nas instituições de ensino superior.

Apesar de o texto já estar aprovado pela Câmara dos Deputados, ele ainda precisa ser analisado pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação; e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Imagem: Tumisu | Pixabay.com

Fernanda Cadaval

Autor

Fernanda Cadaval

Me chamo Fernanda Patzdorf Cadaval de Macedo, tenho 34 anos, e tenho formação em Letras- Português e Jornalismo. Ler e escrever estão entre minhas atividades favoritas. E poder ser uma facilitadora na formação de opinião das pessoas através do meu trabalho, é um grande privilégio dado por essa profissão que exerço há mais de 10 anos.

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