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Starlink Direct to Cell: quando o serviço começa e quais aparelhos devem ser compatíveis

Entenda quando a Starlink poderá conectar celulares no Brasil, quais aparelhos serão compatíveis e o que ainda depende da Anatel e das operadoras.

Bruna MachadoPor Bruna Machado16 min de leitura
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Usar o celular em uma estrada isolada, no meio de uma fazenda ou em uma comunidade distante, mesmo sem nenhuma torre de telefonia por perto, está cada vez mais perto de se tornar possível.

A tecnologia que permite conectar smartphones diretamente a satélites já funciona comercialmente em alguns mercados e também passou por testes acompanhados pela Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, no Brasil.

Isso não significa, porém, que qualquer brasileiro já possa abrir o celular, escolher uma “rede Starlink” e navegar gratuitamente. Até julho de 2026, a conexão direta entre smartphones e os satélites da empresa ainda não havia sido liberada comercialmente no país.

O que existe é um processo de preparação. A Anatel já criou um ambiente regulatório experimental, autorizou testes de comunicação direta com dispositivos e participa das discussões internacionais sobre as frequências necessárias para esse tipo de serviço. Em paralelo, a Starlink continua ampliando sua constelação de satélites.

A expectativa é que a tecnologia chegue primeiro com funções mais simples, como mensagens e localização, antes de oferecer chamadas e acesso mais amplo à internet. Ainda faltam, entretanto, acordos com operadoras brasileiras, autorizações para uso das frequências e definições comerciais.

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O celular já pode se conectar à Starlink no Brasil?

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Não diretamente.

Atualmente, um celular pode usar a internet da Starlink no Brasil quando está conectado ao Wi-Fi criado por uma antena da empresa. É o que acontece em residências, fazendas, pousadas, motorhomes, embarcações e outros locais que possuem um terminal Starlink instalado.

Nesse modelo, o smartphone não conversa com o satélite. Quem recebe o sinal espacial é a antena, que depois distribui a conexão por Wi-Fi, assim como um roteador convencional.

A novidade em desenvolvimento é diferente. Chamada de Direct to Cell, Direct to Device ou simplesmente D2D, ela permite que o próprio smartphone estabeleça comunicação com um satélite, sem precisar de uma antena Starlink instalada no local.

A Anatel já autorizou testes e acompanhou uma demonstração de conectividade D2D em Brasília, em abril de 2025. Segundo a agência, a tecnologia tem potencial para ampliar a cobertura em regiões remotas e atender aplicações emergenciais e de Internet das Coisas. (Serviços e Informações do Brasil)

Isso demonstra que o sistema está tecnicamente em avaliação no país, mas não equivale a uma autorização para venda do serviço ao consumidor.

O que a Anatel realmente aprovou?

A ampliação ou alteração do direito de exploração da constelação da Starlink não deve ser confundida com a autorização comercial do Direct to Cell.

O direito de exploração de satélites permite que a empresa utilize sua infraestrutura espacial e determinadas faixas de radiofrequência no Brasil, observando limites técnicos e regras para evitar interferências. Essa autorização é essencial para o funcionamento da internet convencional da Starlink, recebida por antenas próprias.

A conexão direta com celulares envolve outra camada regulatória. Como utiliza frequências associadas ao serviço móvel, ela precisa ser coordenada com as operadoras de telefonia e seguir regras específicas de uso do espectro.

A própria Anatel mantém um ambiente regulatório experimental, conhecido como sandbox, destinado a testes com sistemas de satélite conectados diretamente a dispositivos. O mecanismo permite o uso temporário de frequências da telefonia móvel para avaliações técnicas antes da criação de regras definitivas. (Serviços e Informações do Brasil)

Portanto, o cenário pode ser resumido assim:

  • a internet tradicional da Starlink já funciona no Brasil com antena;
  • a conexão direta entre satélite e celular já foi testada;
  • os estudos regulatórios estão em andamento;
  • o serviço comercial ainda não foi liberado ao consumidor brasileiro;
  • não existe uma data oficial de lançamento.

Como funciona o Direct to Cell da Starlink?

O Direct to Cell transforma determinados satélites da Starlink em uma espécie de torre de telefonia instalada no espaço.

