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CEO do ChatGPT vai dar quase R$ 300 para quem fizer isso

%Resumo% Usuários deverão informar seus dados pessoais. Especialistas alertam para os riscos do procedimento.

Guilherme TabosaPor Guilherme Tabosa2 min de leitura
Imagem de pilha de moedas ao lado do logo do ChatGPT. As moedas têm setas que saem de seus topos, representando lucros.

O chefe-executivo da OpenAI, criadora do ChatGPT, Sam Altman, anunciou o lançamento da criptomoeda Worldcoin no último dia 24. Ela é gerada a partir da identificação da íris e dos rostos das pessoas. Até a última quinta-feira (3), o projeto já reconheceu a singularidade de mais de 2 milhões de indivíduos.

Para estimular a adesão do dinheiro virtual e agilizar a captação de dados pessoais, a empresa está destinando US$ 60, aproximadamente R$ 300, para quem se inscrever no projeto. No Brasil, a cidade de São Paulo já oferece o serviço.

Como participar

Inicialmente, os usuários devem instalar o aplicativo World Web, e autorizar a coleta biométrica, além de concordar com os termos e condições. Os interessados devem se dirigir aos três pontos de coleta, localizados próximos à Avenida Brigadeiro Faria Lima. No local, o indivíduo deverá informar seus dados pessoais e criar o “World ID”. Após a finalização do processo, ele receberá 25 criptomoedas Worldcoin, avaliadas em US$ 60, o que equivale a R$ 293,75. O procedimento dura cerca de dois minutos.

O indivíduo poderá escolher se a empresa pode armazenar os dados de sua íris. A Worldcoin ressalta que o compartilhamento das informações pessoais é importante para manter o cadastro atualizado. No entanto, no formulário do consentimento de dados, está a informação que eles são enviados aos Estados Unidos e Europa para treinamento de algoritmos.

Países restringem serviços da Worldcoin

O diretor-fundador da Data Privacy Brasil, Bruno Bioni, afirma que é preciso ter cautela ao realizar o procedimento. Informações biométricas são sensíveis e a criptomoeda do CEO do ChatGPT ainda não apresentou qualquer garantia da proteção dos dados pessoais. Por isso, o Quênia suspendeu os serviços da empresa na última terça-feira (1) para investigar perigos à segurança dos indivíduos.

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A empresa também sofreu restrições nos Estados Unidos devido à regulação de criptomoedas. A Worldcoin realizou testes em mais de 2 milhões de pessoas em 24 países, sendo 14 deles nações em desenvolvimento, com oito localizados no continente africano.

Imagem: d.ee_angelo / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Guilherme Tabosa

Autor

Guilherme Tabosa

Cursando o 6º semestre de Jornalismo na UNI7. Apaixonado por escrever, esporte e surfe.

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