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Caneta 100% brasileira para obesidade deve competir com Ozempic e Mounjaro

Conheça a Olire, nova caneta nacional contra obesidade. Mais barata que Ozempic! Veja quando chega às farmácias.

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
Canetas ozempic sus

A farmacêutica brasileira EMS anunciou o lançamento da primeira caneta injetável para tratamento da obesidade totalmente produzida no Brasil.

O medicamento, batizado de Olire, utiliza como princípio ativo a liraglutida, mesma substância presente em produtos como Saxenda e Victoza, e chega ao mercado com a promessa de ser até 20% mais barata que concorrentes como Ozempic e Mounjaro.

O lançamento está previsto para agosto de 2025, marcando a entrada definitiva da EMS no mercado global de medicamentos à base de análogos do hormônio GLP-1, usados para controle de peso e diabetes tipo 2.

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O que é a caneta Olire e como ela age no organismo?

caneta EMS
Imagem: Divulgação / EMS

Princípio ativo: liraglutida

A liraglutida é um análogo do GLP-1 (peptídeo 1 semelhante ao glucagon), um hormônio produzido no intestino que regula a glicose no sangue e induz a saciedade. Por isso, ela é eficaz tanto no tratamento do diabetes tipo 2 quanto no controle da obesidade.

Mecanismo de ação da liraglutida

  • Imita o GLP-1 natural, regulando a liberação de insulina;
  • Retarda o esvaziamento gástrico, aumentando a sensação de saciedade;
  • Reduz o apetite, promovendo perda de peso gradual;
  • Melhora o controle glicêmico, especialmente em pacientes com resistência à insulina.

A novidade é que, com o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil em 2024, outras empresas podem produzir medicamentos com liraglutida. A EMS aproveitou essa oportunidade para desenvolver a caneta Olire.

EMS entra no mercado global de GLP-1

Produção nacional e metas de distribuição

A produção inicial da caneta Olire será de 200 mil unidades ainda em 2025, com previsão de atingir 500 mil canetas nos 12 meses seguintes.

Este volume posiciona a EMS como a primeira farmacêutica nacional a competir diretamente com gigantes globais como a Novo Nordisk (Ozempic/Wegovy) e a Eli Lilly (Mounjaro).

Aprovação da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a produção do Olire em dezembro de 2024, autorizando o início da comercialização no segundo semestre de 2025. Com isso, o produto será oficialmente o primeiro dispositivo injetável brasileiro aprovado para tratar a obesidade.

Comparativo: Olire x Ozempic x Mounjaro x Wegovy

Tabela comparativa dos principais medicamentos GLP-1

MedicamentoPrincípio ativoIndicação principalFabricantePaís de origemGLP-1 ou GIP?
OlireLiraglutidaObesidadeEMSBrasilGLP-1
OzempicSemaglutidaDiabetes tipo 2 (off-label obesidade)Novo NordiskDinamarcaGLP-1
WegovySemaglutidaObesidadeNovo NordiskDinamarcaGLP-1
MounjaroTirzepatidaDiabetes tipo 2 e obesidadeEli LillyEUAGLP-1 + GIP (duplo)
Lirux (previsto)SemaglutidaDiabetes tipo 2 (futuro)EMSBrasilGLP-1

A semaglutida ainda está sob patente no Brasil até março de 2026. Após essa data, EMS planeja lançar o Lirux, sua versão nacional com esse princípio ativo.

Olire não é genérico: entenda a diferença

Segundo especialistas e comunicado da EMS, o Olire não é considerado um medicamento genérico, apesar de utilizar a mesma substância ativa da Saxenda. Isso acontece porque o produto foi desenvolvido com características próprias, como formulação, concentração e apresentação exclusivas.

O que isso significa?

  • Maior controle de qualidade nacional, com validação da Anvisa;
  • Preço mais acessível, entre 10% e 20% abaixo dos líderes de mercado;
  • Distribuição facilitada em farmácias e programas públicos.

Vantagens da produção nacional

Redução de custos e acesso ampliado

A fabricação local da caneta Olire pode ter impacto direto no acesso ao tratamento para milhares de brasileiros. Atualmente, o custo mensal de medicamentos como Saxenda pode ultrapassar os R$ 1.000.

Com a chegada do Olire:

  • Preço deve cair significativamente;
  • Possibilidade de inclusão no SUS a médio prazo;
  • Estímulo à concorrência no setor de GLP-1, reduzindo a dependência de importações.

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Estratégia de internacionalização

A EMS também revelou que pretende exportar o Olire para países da América Latina e, futuramente, para mercados da Europa e Ásia, o que representa uma expansão inédita de um produto farmacêutico brasileiro no segmento de obesidade.

Quando o Lirux chega ao mercado?

A EMS também planeja o lançamento do Lirux, caneta injetável à base de semaglutida, para março de 2026, assim que a patente da Novo Nordisk expirar. O Lirux será destinado principalmente ao tratamento de diabetes tipo 2, mas pode ter uso off-label para obesidade, assim como o Ozempic hoje.

Impacto no mercado e expectativa dos especialistas

Nordisk
Imagem: MauricioSPY | shutterstock.com

A chegada do Olire representa um divisor de águas no tratamento da obesidade no Brasil, segundo endocrinologistas e especialistas em saúde pública.

Os medicamentos à base de GLP-1 ganharam destaque por promoverem perda de peso significativa, com efeitos colaterais mais leves do que alternativas tradicionais.

Avaliação médica

“A disponibilidade de uma alternativa nacional, aprovada pela Anvisa, e com preço mais acessível, pode ampliar drasticamente o tratamento da obesidade em uma população que sofre com altas taxas de sobrepeso”, afirma a endocrinologista Ana Paula Rezende, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

Considerações finais

O Olire chega para preencher uma lacuna importante no mercado de tratamento da obesidade com medicamentos injetáveis, oferecendo eficácia comprovada, preço mais acessível e produção nacional.

Com ele, o Brasil deixa de ser apenas consumidor e passa a ser também produtor relevante no mercado global de medicamentos GLP-1.

A expectativa é que, com o sucesso do Olire, o Lirux também seja bem recebido, ampliando a gama de tratamentos acessíveis para doenças metabólicas e crônicas no país.

Imagem: Reprodução / Freepik.com

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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