Nas redes móveis tradicionais, o celular se conecta a uma estação terrestre próxima. Essa estação, popularmente chamada de antena ou torre de telefonia, encaminha chamadas, mensagens e dados para a rede da operadora.

Em áreas sem cobertura, o telefone não encontra uma estação disponível e exibe mensagens como “sem serviço” ou “somente chamadas de emergência”.

Com o Direct to Cell, satélites equipados com antenas especiais conseguem receber e transmitir sinais compatíveis com redes móveis. A própria Starlink descreve esses equipamentos como torres de celular espaciais, destinadas a estender a cobertura terrestre para locais atualmente não atendidos. (Starlink)

O caminho da comunicação funciona, de forma simplificada, da seguinte maneira:

  1. O celular perde o sinal das torres terrestres.
  2. O aparelho procura uma rede satelital compatível.
  3. Um satélite recebe o sinal do smartphone.
  4. A comunicação é encaminhada para estações terrestres e para a rede da operadora parceira.
  5. A mensagem, ligação ou dado chega ao destinatário.

Para o consumidor, a experiência poderá ser parecida com a troca automática entre redes 4G e 5G. O usuário não precisaria apontar o celular para o satélite nem carregar uma antena separada, embora a conexão possa exigir céu aberto e levar mais tempo para ser estabelecida.

A Starlink funcionará sem uma operadora brasileira?

A tendência é que não.

O modelo adotado pela Starlink em outros países depende de parcerias com empresas de telefonia móvel. Isso acontece porque os satélites usam frequências licenciadas às operadoras e precisam integrar a conexão espacial à rede terrestre.

No Brasil, empresas como Claro, TIM e Vivo possuem autorizações para utilizar diferentes faixas do espectro. A Starlink não pode simplesmente ocupar essas frequências sem coordenação e aprovação regulatória.

Para que o Direct to Cell seja oferecido comercialmente, será necessário definir:

  • qual operadora ou quais operadoras participarão;
  • quais frequências serão utilizadas;
  • como será evitada a interferência em redes terrestres;
  • quais planos darão acesso ao serviço;
  • quais celulares serão aceitos;
  • como funcionarão chamadas de emergência;
  • quais regras de qualidade e atendimento serão aplicadas.

Até julho de 2026, não havia anúncio oficial de uma operadora brasileira parceira para o lançamento comercial do Direct to Cell da Starlink.

Quando o celular via Starlink será liberado no Brasil?

A Anatel ainda não divulgou um calendário oficial.

Por isso, qualquer mês ou ano apresentado como data confirmada deve ser visto com cautela. A tecnologia já atingiu uma fase comercial fora do Brasil, mas sua chegada ao país depende de decisões que não estão apenas nas mãos da Starlink.

Entre as etapas ainda necessárias estão:

  • conclusão dos estudos técnicos;
  • definição das regras nacionais para o D2D;
  • autorização de uso das frequências;
  • parceria com pelo menos uma operadora;
  • homologação dos aparelhos e sistemas;
  • testes de segurança e interferência;
  • criação dos planos comerciais.

O Ministério das Comunicações declarou, em maio de 2026, que a comunicação direta entre dispositivos e satélites representa uma das próximas grandes transformações da conectividade brasileira. O órgão destacou que a tecnologia poderá permitir que aparelhos comuns se conectem a redes satelitais em áreas sem cobertura terrestre. (Serviços e Informações do Brasil)

A declaração reforça que o governo acompanha o avanço do serviço, mas não estabelece uma data de estreia.

A implantação deverá ocorrer por etapas

A evolução técnica observada em outros mercados indica que o lançamento tende a ser gradual.

A primeira fase costuma priorizar serviços que exigem pouco tráfego de dados, como:

  • mensagens de texto;
  • compartilhamento de localização;
  • comunicação de emergência;
  • mensagens em aplicativos selecionados.

Em etapas posteriores, podem ser adicionadas:

  • chamadas de voz;
  • conexão de dispositivos de Internet das Coisas;
  • aplicativos básicos;
  • navegação limitada na internet;
  • dados móveis com maior capacidade.

