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Cartão da China já funciona no Brasil e promete concorrer com gigantes

Conheça o cartão UnionPay, novo rival da Visa e Mastercard no Brasil. Entenda como funciona e se vale a pena aderir!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro6 min de leitura
Imagens de cartões de crédito

A entrada do cartão da bandeira chinesa UnionPay no Brasil promete transformar o cenário de pagamentos, que há décadas é dominado por duas gigantes norte-americanas: Visa e Mastercard.

Com mais de 9 bilhões de cartões emitidos globalmente e presença em 180 países, a UnionPay começa sua atuação no Brasil já integrada às maquininhas que aceitam a bandeira Elo, como Cielo, Rede e Getnet.

A parceria, firmada em 2024, garante que desde fevereiro de 2025 todos os equipamentos compatíveis com Elo aceitem automaticamente a nova bandeira. A expectativa é de que consumidores brasileiros passem a ter acesso ao cartão UnionPay ainda em 2025, por meio de bancos e fintechs locais.

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O que é a UnionPay?

UnionPay
Imagem: REUTERS / Florence Lo

Origem e estrutura da bandeira chinesa

Criada em 2002 na China, a China UnionPay é uma corporação associativa formada majoritariamente por bancos estatais chineses. Com cerca de 150 acionistas públicos ou controlados por governos locais, ela se consolidou como a maior emissora de cartão do planeta.

Apesar da sua origem estatal, a UnionPay atua de forma global, sendo amplamente aceita em países da Ásia, Europa, África e em diversas economias emergentes. Sua expansão para a América Latina representa uma estratégia de inserção em mercados com alto potencial de crescimento e pouca concorrência real no setor.

Como funciona o Cartão UnionPay no Brasil?

Integração com maquininhas Elo

A presença da UnionPay no Brasil foi viabilizada por meio de um acordo com a bandeira Elo, também brasileira, o que permitiu a integração direta com os principais terminais de pagamento. Com isso, comerciantes não precisarão atualizar ou trocar seus equipamentos, desde que já aceitem a Elo.

Emissão de cartões no Brasil

Inicialmente, o cartão UnionPay será emitido por bancos e fintechs brasileiras, que devem anunciar formalmente o início das operações nos próximos meses. A proposta é que a emissão seja nacionalizada, ou seja, com suporte ao consumidor local, apps em português e funcionalidades adaptadas ao mercado brasileiro.

Funcionalidades disponíveis

No primeiro momento, o cartão emitido oferecerá funções débito e pagamento à vista. A função crédito está prevista apenas para o final de 2025, dependendo do avanço das parcerias locais e da regulamentação do Banco Central.

Além dos meios físicos, o cartão poderá ser utilizado por meio de carteiras digitais, como apps de bancos parceiros e o app GOV.BR, ampliando a inclusão financeira.

Concorrência com Visa e Mastercard: o que muda?

Uma nova dinâmica para o mercado de cartões

A entrada da UnionPay inaugura uma nova etapa na concorrência de bandeiras de pagamento no Brasil, historicamente liderada por Visa e Mastercard. A presença da bandeira chinesa pode representar redução nas taxas de intercâmbio, mais promoções e maior poder de escolha para o consumidor.

Benefícios para o consumidor

  • Mais opções de bandeiras para quem busca alternativas ao oligopólio atual;
  • Melhores condições de adesão, com promoções para novos usuários;
  • Integração com sites asiáticos, ideal para quem compra em plataformas como AliExpress, Shein e similares;
  • Ampliação da aceitação internacional, com uso facilitado em países que já operam com UnionPay.

Riscos e desafios da bandeira chinesa no Brasil

Questões de segurança e suporte

Como a operação ainda está em fase inicial, há dúvidas sobre:

  • A qualidade do suporte ao cliente;
  • A segurança cibernética nos sistemas bancários parceiros;
  • A transparência nas tarifas e políticas de uso.

Barreiras culturais e políticas

A origem estatal da UnionPay pode gerar resistência cultural, especialmente entre consumidores mais desconfiados da influência econômica da China. Além disso, o movimento ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, o que pode dar à entrada da UnionPay um tom geopolítico.

Estratégias da China para dominar o setor de pagamentos

Inovação tecnológica como diferencial

A China é pioneira em tecnologias de pagamento por QR Code, carteiras digitais e reconhecimento facial. A chegada da UnionPay pode trazer parte dessa tecnologia embarcada para o Brasil, promovendo inclusão financeira em regiões onde bancos tradicionais ainda não chegam.

Parcerias com governos e empresas locais

Espera-se que, além de bancos, a UnionPay busque parcerias com:

  • Órgãos públicos para inclusão em programas sociais;
  • Empresas de mobilidade e transporte;
  • E-commerces e marketplaces locais.

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Como obter um cartão UnionPay no Brasil?

Quando e onde será possível emitir?

Os cartões ainda não estão sendo emitidos para o público geral, mas o cronograma aponta que até o último trimestre de 2025 os consumidores brasileiros poderão solicitar seus cartões por:

  • Bancos digitais com foco em inovação;
  • Fintechs que atuam em parceria com bandeiras alternativas;
  • Cooperativas de crédito interessadas em reduzir custos com taxas de bandeiras tradicionais.

O que observar antes de aderir?

  • Compare tarifas e taxas de manutenção;
  • Verifique a aceitação nacional e internacional;
  • Avalie o nível de suporte ao cliente oferecido pela instituição emissora.

Impactos econômicos da entrada da UnionPay

UnionPay
Imagem gerada por IA

Redução de custos operacionais

Com a entrada da UnionPay, espera-se que as taxas de intercâmbio cobradas por Visa e Mastercard sofram pressão para redução, o que pode beneficiar diretamente lojistas e consumidores finais.

Estímulo à inovação no setor

A presença de uma nova bandeira exige que as concorrentes se movimentem, oferecendo mais serviços, melhor atendimento e programas de fidelidade mais competitivos.

Perspectivas futuras

A chegada da UnionPay não apenas representa uma nova opção para os brasileiros, mas também marca um novo ciclo no setor financeiro nacional. O Brasil pode se tornar um campo estratégico para o avanço de bandeiras alternativas, trazendo mais equilíbrio ao mercado e estimulando a concorrência saudável.

Conclusão

A chegada do cartão UnionPay ao Brasil representa uma ruptura no mercado tradicional de cartões, trazendo inovação, concorrência e possibilidades reais de redução de custos para o consumidor.

Embora o processo de consolidação ainda esteja em curso, a perspectiva é de que, com o tempo, essa nova opção se torne uma alternativa viável e competitiva frente às líderes estabelecidas. Você usaria um cartão da China no seu dia a dia? A tendência é clara: o mercado está mudando, e a escolha está nas mãos do consumidor.

Imagem: alexialex / shutterstock.com

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Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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