O senador Carlos Viana (Podemos-MG) ganhou protagonismo nesta quarta-feira (20) ao ser eleito presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar desvios bilionários nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A vitória ocorreu por 17 votos a 14, superando a candidatura do senador Omar Aziz (MDB-AM), aliado do governo e tido como favorito nos bastidores.
Senador Carlos Viana assume presidência da CPMI do INSS: conheça sua trajetória
Carlos Viana é eleito presidente da CPMI do INSS e terá papel central na investigação de desvios bilionários.
A eleição pegou de surpresa o governo federal, que contava com apoio da base aliada para assumir o comando da comissão.
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Quem é Carlos Viana?

Nascido em Braúnas (MG), no Vale do Rio Doce, Carlos Viana tem 62 anos, é jornalista de formação, com especialização em gestão estratégica de marketing e já atuou como professor universitário.
Viana iniciou sua trajetória política em 2018, aproveitando a onda de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, quando foi eleito senador com 3,57 milhões de votos, ficando atrás apenas de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
No Congresso, teve atuação discreta, destacando-se por atuar como relator de nomeações de autoridades brasileiras no exterior e por posições críticas ao governo Lula, além de apoio ao ex-presidente Bolsonaro.
Mudanças de partido e tentativas eleitorais
Carlos Viana mudou de filiação partidária diversas vezes. Ele começou no PHS, migrou para o Podemos em 2019, depois para o PSD, posteriormente para o MDB, depois para o PL, e retornou ao Podemos em 2023, onde permanece atualmente.
O senador também disputou eleições para governador de Minas Gerais e prefeito de Belo Horizonte, obtendo resultados modestos, como a 7ª colocação na corrida pela prefeitura, com pouco mais de 10 mil votos.
Essas movimentações partidárias e tentativas de cargos executivos mostram a busca de Viana por maior relevância política em nível estadual e nacional.
Vitória da oposição na CPMI
A eleição da presidência da CPMI do INSS representou uma vitória estratégica da oposição. Até a manhã de quarta-feira, a indicação de Omar Aziz pelo governo era considerada certa. No entanto, a oposição aproveitou a ausência de alguns deputados aliados do governo, garantindo votos suficientes para eleger Carlos Viana.
“Houve uma subestimação [da oposição], podíamos ter tido uma mobilização, mais atenção. Houve um erro”, admitiu Lindbergh Farias, líder do PT.
A comissão terá 32 membros titulares, sendo 16 deputados e 16 senadores, com participação significativa do PT e PL, que terão quatro representantes cada.
Objetivo e duração da CPMI
A CPMI do INSS foi criada em junho pelo Congresso Nacional e tem como objetivo investigar desvios que podem chegar a R$ 6,3 bilhões, segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU).
A comissão tem duração prevista de até 180 dias, podendo ser prorrogada, e o custo estimado da investigação é de R$ 200 mil.
Os trabalhos vão se concentrar na apuração de irregularidades em benefícios previdenciários e pagamentos indevidos, além de buscar responsabilização de envolvidos em fraudes.
Experiência internacional e posições políticas
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Carlos Viana também teve destaque em questões internacionais. Ele viajou aos Estados Unidos para tentar criar diálogo com parlamentares americanos em negociações sobre tarifas impostas pelo governo Donald Trump ao Brasil.
Além disso, se posicionou como defensor do governo de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, criticando as ações do governo Lula em relação à guerra em Gaza e auxiliando em tratativas para resgatar brasileiros afetados pelo conflito.
Essas experiências reforçam a imagem de Viana como um parlamentar ativo em política externa e atento a temas estratégicos que envolvem o Brasil internacionalmente.
Desafios à frente

A presidência da CPMI do INSS representa um desafio significativo para Carlos Viana, que terá que coordenar a investigação de desvios milionários no sistema previdenciário, garantindo transparência e efetividade nos trabalhos da comissão.
A oposição e o governo estarão atentos aos desdobramentos das apurações, que podem impactar diretamente políticas públicas e a gestão do INSS.
Relevância para o país
A atuação da CPMI do INSS é crucial para identificar falhas e fraudes no sistema previdenciário, que afetam milhões de brasileiros. A presidência de Carlos Viana será determinante para garantir que os trabalhos da comissão avancem de forma transparente e eficiente.
Além da apuração de desvios, a comissão poderá propor medidas para melhorar a gestão do INSS e evitar novos casos de corrupção.
Com informações de: g1
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