A razão é simples: enviar uma mensagem curta exige muito menos capacidade da rede do que assistir a um vídeo, fazer uma transmissão ao vivo ou baixar arquivos grandes.

Será possível navegar normalmente pela internet?

No início, provavelmente não.

O Direct to Cell foi desenvolvido principalmente para eliminar áreas completamente sem sinal, e não para substituir o 4G, o 5G, a fibra óptica ou a própria antena residencial da Starlink.

Em uma cidade com cobertura terrestre, a rede móvel convencional continuará sendo mais rápida e eficiente. O satélite deverá assumir a comunicação quando nenhuma torre estiver disponível.

Isso poderá ser especialmente útil em:

  • estradas afastadas;
  • fazendas e propriedades rurais;
  • comunidades remotas;
  • áreas de floresta;
  • regiões de montanha;
  • embarcações;
  • situações de desastre;
  • locais atingidos por queda da infraestrutura terrestre.

Em uma fase inicial, a conexão poderá ser suficiente para avisar que o carro quebrou, compartilhar a localização, mandar uma mensagem à família ou pedir ajuda. A experiência não deverá ser equivalente à banda larga usada para streaming, jogos online ou videochamadas em alta resolução.

Qualquer celular poderá usar a Starlink?

A proposta tecnológica da Starlink é utilizar celulares LTE convencionais, sem exigir uma antena externa. Isso não significa que todos os aparelhos vendidos nos últimos anos serão automaticamente compatíveis.

A liberação dependerá de fatores como:

  • bandas de frequência aceitas pelo modem;
  • versão do sistema operacional;
  • atualizações fornecidas pelo fabricante;
  • certificação ou homologação da Anatel;
  • suporte da operadora;
  • configurações do chip ou eSIM;
  • capacidade da rede satelital.

A Starlink afirma que seu serviço móvel funciona com celulares LTE existentes em áreas com visão do céu. Ainda assim, a compatibilidade final varia conforme o país, a operadora e as frequências utilizadas. (Starlink)

Celulares antigos poderão ficar de fora

Modelos antigos podem não reconhecer as frequências usadas pelo serviço ou deixar de receber atualizações importantes.

Os primeiros aparelhos aceitos no Brasil tendem a ser smartphones relativamente recentes, mas nenhuma lista oficial brasileira havia sido publicada até julho de 2026.

Também não é seguro concluir que todos os modelos de marcas como Apple, Samsung, Motorola ou Xiaomi funcionarão. A compatibilidade precisará ser informada pela operadora parceira quando o serviço for lançado.

Será necessário trocar o chip?

Ainda não há uma regra definida para o Brasil.

Em outros mercados, o serviço pode funcionar com o chip ou eSIM da operadora que mantém parceria com a Starlink. Nesse modelo, o cliente continua usando seu número e seu plano, enquanto a rede troca automaticamente da torre terrestre para o satélite em uma área sem cobertura.

Também é possível que as operadoras criem:

  • planos específicos;
  • pacotes adicionais;
  • franquias de mensagens via satélite;
  • acesso gratuito apenas a emergências;
  • cobrança por uso;
  • inclusão do serviço em planos premium.

Essas decisões serão comerciais e poderão variar de uma empresa para outra.

A conexão será gratuita?

Não existe confirmação de gratuidade no Brasil.

A ideia de que “qualquer celular terá internet grátis pela Starlink” é enganosa. A construção, o lançamento e a operação de uma constelação de satélites envolvem custos elevados, além das despesas das operadoras terrestres.

Em alguns países, determinados recursos podem ser incluídos em planos móveis ou liberados gratuitamente em situações emergenciais. Isso não significa que o acesso completo à internet será gratuito.

No Brasil, preço, franquia e condições de uso somente serão conhecidos quando houver uma parceria comercial e a oferta for aprovada.

Qual é a diferença entre Direct to Cell e a antena Starlink?

A diferença está no equipamento que conversa com o satélite.

Antena tradicional da Starlink

A antena residencial ou móvel recebe o sinal de internet do satélite e cria uma rede Wi-Fi.

