A cidade de São Paulo pode estar a poucos anos de inaugurar uma nova era na mobilidade urbana: o uso de carros voadores. Nesta segunda-feira (16), a Revo, empresa de mobilidade aérea de alto padrão, anunciou um acordo histórico com a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, que prevê a aquisição de até 50 aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, conhecidas como eVTOLs.
Carros voadores em São Paulo: empresas se unem com investimento bilionário
São Paulo prepara operação comercial de carros voadores eVTOL em parceria bilionária entre Revo e Embraer, com previsão para 2027.
O contrato, avaliado em cerca de R$ 1,3 bilhão (US$ 250 milhões), inclui também investimentos em manutenção, treinamento e infraestrutura.
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Parceria bilionária entre Revo e Eve Air Mobility

Durante uma coletiva online, João Welsh, CEO da Revo, revelou os detalhes do acordo firmado em meio à semana do Paris Air Show 2025, um dos maiores eventos do setor aéreo mundial. A expectativa é que essa parceria leve São Paulo a ser uma das primeiras metrópoles a operar eVTOLs comercialmente.
“O espaço aéreo em São Paulo é bem congestionado. Temos que formar pilotos suficientes para operar com essa nova tecnologia, essa nova frota”, destacou Welsh.
Além da compra das aeronaves, o acordo inclui uma robusta estrutura para capacitar pilotos e mecânicos, além de garantir a manutenção necessária para a operação segura dos veículos aéreos.
Desafios para a implementação dos carros voadores em São Paulo
Treinamento e capacitação: a base para voar seguro
A introdução dos carros voadores em um ambiente urbano como São Paulo demanda uma série de adaptações e cuidados. Segundo Welsh, o treinamento de profissionais é um dos principais desafios, considerando a complexidade da operação dessas aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical.
Infraestrutura e energia: pontos de recarga e capacidade elétrica
Outro desafio crucial é a instalação da infraestrutura adequada, especialmente pontos de recarga das aeronaves. O sistema elétrico da região também precisa ser analisado para garantir a demanda energética necessária para o funcionamento contínuo dos eVTOLs.
Controle do espaço aéreo e segurança
O espaço aéreo paulistano, já congestionado por helicópteros e aviões de pequeno porte, precisará ser adaptado para garantir o fluxo seguro dos carros voadores. “Será necessário adaptar o espaço aéreo paulistano para acomodar as novas aeronaves sem comprometer a segurança dos voos”, afirmou o CEO da Revo.
Previsão dos primeiros voos comerciais para 2027

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A Revo já trabalha com uma previsão otimista para o início da operação dos carros voadores. Segundo Welsh, os primeiros voos comerciais devem ocorrer entre o final de 2027 e o começo de 2028, caso todas as etapas de preparo sejam cumpridas com sucesso.
“Não queremos apressar nada. Temos que criar espaço suficiente para o time da Revo incorporar essa nova tecnologia. Quando sentimos que temos maturidade suficiente, iniciaremos voos comerciais”, explicou.
O que esperar da mobilidade aérea em São Paulo
Com a chegada dos carros voadores, São Paulo poderá ter uma nova alternativa para o deslocamento urbano, ajudando a desafogar o trânsito e diminuindo o tempo de viagem em trajetos longos ou congestionados. A operação de eVTOLs pode transformar o panorama da mobilidade na maior cidade do Brasil.
Impacto econômico e tecnológico da nova mobilidade
A parceria entre Revo e Eve Air Mobility não representa apenas um avanço na mobilidade urbana, mas também um marco para a indústria tecnológica e econômica da região. A geração de empregos especializados, a capacitação técnica e a inovação tecnológica podem impulsionar o setor aéreo nacional.
Além disso, a entrada de veículos elétricos na aviação urbana reforça a tendência mundial de sustentabilidade e redução de emissões, alinhando-se aos objetivos globais de combate às mudanças climáticas.
Imagem: Divulgação

