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Celebridades do EUA investem em tecnologia para REVIVER animais extintos

Conheça a iniciativa milionária que tem como objetivo trazer animais de volta da extinção. Confira na matéria.

Leo GarfinkelPor Leo Garfinkel2 min de leitura
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E se fosse possível introduzir de volta à natureza espécies que já foram extintas há séculos? Essa é a premissa da Colossal Biosciences, empresa americana de biotecnologia fundada em 2021. A organização opera três laboratórios de engenharia genética nos Estados Unidos, nas cidades de Dallas, Austin e Boston.

Entre as principais pesquisas da companhia estão projetos que tentam reverter a perda de biodiversidade causada pela ação do homem na natureza. E de que forma eles fazem isso? Tentando “trazer de volta” animais já extintos pelos seres humanos.

Financiamento milionário

A Colossal Biosciences realizou uma rodada de financiamento no início deste ano. Na ocasião, a empresa conseguiu arrecadar cerca de U$ 225 milhões, originados de diversos investidores, alguns deles bem ilustres.

Entre as celebridades participantes do projeto estão o ator Chris Hemsworth (Thor), a influenciadora Paris Hilton, os irmãos Winklevoss (bilionários que comandam a empresa Gemini) e até a agência CIA (órgão de inteligência do governo dos Estados Unidos).

Idealizadora do projeto

Uma das líderes do projeto é a bióloga Beth Shapiro, de 47 anos. Em uma entrevista à Veja, ela explicou o processo no qual a extinção de animais e plantas é revertida, também chamado de “biologia da ressurreição.”

Shapiro afirmou que, na verdade, o que acontece na prática é a criação de novas versões das espécies, realizada com auxílio da genética. A cientista é uma grande defensora da intervenção da biotecnologia para a manutenção da vida no planeta. Entre as práticas dessa ciência, estão sequenciamento genético e edição de genes, procedimentos capazes de “editar DNA’s”.

A volta de animais famosos

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Entre os principais objetos de estudo Colossal Biosciences estão o mamute e o pássaro dodô (famosa ave extinta por volta de 1660). Ainda à Veja, Shapiro contou que “trazer uma espécie de volta” não significa necessariamente replicar artificialmente o mesmo animal. “Uma vez que uma espécie se foi, ela se foi, mas todo organismo é mais do que apenas o seu DNA.”

Segundo a bióloga, “ressuscitar” um mamute ou um pássaro dodô não significaria criar os mesmos animais, mas sim espécies híbridas (resultantes do cruzamento de outros animais) de elefantes ou aves, capazes de se adaptar às atuais condições climáticas. De acordo com a pesquisadora, sem o seu habitat antigo, as espécies nunca poderiam voltar a ter a mesma vida que tinham há séculos atrás.

Imagem: PopTika / Shutterstock.com

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