Nesse caso:

  • é necessário comprar ou receber um terminal;
  • existe uma mensalidade própria;
  • vários aparelhos podem usar a conexão;
  • a velocidade pode atender vídeos, trabalho e navegação;
  • o celular acessa a internet pelo Wi-Fi.

Direct to Cell

O smartphone se comunica diretamente com o satélite por meio da rede móvel de uma operadora parceira.

Nesse modelo:

  • não há antena residencial;
  • o serviço acompanha o celular;
  • a capacidade inicial é mais limitada;
  • a conexão é voltada a áreas sem cobertura;
  • a cobrança pode fazer parte do plano móvel.

Comprar uma antena Starlink hoje, portanto, não ativa o Direct to Cell no telefone.

Vale a pena comprar uma antena Starlink agora?

Depende da necessidade do consumidor.

A antena pode fazer sentido para quem precisa de internet em um lugar sem fibra, cabo ou cobertura móvel adequada. Entre os exemplos estão moradores de áreas rurais, pousadas afastadas, fazendas, obras, equipes de campo e pessoas que viajam de motorhome.

A Starlink já comercializa no Brasil planos voltados ao uso residencial e à mobilidade, inclusive em motorhomes, acampamentos e embarcações. A disponibilidade, os equipamentos e as condições devem ser consultados no momento da contratação, pois os planos podem mudar. (Starlink)

Por outro lado, não vale comprar uma antena esperando que ela torne o smartphone compatível com a futura rede Direct to Cell. São serviços diferentes.

É possível usar a Starlink em carros e motorhomes?

Sim, desde que sejam utilizados equipamentos e planos autorizados para mobilidade.

Nesse caso, a antena instalada ou transportada no veículo recebe o sinal dos satélites e oferece Wi-Fi aos ocupantes. O sistema pode atender celulares, notebooks, tablets, câmeras e outros dispositivos.

A conexão costuma exigir uma área com boa visão do céu. Obstáculos podem provocar interrupções, especialmente em:

  • túneis;
  • garagens cobertas;
  • estacionamentos subterrâneos;
  • vias cercadas por prédios altos;
  • regiões com árvores densas;
  • locais próximos a grandes estruturas.

Quando o terminal volta a enxergar uma porção adequada do céu, a conexão tende a ser restabelecida.

É importante verificar se o plano contratado permite uso em movimento. Utilizar um equipamento fora das condições previstas pode reduzir o desempenho ou contrariar as regras do serviço.

Quem será mais beneficiado pelo celular via satélite?

O maior impacto deverá ocorrer em lugares onde a expansão de torres é cara ou tecnicamente difícil.

Moradores de áreas rurais

Famílias e trabalhadores rurais poderão ter uma alternativa para comunicação básica quando estiverem longe da sede da propriedade ou de uma antena terrestre.

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Motoristas e viajantes

Pessoas que percorrem rodovias com longos trechos sem cobertura poderão compartilhar localização ou pedir ajuda em caso de acidente e pane mecânica.

Comunidades isoladas

Regiões ribeirinhas, aldeias, povoados remotos e localidades de difícil acesso poderão ganhar uma camada adicional de comunicação.

A tecnologia, sozinha, não resolve todos os problemas de conectividade dessas comunidades, pois serviços completos continuarão dependendo de aparelhos, planos e infraestrutura. Mesmo assim, pode reduzir situações de isolamento total.

Equipes de emergência

Defesa Civil, bombeiros, equipes médicas e autoridades poderão utilizar a comunicação satelital quando enchentes, tempestades, incêndios ou deslizamentos derrubarem as redes terrestres.

Agricultura e logística

Além dos celulares, o D2D poderá conectar sensores, rastreadores, máquinas e outros equipamentos de Internet das Coisas em áreas sem cobertura convencional.

Quais são as limitações da conexão direta com satélites?

A tecnologia representa um avanço importante, mas não elimina todas as dificuldades.

O céu precisa estar relativamente livre

O sinal pode ser prejudicado por túneis, prédios, relevo acidentado, mata fechada e outras barreiras físicas.

A capacidade é compartilhada

Um satélite atende uma área extensa. Em locais com muitos usuários tentando se conectar ao mesmo tempo, o serviço pode ficar mais lento ou restringir determinadas funções.

