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Carros populares: Lula, Alckmin e Haddad discutem proposta hoje

De acordo com Haddad, o presidente Lula já aprovou o novo plano para carros populares. O encontro deve alinhar pontos finais.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Fiat Uno 45, carro popular dos anos 90, à venda na concessionária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reunirá nesta segunda-feira (5) com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro do Desenvolvimento, também vice-presidente, Geraldo Alckmin, para tratar da proposta dos carros populares. 

O encontro, marcado para 9h, no Palácio do Planalto, em Brasília, tem como objetivo definir os últimos detalhes do programa para baratear os veículos no país. Entenda qual a proposta do governo e veja o que deve acontecer. 

Governo quer conceder créditos tributários para baratear carros populares 

O governo quer conceder créditos tributários para baratear os carros populares. O crédito deve se condicionar ao desconto no valor do bem na nota fiscal do cliente. Assim, a nota contará com um “bônus” de R$ 2 mil a R$ 8 mil.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, a queda no preço dos automóveis poderá ser de até 10,96%. Contudo, a concessão vale apenas para carros com valor de até R$ 120 mil, considerando, além do preço, a eficiência energética e o resultado da produção da indústria no mercado.

Assim, o cliente recebe desconto no veículo e a empresa, nos tributos. Isso poderia fazer com que os modelos mais acessíveis, atualmente na faixa de 68 mil reais, fiquem abaixo de R$ 60 mil.

De acordo com Haddad, o programa dos carros populares deve ter um limite de R$ 500 milhões. Além disso, a duração da iniciativa deve ser de até 4 meses. 

Haddad afirma que Lula autorizou plano para baratear veículos

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Haddad afirmou na última quinta-feira (1º) que o presidente Lula aprovou o novo plano para diminuir os preços dos carros populares. Além disso, ressaltou que o plano não comprometerá as metas fiscais do ano, pois haverá a compensação da redução de impostos. Essa estratégia, segundo o ministro, proporcionará um estímulo necessário à indústria automobilística.

No entanto, Haddad alertou para os possíveis efeitos negativos do programa. Entre eles, está a suspensão temporária da compra de veículos, já que os consumidores podem preferir aguardar os preços mais baixos. Além disso, o mercado de automóveis usados pode ser afetado, porque os carros em revenda podem ficar em desvantagem em relação aos que serão beneficiados pelo novo plano fiscal.

Imagem: Rzegorz Czapski / Shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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