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Cerveja e picanha: o que o Lula prometeu está dando certo?

Lula prometeu a diminuição do preço da cerveja e da picanha para a população. Clique aqui e veja se a promessa foi cumprida!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio3 min de leitura
presidente Luiz Inácio Lula da Silva segurando um folheto de campanha eleitoral e sorrindo com expressão de felicidade

Como promessa de campanha, o atual presidente Lula prometeu aos brasileiros uma diminuição no preço da cerveja e da picanha. No entanto, após 6 meses do seu mandato, será que essas promessas foram cumpridas?

De acordo com os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação no país acumulou uma alta de 2,8% desde janeiro. No entanto, os preços dos cortes das carnes diminuíram consideravelmente durante o seu governo, diminuindo 6,52% para o corte da picanha. Já as cervejas tiveram um aumento de 2,66%.

Cerveja e picanha ficaram mais baratas no governo Lula

Lula, enquanto ainda era candidato, falou que os trabalhadores iriam voltar ao lazer e fariam churrascos com picanha e cerveja. A fala foi feita em comparação aos períodos dos seus dois primeiros mandatos, quando os preços dos alimentos eram mais baratos.

Dessa forma, em relação ao preço médio das carnes atualmente, podemos dizer que os preços estão mais baratos. Isso porque, em geral, segundo o IPCA, o preço da carne caiu 5,89% desde janeiro. E mesmo com o aumento da cerveja, os consumidores estão tendo acesso aos produtos que antes tiveram de parar de comprar pela grande alta.

No entanto, é válido ressaltar que, apesar de os preços médios das carnes bovinas terem abaixado, o índice ainda não é o mesmo do período pré-pandemia. O acumulado nos últimos 4 anos foi de um aumento de quase 70% nos preços.

Já a indústria da cerveja sofreu com o aumento de seus preços. A Ambev e a Heineken, líderes do mercado, afirmam que o aumento do preço se dá pela escassez de embalagens e também pela alta dos preços de importação de malte e lúpulo — usados na produção de bebidas.

Repercussão da promessa de campanha em 2022

Durante as eleições de 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva declarou em entrevista que pretendia trazer o acesso desses produtos aos trabalhadores, houve uma repercussão positiva dos apoiadores de Lula. No entanto, a oposição de Jair Bolsonaro não gostou tanto.

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Em uma reunião com empresários, Bolsonaro declarou que essa promessa não passava de uma “conversa mole” de seu opositor, garantindo que “não tem filé mignon para todo mundo!”.

Anteriormente, o ex-presidente também já havia avisado que caso houvesse um momento com pouco filé mignon ele beneficiaria aos seus filhos. A fala aconteceu em um momento em que ele defendeu a indicação de seu filho, Eduardo Bolsonaro, ao cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Imagem: Isaac Fontana/ Shutterstock.com

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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