A farmacêutica brasileira EMS anunciou o lançamento da primeira caneta injetável para tratamento da obesidade totalmente produzida no Brasil.
Caneta 100% brasileira para obesidade deve competir com Ozempic e Mounjaro
Conheça a Olire, nova caneta nacional contra obesidade. Mais barata que Ozempic! Veja quando chega às farmácias.
O medicamento, batizado de Olire, utiliza como princípio ativo a liraglutida, mesma substância presente em produtos como Saxenda e Victoza, e chega ao mercado com a promessa de ser até 20% mais barata que concorrentes como Ozempic e Mounjaro.
O lançamento está previsto para agosto de 2025, marcando a entrada definitiva da EMS no mercado global de medicamentos à base de análogos do hormônio GLP-1, usados para controle de peso e diabetes tipo 2.
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O que é a caneta Olire e como ela age no organismo?

Princípio ativo: liraglutida
A liraglutida é um análogo do GLP-1 (peptídeo 1 semelhante ao glucagon), um hormônio produzido no intestino que regula a glicose no sangue e induz a saciedade. Por isso, ela é eficaz tanto no tratamento do diabetes tipo 2 quanto no controle da obesidade.
Mecanismo de ação da liraglutida
- Imita o GLP-1 natural, regulando a liberação de insulina;
- Retarda o esvaziamento gástrico, aumentando a sensação de saciedade;
- Reduz o apetite, promovendo perda de peso gradual;
- Melhora o controle glicêmico, especialmente em pacientes com resistência à insulina.
A novidade é que, com o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil em 2024, outras empresas podem produzir medicamentos com liraglutida. A EMS aproveitou essa oportunidade para desenvolver a caneta Olire.
EMS entra no mercado global de GLP-1
Produção nacional e metas de distribuição
A produção inicial da caneta Olire será de 200 mil unidades ainda em 2025, com previsão de atingir 500 mil canetas nos 12 meses seguintes.
Este volume posiciona a EMS como a primeira farmacêutica nacional a competir diretamente com gigantes globais como a Novo Nordisk (Ozempic/Wegovy) e a Eli Lilly (Mounjaro).
Aprovação da Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a produção do Olire em dezembro de 2024, autorizando o início da comercialização no segundo semestre de 2025. Com isso, o produto será oficialmente o primeiro dispositivo injetável brasileiro aprovado para tratar a obesidade.
Comparativo: Olire x Ozempic x Mounjaro x Wegovy
Tabela comparativa dos principais medicamentos GLP-1
| Medicamento | Princípio ativo | Indicação principal | Fabricante | País de origem | GLP-1 ou GIP? |
|---|---|---|---|---|---|
| Olire | Liraglutida | Obesidade | EMS | Brasil | GLP-1 |
| Ozempic | Semaglutida | Diabetes tipo 2 (off-label obesidade) | Novo Nordisk | Dinamarca | GLP-1 |
| Wegovy | Semaglutida | Obesidade | Novo Nordisk | Dinamarca | GLP-1 |
| Mounjaro | Tirzepatida | Diabetes tipo 2 e obesidade | Eli Lilly | EUA | GLP-1 + GIP (duplo) |
| Lirux (previsto) | Semaglutida | Diabetes tipo 2 (futuro) | EMS | Brasil | GLP-1 |
A semaglutida ainda está sob patente no Brasil até março de 2026. Após essa data, EMS planeja lançar o Lirux, sua versão nacional com esse princípio ativo.
Olire não é genérico: entenda a diferença
Segundo especialistas e comunicado da EMS, o Olire não é considerado um medicamento genérico, apesar de utilizar a mesma substância ativa da Saxenda. Isso acontece porque o produto foi desenvolvido com características próprias, como formulação, concentração e apresentação exclusivas.
O que isso significa?
- Maior controle de qualidade nacional, com validação da Anvisa;
- Preço mais acessível, entre 10% e 20% abaixo dos líderes de mercado;
- Distribuição facilitada em farmácias e programas públicos.
Vantagens da produção nacional
Redução de custos e acesso ampliado
A fabricação local da caneta Olire pode ter impacto direto no acesso ao tratamento para milhares de brasileiros. Atualmente, o custo mensal de medicamentos como Saxenda pode ultrapassar os R$ 1.000.
Com a chegada do Olire:
- Preço deve cair significativamente;
- Possibilidade de inclusão no SUS a médio prazo;
- Estímulo à concorrência no setor de GLP-1, reduzindo a dependência de importações.
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Estratégia de internacionalização
A EMS também revelou que pretende exportar o Olire para países da América Latina e, futuramente, para mercados da Europa e Ásia, o que representa uma expansão inédita de um produto farmacêutico brasileiro no segmento de obesidade.
Quando o Lirux chega ao mercado?
A EMS também planeja o lançamento do Lirux, caneta injetável à base de semaglutida, para março de 2026, assim que a patente da Novo Nordisk expirar. O Lirux será destinado principalmente ao tratamento de diabetes tipo 2, mas pode ter uso off-label para obesidade, assim como o Ozempic hoje.
Impacto no mercado e expectativa dos especialistas

A chegada do Olire representa um divisor de águas no tratamento da obesidade no Brasil, segundo endocrinologistas e especialistas em saúde pública.
Os medicamentos à base de GLP-1 ganharam destaque por promoverem perda de peso significativa, com efeitos colaterais mais leves do que alternativas tradicionais.
Avaliação médica
“A disponibilidade de uma alternativa nacional, aprovada pela Anvisa, e com preço mais acessível, pode ampliar drasticamente o tratamento da obesidade em uma população que sofre com altas taxas de sobrepeso”, afirma a endocrinologista Ana Paula Rezende, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia.
Considerações finais
O Olire chega para preencher uma lacuna importante no mercado de tratamento da obesidade com medicamentos injetáveis, oferecendo eficácia comprovada, preço mais acessível e produção nacional.
Com ele, o Brasil deixa de ser apenas consumidor e passa a ser também produtor relevante no mercado global de medicamentos GLP-1.
A expectativa é que, com o sucesso do Olire, o Lirux também seja bem recebido, ampliando a gama de tratamentos acessíveis para doenças metabólicas e crônicas no país.
Imagem: Reprodução / Freepik.com
