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Cauã Reymond e Tatá Werneck terão sigilo bancário quebrado por causa de escândalo de criptomoedas

Grandes personalidades da mídia terão seu sigilo bancário quebrado para investigação da CPI das criptomoedas. Clique e saiba mais.

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
Carteira cheia de criptomoedas.

Com as investigações da CPI das Pirâmides Financeiras avançando, algumas personalidades envolvidas nos escândalos das criptomoedas, como Tatá Werneck e Cauã Reymond, terão a quebra de seu sigilo bancário.

A investigação gira em torno do envolvimento das personalidades com propagandas da Atlas Quantum, a pedido do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). A empresa de criptomoedas sofre acusações de aplicar golpes que chegam a mais de R$ 7 bilhões ao público e seus investidores.

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Carteira cheia de criptomoedas.
Imagem: stockphoto-graf / shutterstock.com

Como dissemos acima, os golpes totalizam um valor alto, lesando mais de 200 mil investidores – entre eles, uma das personalidades investigadas, Marcelo Tas. Tanto ele, quanto Tatá e Cauã participaram de campanhas publicitárias da empresa.

Os vídeos com eles continuam nas redes sociais da Atlas, mesmo que ela não esteja mais em funcionamento. Isso porque, nos vídeos, os investigados dão relatos sobre seus investimentos em criptomoedas e falam do porquê o público deve confiar na empresa.

No início do mês, as personalidades foram convocadas para participar da CPI. Porém, ao conseguirem um habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal, não precisaram comparecer. Dessa maneira, mesmo assim, ainda haverá quebra de sigilo do período de janeiro de 2018 a dezembro de 2019.

O que é o escândalo das criptomoedas?

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada em junho deste ano, a fim de investigar esquemas envolvendo o uso de criptomoedas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) declarou que, ao todo, são 11 empresas envolvidas.

Entre as problemáticas, enquadram-se: divulgação de informação falsa, promessas de alto retorno de renda. Isso porque todas as práticas são ideais para atrair mais investidores e, possivelmente, gerar golpes ainda maiores.

Por fim, a ideia é investigar possíveis crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A comissão tem 120 dias para a investigação – podendo aumentar mais 60, caso haja aprovação dos deputados.

Imagem: stockphoto-graf / shutterstock.com

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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