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Cerveja sem álcool ganha espaço no Brasil e já representa 3,9% do mercado

Cerveja sem álcool avança no Brasil, aumenta participação no mercado e acompanha a mudança nos hábitos de consumo dos brasileiros.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
cerveja

A cerveja sem álcool deixou de ser um produto de nicho para conquistar espaço definitivo nas prateleiras dos supermercados e nos hábitos de consumo dos brasileiros.

Dados divulgados pela Neogrid mostram que a categoria passou de 2,5% para 3,9% do volume total de cervejas vendidas no país entre 2024 e 2026, consolidando um dos crescimentos mais expressivos do setor de bebidas.

O avanço acontece justamente em um momento em que o mercado tradicional de cervejas enfrenta desaceleração nas vendas. Ao mesmo tempo, cresce o interesse por bebidas que oferecem a experiência da cerveja sem os efeitos do álcool, acompanhando uma tendência mundial voltada ao bem-estar, à saúde e ao consumo consciente.

O Brasil já é considerado o segundo maior mercado de cerveja sem álcool do mundo, demonstrando o potencial da categoria para os próximos anos.

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O crescimento da cerveja sem álcool reflete uma mudança de comportamento

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Imagem: Freepik

Mais do que uma moda passageira, o aumento da participação da cerveja zero álcool representa uma transformação no perfil do consumidor brasileiro.

Participação quase dobrou em apenas dois anos

Segundo levantamento da Neogrid, a categoria apresentou um crescimento de 1,4 ponto percentual entre 2024 e 2026.

Na prática, isso significa que praticamente quatro em cada 100 litros de cerveja vendidos atualmente no Brasil pertencem à categoria sem álcool.

Embora o percentual ainda seja pequeno quando comparado ao mercado tradicional, a velocidade de crescimento chama atenção da indústria e do varejo.

Consumo cresce enquanto mercado tradicional desacelera

Outro dado importante é que esse avanço ocorreu justamente durante um período de retração do mercado cervejeiro convencional.

Enquanto parte dos consumidores reduziu o consumo de bebidas alcoólicas, muitos migraram para alternativas que permitem participar de encontros sociais sem abrir mão da experiência de beber cerveja.

Essa mudança também acompanha movimentos internacionais observados na Europa, Estados Unidos e outros mercados desenvolvidos.

Compras ficaram maiores

O levantamento aponta que os consumidores passaram não apenas a comprar mais cerveja sem álcool, mas também a gastar mais.

Entre 2024 e 2026:

  • a presença da categoria nos carrinhos de compra aumentou de 4,4% para 5,6%;
  • o tíquete médio passou de R$ 26,41 para R$ 31,94;
  • o número médio de unidades adquiridas cresceu de 4,6 para 5,5 produtos por compra.

Os números indicam que quem experimenta a bebida tende a incorporá-la de forma recorrente ao consumo doméstico.

Região Sul lidera as vendas

Entre todas as regiões brasileiras, o Sul apresenta o maior destaque.

Segundo a Neogrid, a cerveja sem álcool já representa cerca de 6% das vendas totais de cerveja na região, percentual significativamente superior à média nacional de 3,9%.

Esse desempenho pode estar relacionado a fatores como maior renda média em determinadas cidades, forte tradição cervejeira e maior oferta de produtos premium nos supermercados.

Indústria amplia investimentos

O crescimento da demanda levou praticamente todas as grandes cervejarias presentes no Brasil a ampliar seus portfólios de produtos sem álcool.

Nos últimos anos, fabricantes investiram em:

  • novas tecnologias de produção;
  • melhoria do sabor;
  • versões premium;
  • embalagens diferenciadas;
  • campanhas voltadas ao consumo responsável.

O resultado é que a diferença de sabor entre cervejas tradicionais e versões zero álcool diminuiu significativamente, aumentando a aceitação do público.

Jovens estão consumindo menos álcool

Uma das principais razões para o avanço da categoria está na mudança de comportamento das novas gerações.

Pesquisa realizada pela Ipsos-Ipec, a pedido do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), mostra que o percentual de adultos que afirmam não consumir bebidas alcoólicas aumentou de 55% em 2023 para 64% em 2025.

Entre os jovens, o crescimento foi ainda mais expressivo:

  • de 46% para 64% na faixa entre 18 e 24 anos;
  • de 47% para 61% entre pessoas de 25 a 34 anos.

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Esses números mostram uma mudança importante nos hábitos de consumo, especialmente entre consumidores mais jovens.

Saúde e qualidade de vida influenciam escolhas

Especialistas apontam diversos fatores que ajudam a explicar essa transformação.

Entre eles estão:

  • maior preocupação com saúde física;
  • busca por alimentação equilibrada;
  • prática regular de atividades físicas;
  • preocupação com qualidade do sono;
  • redução do consumo de álcool por motivos pessoais ou religiosos;
  • necessidade de dirigir após eventos sociais.

A cerveja sem álcool atende justamente esse público que deseja participar de confraternizações sem consumir bebidas alcoólicas.

Consumo consciente ganha força

Outra tendência observada é o chamado consumo consciente.

Muitos consumidores alternam entre cervejas tradicionais e versões sem álcool ao longo da mesma ocasião, reduzindo a ingestão alcoólica sem abrir mão da experiência social.

Esse comportamento tem sido incentivado inclusive por campanhas de consumo responsável promovidas pelo setor de bebidas.

Mercado ainda tem espaço para crescer

Apesar do crescimento acelerado, especialistas avaliam que a categoria ainda possui amplo potencial de expansão.

Em diversos países europeus, a participação da cerveja sem álcool supera com folga os índices registrados atualmente no Brasil.

Com maior oferta de produtos, evolução das receitas e aumento da aceitação pelos consumidores, a expectativa é de que o segmento continue ampliando sua presença nos próximos anos.

O futuro da cerveja sem álcool no Brasil

Mulher com um copo de cerveja na mão
Imagem: Reprodução / Freepik

A evolução da cerveja sem álcool mostra que o mercado brasileiro acompanha uma tendência internacional baseada em novos hábitos de consumo. O crescimento ocorre impulsionado por consumidores que valorizam saúde, bem-estar e escolhas mais equilibradas, sem abrir mão do sabor e da experiência social proporcionados pela cerveja.

Ao mesmo tempo, os investimentos da indústria em inovação e qualidade ajudam a tornar esses produtos cada vez mais competitivos. Se o ritmo atual continuar, a categoria deverá conquistar uma fatia ainda maior do mercado nacional, consolidando-se como um dos segmentos mais promissores do setor de bebidas nos próximos anos.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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