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Câmara acelera processo e aprova urgência para revogar decreto do IOF

Câmara dos Deputados aprova urgência para projeto que revoga decreto do IOF. Entenda os impactos, argumentos e próximos passos.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Imagem do plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. projeto anistia ir

A Câmara dos Deputados aprovou, com 346 votos favoráveis e 97 contrários, o regime de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 314/2025. O projeto busca revogar o decreto do governo federal que eleva as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mesmo após um recuo parcial do Executivo.

Com a urgência aprovada, a proposta pode ser votada diretamente no Plenário, sem a necessidade de tramitar nas comissões.

O que é o IOF e quem paga?

IOF câmara
Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

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Entendendo o IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incide sobre operações de crédito, câmbio, seguros e títulos ou valores mobiliários.

Quem paga IOF?

  • Pessoas que fazem empréstimos;
  • Quem realiza compras internacionais no cartão de crédito;
  • Operações de câmbio;
  • Investidores no mercado financeiro;
  • Contratação de seguros.

Para que serve o IOF?

O IOF tem uma função regulatória. Ele pode ser usado pelo governo para controlar a economia, desestimulando ou estimulando determinadas operações financeiras. Contudo, também serve como fonte de arrecadação.

A disputa política por trás da revogação do decreto

Argumentos da oposição

Para a oposição, o decreto do IOF representa mais um aumento de impostos sem redução de gastos públicos. O deputado Zucco (PL-RS) criticou o excesso de ministérios e cargos. Já Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que o IOF deve ter função regulatória, e não arrecadatória.

Governo defende medida fiscal

O governo argumenta que o decreto é necessário para cumprir o arcabouço fiscal. Segundo José Guimarães (PT-CE), há equilíbrio entre responsabilidade fiscal e social.

O que muda com o decreto do IOF?

Entenda o decreto que elevou o IOF

O decreto presidencial, publicado após uma sequência de críticas, amenizou o aumento inicial, mas manteve elevação nas alíquotas de certas operações financeiras.

Aumento nas operações de crédito

Tipo de operaçãoAlíquota anteriorNova alíquota proposta
Pessoa física – crédito pessoal0,0082% ao dia0,0112% ao dia
Pessoa jurídica – crédito0,0041% ao dia0,0056% ao dia
Operações de câmbio1,10%1,50%
Cartão de crédito internacional5,38%6,38%

Impacto na prática

  • Empréstimos mais caros para pessoas físicas e empresas;
  • Compras internacionais com custo maior no cartão;
  • Câmbio encarecido, afetando viagens e remessas ao exterior;
  • Investidores terão menos retorno líquido, devido ao aumento sobre operações financeiras.

Próximos passos na Câmara

Com a aprovação da urgência, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 314/25 pode ser incluído na ordem do dia a qualquer momento. Se aprovado na Câmara, o texto seguirá para o Senado.

Caso os parlamentares derrubem o decreto, o governo será obrigado a rever as projeções fiscais. Segundo o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), a revogação exigirá um contingenciamento imediato superior a R$ 12 bilhões, afetando despesas e programas públicos.

Impacto econômico: risco fiscal e tensão no mercado

IOF governo
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

O risco de rompimento do arcabouço fiscal

O governo argumenta que o decreto do IOF é uma das medidas necessárias para garantir equilíbrio nas contas públicas, após o Congresso ter barrado outras propostas de aumento de receita, como a reoneração da folha.

Oposição fala em “fome de arrecadação”

Para a oposição, o Executivo está usando o imposto como artifício para ampliar arrecadação sem reduzir gastos. A estratégia, segundo os opositores, gera insegurança jurídica e afasta investimentos.

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Como reage o mercado?

  • Câmbio pressionado, com dólar em alta;
  • Bolsa volátil, diante do risco fiscal e da percepção de instabilidade nas regras;
  • Juros futuros sobem, refletindo expectativa de maior endividamento público.

FAQ – Perguntas frequentes

O que significa a urgência aprovada pela Câmara?

Significa que o projeto pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar pelas comissões.

O decreto do IOF já está valendo?

Sim, o decreto com as novas alíquotas já está em vigor, mas pode ser derrubado se o Congresso aprovar o PDL 314/25.

Se o decreto cair, o que acontece?

O governo precisará fazer um corte imediato de mais de R$ 12 bilhões no orçamento para cumprir o arcabouço fiscal.

A população em geral é impactada?

O governo defende que não, mas a oposição afirma que o aumento encarece crédito e operações que também atingem parte da classe média.

Considerações finais

De um lado, o Executivo defende ajustes para cumprir o arcabouço fiscal; de outro, a oposição critica o aumento de impostos como solução para o desequilíbrio das contas públicas.

O tema deve dominar os próximos dias no Legislativo e no noticiário econômico, com impactos diretos sobre a economia, o mercado financeiro e o bolso dos brasileiros.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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