Uma revelação feita pela Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) no dia 7 de fevereiro poderá deixar os carros elétricos mais caros no Brasil. O assunto foi tratado durante a coletiva de imprensa da entidade. A organização apresenta os resultados do setor todos os meses e faz algumas projeções,
Carros elétricos 35% mais caros: retorno de imposto pode encarecer mercado
O motivo é um possível pedido da Anfavea para o Governo Federal com a volta do imposto de importação dos carros elétricos. Saiba mais!
O motivo para o encarecimento dos carros elétricos é que a associação pretende pedir ao presidente Lula (PT) que o imposto cobrado sobre a importação dos modelos volte à tona. A taxação representa um índice de 35%.
O Governo Federal isenta o imposto para importar carros movidos unicamente à eletricidade ou hidrogênio desde 2015.
Por que Anfavea pede a volta deste imposto sobre carros elétricos?
A principal preocupação da Anfavea é que, com a vinda de muitos carros elétricos da China, com um custo mais acessível, eles comecem a concorrer com os modelos a combustão fabricados no Brasil.
Os carros híbridos, que misturam o motor a combustão e motor elétrico, ainda possuem taxas de importação que variam de 0% e 7%. Mas estes modelos não preocupam a Anfavea, pois, eles estão deixando de ser fabricados na China.
Segundo o Valor Econômico, a venda de híbridos e elétricos no Brasil ainda é pequena, mas com crescimento a cada ano. Os dados revelados mostram que em 2022 estes modelos representaram 2,5% das vendas no país. Em 2021, este número foi de 1,8%. Mas no mês passado, em janeiro, as vendas de carros elétricos ou híbridos já somaram 3,44% do setor automobilístico.
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Por esse motivo, esse crescimento acende o sinal de alerta da Anfavea. Na coletiva de imprensa, que está disponível no canal do YouTube da entidade, o presidente da associação, Márcio Leite, afirmou que a ideia é se precaver e proteger o mercado automobilístico brasileiro. Conforme divulgado na coluna da Paula Gama, do Portal Uol, isso ainda não foi levado ao governo. O motivo é não haver consenso sobre o assunto, dentro da comissão de veículos elétricos da Anfavea.
Imagem: @frimufilms/freepik.com
