Em um movimento que visa garantir um ambiente escolar mais focado e produtivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um novo decreto que regulamenta o uso de celulares nas escolas de ensino básico, tanto públicas quanto privadas.
Celular na mochila: entenda as novas regras do decreto de Lula para escolas
O decreto de Lula sobre a restrição do uso de celulares nas escolas busca melhorar a aprendizagem. Entenda as novas regras.
Publicado nesta quarta-feira (19), no Diário Oficial da União, o decreto estabelece novas regras para restringir o uso de aparelhos eletrônicos por estudantes, com o objetivo de melhorar a aprendizagem. A medida também promove a capacitação de professores e a conscientização dos estudantes sobre o uso responsável da tecnologia.
Entendendo o Decreto de Lula

O decreto, que regulamenta a Lei 15.100/2025, introduz importantes mudanças nas políticas de uso de eletrônicos nas escolas. A principal meta é promover um ambiente mais disciplinado e voltado para a aprendizagem, diminuindo as distrações causadas pelo uso excessivo de celulares durante o período escolar.
Leia mais: 10 dicas para evitar que seu celular exploda no bolso ou pegue fogo
No entanto, a legislação também visa garantir que a implementação das novas regras seja flexível, levando em consideração as especificidades de cada instituição de ensino.
O Que Está Proibido Pelo Decreto?
A restrição do uso de celulares, conforme o decreto, deve ser aplicada nas escolas durante as aulas, o recreio e os intervalos. O objetivo é limitar as distrações causadas pela tecnologia, que muitas vezes interferem na concentração dos alunos e no bom andamento das atividades pedagógicas. Entretanto, o decreto oferece algumas exceções para casos específicos, permitindo que estudantes possam usar seus aparelhos em determinadas circunstâncias.
Exceções ao Uso de Celulares
O decreto estabelece que, em casos excepcionais, como a utilização de tecnologia assistiva para alunos com necessidades especiais, o uso de celulares poderá ser autorizado. Para isso, será necessário apresentar atestado médico, laudo ou outro tipo de documento assinado por um profissional de saúde, que comprove a necessidade do uso de tecnologia assistiva no processo de aprendizagem.
Da mesma forma, em situações em que o celular seja necessário para monitoramento ou cuidados com condições de saúde do aluno, também será permitido.
Essas exceções serão avaliadas pelas escolas, que terão a flexibilidade de adaptar as regras conforme as necessidades locais. As instituições de ensino também deverão implementar alternativas para garantir a inclusão de alunos que necessitem de recursos tecnológicos para o seu aprendizado.
Capacitação dos Professores
Um dos pontos centrais do decreto é a capacitação de professores e profissionais da educação. De acordo com a nova regulamentação, as escolas devem incluir programas de formação para educadores, focados no uso responsável e equilibrado da tecnologia. O objetivo é fornecer aos professores as ferramentas necessárias para lidarem com as questões relacionadas ao uso excessivo de celulares pelos alunos.
A capacitação também inclui a identificação de sinais de sofrimento psíquico, que podem ser desencadeados pelo uso imoderado de eletrônicos. A medida visa proporcionar uma abordagem mais humanizada para lidar com os desafios emocionais e psicológicos enfrentados pelos estudantes.
Estratégias Pedagógicas e Regimentos Internos
Outro aspecto importante do decreto é a obrigatoriedade de as escolas desenvolverem estratégias pedagógicas que integrem o uso seguro e equilibrado de celulares. Além disso, os regimentos internos das instituições de ensino devem incluir diretrizes claras sobre como os aparelhos serão utilizados de forma pedagógica. É essencial que as escolas determinem também como os celulares serão guardados durante a aula, os intervalos e o recreio, de modo a minimizar as distrações durante esses períodos.
O uso pedagógico dos celulares deve ser promovido, não apenas como uma ferramenta de distração, mas como um recurso que pode ser utilizado para enriquecer o processo de ensino e aprendizagem. As escolas deverão encontrar formas criativas e construtivas de incluir a tecnologia no ambiente educacional, sem que isso prejudique o foco dos alunos nas atividades.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
A Conscientização sobre o Uso de Eletrônicos
Além de capacitar os educadores, o governo também exige que as escolas promovam ações de conscientização sobre os riscos do uso excessivo de celulares e outros aparelhos eletrônicos. A medida visa alertar alunos, pais e professores sobre os impactos negativos que o uso imoderado de tecnologia pode ter na saúde mental dos estudantes, especialmente no que diz respeito à ansiedade, depressão e distúrbios do sono.
As escolas serão responsáveis por criar espaços de escuta, onde alunos e professores possam expressar suas preocupações e sentimentos relacionados ao uso de eletrônicos. Isso inclui a implementação de programas de acolhimento e apoio psicológico para aqueles que apresentarem sinais de sofrimento psíquico causados pelo uso excessivo de celulares.
Consequências para o Descumprimento das Regras

O decreto também trata das consequências para as instituições que não cumprirem as novas regras. As escolas, tanto públicas quanto privadas, deverão estabelecer normas claras e detalhadas sobre as penalidades aplicáveis aos alunos que desrespeitarem as restrições ao uso de celulares. Essas penalidades devem ser compatíveis com o que já foi estabelecido nas normas federais, além de respeitar as orientações do Conselho Nacional de Educação.
As penalidades podem incluir advertências, suspensões ou até mesmo a convocação dos pais, ou responsáveis para reuniões com a direção escolar. Contudo, a ênfase do decreto está em educar e conscientizar os alunos, para que compreendam a importância do uso responsável da tecnologia
Considerações finais
O decreto assinado pelo presidente Lula sobre o uso de celulares nas escolas é uma medida importante para tentar equilibrar o uso de tecnologia no ambiente escolar. Com foco na melhoria da aprendizagem e no bem-estar dos alunos, a regulamentação exige que as escolas adotem novas estratégias pedagógicas e promovam ações de conscientização sobre os riscos do uso excessivo de celulares. Ao mesmo tempo, a medida proporciona flexibilidade para as instituições de ensino adaptarem as regras conforme as necessidades específicas dos estudantes, promovendo um ambiente mais seguro e saudável para todos.
