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Carrefour se pronuncia após graves denúncias sobre a rede

Relatos de racismo nas redes sociais obrigaram o grupo a se manifestar sobre o assunto. Em 2020, um homem negro foi espancado até a morte.

Fernanda CadavalPor Fernanda Cadaval3 min de leitura
Unidade Carrefour

Há algum tempo, a rede de supermercados e atacadista Carrefour é associada a casos de racismo que ocorrem em suas lojas. Dois casos recentes, que tiveram repercussão nas redes sociais, obrigou o Carrefour a divulgar um comunicado em canais de TV, na noite de terça-feira, 11.

O comunicado ressalta as ações antirracistas tomadas pelo Carrefour e diz lamentar os fatos ocorridos além de prestar todo o respeito e solidariedade às pessoas que se sentiram ofendidas. A divulgação afirma ainda que o grupo tem “tolerância zero com o racismo”.

Entenda os casos de racismo envolvendo o Carrefour

O Brasil é considerado o país que mais tem negros fora da África. Em contrapartida, é o país que mais comete crime de racismo. Essa triste realidade está presente todos os dias nos noticiários e nas redes sociais onde as vítimas denunciam os casos.

Nesse contexto, o grupo Carrefour tem ficado em evidência por práticas do crime de racismo ocorridas em seus estabelecimentos. Os dois casos mais recentes foram denunciados nas redes sociais.

Em um deles, a atriz e professora Isabel Oliveira foi perseguida por um segurança pelos corredores do Atacadão. Por se sentir intimidada, a mulher saiu da loja, retornando depois com seu marido e, em ato de protesto, tirou toda a roupa, ficando de calcinha e sutiã, para demonstrar que não oferecia perigo algum.

Em outro caso, Vinícius de Paula, marido da jogadora de vôlei Fabiana Claudino, da seleção brasileira, relatou ter sido vítima de racismo na loja do Carrefour em Alphaville, em São Paulo. O homem teve atendimento negado por uma caixa, que logo em seguida atendeu uma pessoa branca.

O caso mais grave aconteceu em 2020, quando João Alberto morreu depois de ser espancado no estacionamento por dois seguranças do Carrefour de Porto Alegre.

Carrefour se defende através de comunicado na TV 

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Após a repercussão dos dois casos na semana passada, o Carrefour divulgou um comunicado veiculado na TV na noite de terça-feira. Na peça publicitária, a rede enumera as ações antirracistas tomadas pela empresa e ressalta que seu compromisso vai além do discurso.

A publicação afirma que o grupo Carrefour tem metade de seus colaboradores negros e 40% estão em cargos de liderança, além de mencionar a criação de programa interno para o crescimento de colaboradores negros, oferecimento de bolsas de pós-graduação para pessoas negras e a parceria com a Universidade Zumbi dos Palmares que irá ofertar o primeiro curso para agentes de segurança antirracista.

Imagem: Tomeqs/ shutterstock.com

Fernanda Cadaval

Autor

Fernanda Cadaval

Me chamo Fernanda Patzdorf Cadaval de Macedo, tenho 34 anos, e tenho formação em Letras- Português e Jornalismo. Ler e escrever estão entre minhas atividades favoritas. E poder ser uma facilitadora na formação de opinião das pessoas através do meu trabalho, é um grande privilégio dado por essa profissão que exerço há mais de 10 anos.

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