O candidato à presidência do Equador, Fernando Villavicencio, foi assassinado na noite da última quarta-feira (9), na capital do país, Quito. O atentado ocorreu após um ato promovido por ele para a sua campanha eleitoral.
Candidato à presidência é morto durante ato de campanha
Um candidato à presidência foi morto na última quarta-feira (9) após realizar um ato em decorrência da sua campanha eleitoral. Saiba mais.
Villavicencio tinha 59 anos e levou três tiros na cabeça. Ele foi rapidamente levado a um hospital, porém não resistiu aos ferimentos. As eleições no país iriam ocorrer no próximo dia 20. Leia mais informações a seguir.
Fernando Villavicencio é assassinado no Equador
O ato de violência contra Villacicencio deixou também nove pessoas feridas, das quais sete foram hospitalizadas, conforme fontes ligadas à campanha.
Ex-jornalista renomado e membro da Assembleia Legislativa do Equador desde 2021, o candidato era conhecido por suas reportagens investigativas sobre corrupção governamental durante o mandato do presidente Rafael Correa (2007-2017).
De acordo com pesquisas eleitorais recentes, Fernando ocupava o quinto lugar entre os candidatos à presidência. Entre suas propostas, ele pretendia renegociar contratos com empresas estrangeiras de petróleo e mineração e adotar uma política rígida contra cartéis de drogas.
Além disso, Villavicencio era visto como uma figura pública determinada. Em seu encontro com os eleitores, ele se comprometeu a renegociar contratos com empresas estrangeiras e combater cartéis de drogas com “mão de ferro”.
Eleições presidenciais serão mantidas
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O atual presidente do Equador, Guillermo Lasso, declarou estado de exceção no país e estabeleceu um período de luto de três dias para “honrar um patriota”. O líder referiu-se ao ataque como “um crime político” e uma tentativa de “sabotar o processo eleitoral”.
Por fim, Lasso garantiu que as eleições estão mantidas para o dia 20 de agosto. A determinação em prosseguir conforme o programado simboliza a resiliência da democracia no país em face ao crime organizado, segundo o presidente.
Imagem: JuditaJu / shutterstock.com
