Auxílio criado durante o governo Bolsonaro tem pagamento indevido de aproximadamente R$ 2 bilhões, de acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU). As informações foram disponibilizadas nesta sexta-feira (2).
As irregularidades são no benefício pago para caminhoneiros e taxistas no período do segundo semestre do ano passado. Nesse sentido, de acordo com as informações, mais de 350 mil pessoas receberam parcelas sem ter direito.
Os profissionais que estavam inscritos no programa ganharam R$ 1 mil entre julho e dezembro, conforme aprovado pelo Congresso. O auxílio ajudava a diminuir o impacto do preço dos combustíveis.
O que a CGU descobriu?
As últimas informações demonstram que houve um número errôneo de cadastros. Para o Auxílio-Caminhoneiro, são mais de 110 mil pessoas cadastradas incorretamente no programa. Já para o Auxílio-Taxista, são mais de 314 mil.
Dessa forma, são mais de 27,3% e 78% do total de beneficiários, respectivamente, que receberam o montante de maneira errada. Cada uma dessas pessoas auferiu, pelo menos, R$ 7 mil sem estarem aptas, de acordo com a CGU.
Assim, a Corregedoria-Geral da União recomenda ao governo atual, para a resolução do problema, a avaliação da questão junto à Dataprev (que realizou o pagamento), e um possível ressarcimento.
Quais as irregularidades encontradas?
Em ambos os casos, tanto para os taxistas, quanto para os caminhoneiros, há uma extensa variedade de falhas encontradas. Nesse sentido, a auditoria da CGU apontou algumas, como:
- Carteira de habilitação vencida;
- Não ter seguro da Previdência;
- Não ter cadastro no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas;
- Recebimento de outros benefícios, como seguro-desemprego ou seguro-defeso;
- CPF irregular;
- Registro de óbito nos sistemas do governo.
Assim, a partir disso, a CGU ainda identificou pontos de melhoria nos sistemas, para que a regulamentação dos benefícios seja mais intensa e leve em consideração outros bancos de dados do Governo.
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