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Casas Bahia passa a vender produtos na Amazon assim como ML e Shopee

Casas Bahia passa a vender na Amazon e amplia estratégia digital e de crédito no Brasil.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Mercado Financeiro

A Casas Bahia acaba de dar mais um passo relevante em sua estratégia de transformação digital ao anunciar uma parceria com a Amazon para venda de seus produtos dentro do marketplace da gigante americana. O movimento reforça uma tendência clara do varejo brasileiro: estar presente onde o consumidor está — e não apenas depender dos canais próprios.

A decisão também segue o caminho já trilhado com plataformas como Mercado Livre e Shopee, ampliando a capilaridade digital da marca e abrindo novas fontes de receita em um momento de reestruturação financeira.

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Como funciona a parceria entre Casas Bahia e Amazon

A partir de agora, milhares de produtos vendidos diretamente pela Casas Bahia (modelo 1P) passam a estar disponíveis dentro da Amazon. Isso inclui desde eletrônicos, como TVs e smartphones, até móveis fabricados pela Bartira, braço industrial da varejista.

Modelo operacional inicial

Nesta primeira fase:

  • A Casas Bahia será responsável pela entrega dos produtos vendidos
  • O estoque e a operação permanecem sob controle da própria varejista
  • A Amazon atua como canal de vendas e tráfego

Esse formato é semelhante ao já adotado com o Mercado Livre, garantindo maior controle sobre margens e experiência do cliente.

Próxima etapa: integração logística

Segundo o CEO Renato Franklin, a segunda fase da parceria prevê a integração logística com a Amazon. Isso permitirá que os produtos sejam elegíveis para o programa Prime, aumentando competitividade em prazos e fretes.

Na prática, isso pode significar:

  • Entregas mais rápidas
  • Maior visibilidade dos produtos
  • Aumento nas taxas de conversão

Marketplaces já impactam resultados da varejista

A entrada em marketplaces já apresenta resultados concretos. Desde que iniciou vendas no Mercado Livre, a empresa viu:

  • O canal representar cerca de 5% da receita digital no quarto trimestre
  • Responder por quase metade do crescimento do e-commerce

Além disso, as vendas online no modelo 1P cresceram 25% na comparação anual, enquanto as lojas físicas registraram leve queda de 1,2%.

Esse dado reforça uma mudança estrutural no consumo brasileiro, com maior adesão ao digital e preferência por plataformas consolidadas.

Estratégia: vender onde o cliente está

A lógica por trás dessa expansão é simples: diversificação de canais sem canibalização.

Segundo Franklin, os públicos são diferentes:

  • Clientes que preferem comprar direto no site
  • Consumidores que priorizam marketplaces específicos

Essa abordagem reduz dependência de um único canal e amplia o alcance da marca sem aumentar significativamente os custos de aquisição de clientes.

Logística como nova fonte de receita

Outro ponto estratégico é o fortalecimento da operação logística. Atualmente, a Casas Bahia já presta serviços para cerca de 100 clientes e pretende dobrar esse número ainda este ano.

Por que isso importa?

  • Diluição de custos operacionais
  • Ganho de eficiência
  • Nova linha de receita recorrente

Essa estratégia segue uma tendência global, onde varejistas passam a monetizar sua infraestrutura logística — algo já consolidado por players como a própria Amazon.

Crediário: o grande foco de rentabilidade

Um dos pilares mais relevantes para o futuro da companhia é o crescimento do seu tradicional crediário.

A carteira de crédito da empresa já soma R$ 6,6 bilhões, com limites pré-aprovados via bancos e FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios).

O que está nos planos:

  • Expansão da oferta de crédito ao consumidor
  • Aumento da rentabilidade por cliente
  • Integração com marketplaces e canais digitais

Segundo o CEO, esse será o principal motor de geração de valor nos próximos dois anos.

Caminho para o lucro: as 4 alavancas estratégicas

Durante seu Investor Day, a empresa destacou quatro pilares para alcançar rentabilidade sustentável:

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1. Eficiência operacional

  • Uso de inteligência artificial
  • Precificação dinâmica
  • Otimização logística

2. Redução de despesas financeiras

  • Diminuição de spreads
  • Melhor negociação com fornecedores
  • Benefícios da queda da taxa Selic

3. Alavancagem operacional

  • Expansão em marketplaces
  • Ganho de escala
  • Melhor poder de negociação

4. Expansão do crédito

  • Crescimento da carteira
  • Maior margem por operação

Resultados recentes e cenário financeiro

Apesar dos avanços operacionais, a Casas Bahia ainda enfrenta desafios. No último trimestre, a empresa reportou prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão.

No entanto, segundo a companhia, esse resultado foi impactado por ajustes contábeis — principalmente relacionados a créditos tributários — sem efeito direto no caixa.

Sem esses efeitos, o prejuízo teria sido significativamente menor: cerca de R$ 79 milhões.

A decisão de reconhecer essas perdas agora faz parte de uma estratégia de “limpar o balanço” e reduzir incertezas para os próximos ciclos.

Perspectivas para 2026

A empresa ainda se considera em “modo turnaround”, mas com sinais mais positivos:

  • Estrutura de capital mais equilibrada
  • Menor risco operacional
  • Expansão digital consistente

Ao mesmo tempo, a queda acumulada de 66% nas ações nos últimos 12 meses mostra que o mercado ainda aguarda resultados concretos dessa transformação.

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Imagem gerada por IA/ Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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