O chefe-executivo da OpenAI, criadora do ChatGPT, Sam Altman, anunciou o lançamento da criptomoeda Worldcoin no último dia 24. Ela é gerada a partir da identificação da íris e dos rostos das pessoas. Até a última quinta-feira (3), o projeto já reconheceu a singularidade de mais de 2 milhões de indivíduos.
CEO do ChatGPT vai dar quase R$ 300 para quem fizer isso
%Resumo% Usuários deverão informar seus dados pessoais. Especialistas alertam para os riscos do procedimento.
Para estimular a adesão do dinheiro virtual e agilizar a captação de dados pessoais, a empresa está destinando US$ 60, aproximadamente R$ 300, para quem se inscrever no projeto. No Brasil, a cidade de São Paulo já oferece o serviço.
Como participar
Inicialmente, os usuários devem instalar o aplicativo World Web, e autorizar a coleta biométrica, além de concordar com os termos e condições. Os interessados devem se dirigir aos três pontos de coleta, localizados próximos à Avenida Brigadeiro Faria Lima. No local, o indivíduo deverá informar seus dados pessoais e criar o “World ID”. Após a finalização do processo, ele receberá 25 criptomoedas Worldcoin, avaliadas em US$ 60, o que equivale a R$ 293,75. O procedimento dura cerca de dois minutos.
O indivíduo poderá escolher se a empresa pode armazenar os dados de sua íris. A Worldcoin ressalta que o compartilhamento das informações pessoais é importante para manter o cadastro atualizado. No entanto, no formulário do consentimento de dados, está a informação que eles são enviados aos Estados Unidos e Europa para treinamento de algoritmos.
Países restringem serviços da Worldcoin
O diretor-fundador da Data Privacy Brasil, Bruno Bioni, afirma que é preciso ter cautela ao realizar o procedimento. Informações biométricas são sensíveis e a criptomoeda do CEO do ChatGPT ainda não apresentou qualquer garantia da proteção dos dados pessoais. Por isso, o Quênia suspendeu os serviços da empresa na última terça-feira (1) para investigar perigos à segurança dos indivíduos.
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+311 mil seguidores
A empresa também sofreu restrições nos Estados Unidos devido à regulação de criptomoedas. A Worldcoin realizou testes em mais de 2 milhões de pessoas em 24 países, sendo 14 deles nações em desenvolvimento, com oito localizados no continente africano.
Imagem: d.ee_angelo / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
