A perda de um ente querido é um momento muito difícil. Nessa hora, além de lidar com toda a dor da perda, também existem alguns processos burocráticos e pendências que precisam ser resolvidas. Uma delas é a questão da herança em forma de investimentos.
O que acontece com a carteira de investimentos quando o investidor morre?
O que acontece com a carteira de investimentos quando o investidor morre? Confira as condições de retirada dos valores por herdeiros.
Nesse caso, os beneficiários podem optar tanto por liquidar as aplicações financeiras em nome do falecido, recebendo o valor, quanto por continuar o investimento, após transferir a titularidade. Então, para saber o que realmente acontece com a carteira de investimentos quando uma pessoa morre, confira mais a seguir.
O que acontece com a carteira de investimentos quando o investidor morre?
Assim, o primeiro passo após a morte de um investidor é fazer a abertura do inventário, para então acontecer a análise para a partilha dos bens. Nessa etapa, a pessoa responsável por esse processo entra em contato com os bancos, corretoras e outras instituições financeiras para reportar o óbito e iniciar o processo de retirada ou transferência dos valores.
O próximo passo é fazer a distribuição dos bens entre os herdeiros. Lembrando que isso só acontece quando o processo de inventário for concluído. Antes disso, os herdeiros não podem movimentar o valor investido. Em geral, esse processo dura em torno de 30 dias, mas pode levar mais tempo.
Além disso, no caso da transferência dos bens, além dos custos envolvendo todo o processo, os herdeiros devem custear a tributação envolvida. Conhecido como ITCMD, o Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis e Doação é um imposto estadual cobrado em casos como esse. Em São Paulo, por exemplo, essa alíquota é de 4%, mas pode chegar a 8%.
Por fim, na hora da distribuição dos bens, gera-se um documento a ser entregue nas instituições financeiras, como a corretora. É esse papel que vai permitir que os herdeiros resgatem o valor investido ou transfiram a titularidade da carteira.
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Vale dizer: todos os investimentos entram em inventário, com exceção da previdência privada.
Imagem: Steven Frame/shutterstock.com
