Em evento realizado pela XP nesta quarta-feira (31), José Berenguer, CEO do banco XP, comentou que o Banco Central do Brasil deve ser mais agressivo no corte da taxa básica de juros da economia brasileira.
CEO do Banco XP faz previsão chocante sobre corte de juros no Brasil
Entenda o que o CEO do banco XP espera dos juros no país e como o investidor pode aproveitar este cenário. Saiba mais!
Conforme Berenguer, a desaceleração da inflação e o crescimento fraco da economia brasileira devem impactar na decisão do BC. Ainda conforme o chefe da instituição financeira, somente o agronegócio tem apresentado um cenário positivo.
Vale destacar que o mercado futuro, nesta quarta-feira, apontava para a Selic encerrando o ano em 13,18%. Ademais a questão dos juros, o CEO do banco XP também comentou sobre como investidores têm encontrado produtos financeiros neste período.
Queda nos juros
Segundo o CEO do banco XP, apesar dos dados positivos da economia no primeiro trimestre, o cenário geral não tem refletido tais números. Dessa forma, Berenguer comentou que o agronegócio tem apresentado crescimento. Todavia, a indústria e o comércio não acompanham.
Assim, o executivo aponta que o Bacen deve ser mais agressivo na redução dos juros. Conforme o empresário, “a economia vai sofrer e estamos enxergando menos pressão inflacionária, o que me leva a crer que o BC vai ser até mais agressivo do que a gente está enxergando em termos da curva de juros”.
Investimentos apontados pelo CEO do banco XP
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Conforme o CEO do banco XP, o cenário de instabilidade econômica pode ser positivo para investidores do mercado financeiro. Repetindo uma máxima comum entre muitos investidores renomados, Berenguer comentou que “tem muita coisa barata. O investidor vai ganhar quando comprar na baixa, não quando comprar na alta”.
Neste cenário, o executivo comentou que fundos imobiliários e fundos do agronegócio podem ser uma boa oportunidade. Por fim, o CEO do banco XP indicou que a emissão de papéis incentivados, que não possuem tributação, deve perder tração nos próximos meses, especialmente porque o mercado deve buscar alternativas de maior risco.
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com
