O Grupo CAOA, um dos nomes mais tradicionais da indústria automotiva brasileira, está em busca de um novo parceiro chinês para manter ativa sua linha de produção em Anápolis, Goiás. A movimentação ocorre após o encerramento de sua parceria com uma montadora chinesa, uma reviravolta que reforça os desafios enfrentados pelas fabricantes nacionais em um mercado cada vez mais competitivo e dominado por marcas asiáticas.
Após fim de parceria com montadora chinesa, CAOA busca novo parceiro para fábrica em Goiás
Grupo CAOA avalia BAIC e Changan como novos parceiros após rompimento com chinesa. Fábrica de Anápolis pode receber SUV Beijing X55.
A decisão da parceira chinesa de encerrar as atividades conjuntas foi oficializada em julho de 2025, e desde então a CAOA tem redobrado esforços para garantir a continuidade da produção e dos empregos gerados por sua planta goiana. A escolha de um novo parceiro não representa apenas uma decisão estratégica de negócios, mas também um fator determinante para o futuro da empresa no Brasil.
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Hyundai, Subaru e agora Chery: o histórico de alianças
Ao longo de sua trajetória, a CAOA firmou parcerias de peso com montadoras como Hyundai e Subaru. Mais recentemente, a joint venture com a Chery International marcou a entrada de veículos chineses no mercado nacional sob a marca CAOA Chery, oferecendo modelos que rapidamente conquistaram espaço entre os SUVs mais vendidos do país.
No entanto, a estreia das linhas OMODA & JAECOO no Brasil, além da previsão da chegada dos modelos Jetour, enfraqueceu a posição da CAOA dentro da aliança. Segundo fontes do setor, discute-se a possibilidade de a Chery assumir por completo as operações nacionais, enquanto a CAOA ficaria restrita à linha premium da marca Exeed.
Diante dessa conjuntura, o grupo intensificou negociações com outras montadoras da China, entre elas a BAIC (Beijing Automotive Industry Holding) e a Changan, dois gigantes do setor automotivo global.
Nova estratégia: BAIC e Changan em negociação
Protótipo Beijing X55 já circula no Brasil
A movimentação para definir o futuro parceiro da CAOA ganhou fôlego nos últimos meses, especialmente após a aparição do protótipo Beijing X55, SUV do grupo BAIC, circulando pelas ruas brasileiras. O flagrante do veículo foi registrado por Bruno Paschoal e repercutiu no portal Auto Segredos, indicando que os testes de viabilidade já estão em curso.
O Beijing X55 representa uma aposta concreta no segmento dos SUVs médios. Sua presença no país sugere que a BAIC é uma das principais candidatas a substituir a antiga parceira da CAOA. Outro nome que figura nas mesas de negociação é a Changan Automobile, reconhecida por sua variedade de modelos e soluções tecnológicas avançadas.
Beijing X55: o SUV chinês que pode ocupar a linha de montagem
Design futurista, potência e consumo equilibrado
O SUV compacto Beijing X55 combina atributos que agradam ao consumidor brasileiro, especialmente aqueles que buscam inovação, design arrojado e tecnologia. O modelo apresenta:
- Grade frontal 3D e maçanetas retráteis
- Iluminação full LED
- Motor 1.5 turbo com 177 cv de potência
- Transmissão automática de dupla embreagem com sete marchas
- Aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 8 segundos
- Consumo entre 12 e 13 km/l
Essas características colocam o X55 como um forte candidato a integrar o portfólio nacional, oferecendo concorrência direta a modelos já consolidados como o Jeep Compass e o Toyota Corolla Cross.
Segundo especialistas, o veículo já passa por adaptações para atender às exigências do consumidor brasileiro, incluindo ajuste de suspensão, conectividade e segurança. A expectativa é que, caso o acordo se concretize, a produção seja iniciada em Goiás ainda em 2026.
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Desafios e perspectivas da indústria automotiva brasileira

Eletrificação e concorrência chinesa moldam o setor
O cenário atual da indústria automotiva brasileira é marcado por uma crescente presença de marcas chinesas. Em poucos anos, montadoras como BYD, GWM, Chery e JAC ampliaram sua participação no mercado, muitas vezes impulsionadas pela oferta de veículos elétricos e híbridos a preços competitivos.
Para empresas como a CAOA, manter-se competitiva exige não apenas inovação tecnológica, mas também alianças estratégicas. A planta de Anápolis é considerada estratégica tanto pela localização quanto pela estrutura já consolidada, e sua ociosidade significaria perdas significativas para o setor automotivo goiano.
Governo estadual acompanha negociações
Anápolis é pilar para empregos e arrecadação
O governo de Goiás acompanha de perto as movimentações da CAOA. A fábrica de Anápolis é responsável por milhares de empregos diretos e indiretos, além de representar um pilar importante na arrecadação do estado.
Fontes ligadas à Secretaria da Indústria e Comércio de Goiás indicam que o Executivo está disposto a oferecer incentivos fiscais e logísticos para facilitar a chegada de um novo parceiro. A presença de uma montadora chinesa como a BAIC ou a Changan seria vista com bons olhos, especialmente pela capacidade dessas marcas de trazer investimentos e novas tecnologias para o Brasil.
Imagem: Reprodução/Facebook Caoa Chery