A velocidade inicial será limitada

Enviar mensagens e coordenadas é muito mais simples do que transmitir vídeos. Por isso, os primeiros serviços não devem entregar a mesma velocidade de uma rede 5G urbana.

O consumo de bateria pode aumentar

A comunicação com um satélite exige mais esforço do aparelho do que a conexão com uma torre próxima. O impacto real dependerá do modem, do software e das condições de sinal.

Nem todos os aparelhos serão aceitos

Compatibilidade de hardware e atualizações de software poderão deixar modelos antigos de fora.

A tecnologia substituirá as operadoras tradicionais?

Não.

O Direct to Cell depende justamente da integração com operadoras móveis. Sua função é complementar a rede terrestre, cobrindo pontos onde a instalação de antenas convencionais não é viável.

Torres de telefonia continuarão sendo essenciais em cidades e regiões povoadas, onde conseguem atender milhares de clientes com alta velocidade e menor custo por conexão.

A internet via satélite entra como uma extensão dessa cobertura. É como se a rede móvel ganhasse uma camada de segurança no espaço para situações em que a infraestrutura do solo não consegue chegar.

Como se preparar para usar o serviço no futuro?

O consumidor não precisa comprar nenhum equipamento específico agora.

As principais recomendações são:

  • acompanhar comunicados da Anatel e das operadoras;
  • evitar anúncios que prometam ativação antecipada;
  • não instalar aplicativos desconhecidos;
  • não pagar taxas para supostos cadastros;
  • manter o sistema do celular atualizado;
  • verificar a compatibilidade apenas em canais oficiais;
  • comparar preços e limites antes de contratar.

Golpistas podem aproveitar a curiosidade em torno da tecnologia para oferecer planos falsos, aplicativos maliciosos ou cadastros inexistentes.

A Starlink, a Anatel e as operadoras não exigirão transferências via Pix para liberar secretamente a conexão de um celular.

O que muda agora para o consumidor?

Por enquanto, nada na rotina de quem utiliza um plano móvel.

O brasileiro continua dependendo das redes 4G e 5G das operadoras ou de uma conexão Wi-Fi. Em locais remotos, a Starlink convencional já pode ser contratada com antena própria, desde que haja disponibilidade e um plano adequado.

O Direct to Cell representa uma evolução promissora, principalmente para emergências e áreas sem sinal. Entretanto, ainda não existe data oficial, preço, lista de celulares ou operadora parceira confirmada para o lançamento comercial no Brasil.

A autorização de testes e a evolução das regras demonstram que o país está se preparando. O próximo passo decisivo será a definição regulatória e o anúncio de uma parceria entre a Starlink e uma prestadora móvel brasileira.

Perguntas frequentes

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A Starlink já funciona diretamente no celular no Brasil?

Não. O celular pode utilizar a internet de uma antena Starlink por Wi-Fi, mas o Direct to Cell ainda não foi liberado comercialmente no país.

Quando o Direct to Cell chegará ao Brasil?

A Anatel não divulgou uma data oficial. O lançamento depende de regulamentação, uso de frequências, testes e parceria com uma operadora brasileira.

Será possível usar a Starlink em qualquer celular?

Não necessariamente. O aparelho precisará ser compatível com as frequências, o software e as condições definidas pela operadora parceira.

Será preciso comprar uma antena?

Para o Direct to Cell, não. O próprio telefone deverá se comunicar com o satélite. A antena continua necessária para os planos convencionais de banda larga da Starlink.

A internet da Starlink no celular será gratuita?

Não há confirmação. As operadoras poderão incluir o serviço em determinados planos ou cobrar pacotes adicionais.

O Direct to Cell substituirá o 4G e o 5G?

Não. A tecnologia funcionará como complemento para áreas sem cobertura terrestre.

Será possível assistir a vídeos pela conexão satelital?

No início, a rede deverá priorizar mensagens, localização e comunicação de emergência. O acesso mais amplo a dados poderá chegar posteriormente.

A Starlink funciona dentro de túneis?

Não de forma confiável. A comunicação por satélite precisa de boa visibilidade do céu e pode ser interrompida em túneis, garagens e locais cobertos

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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