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Inteligência artificial amiga ou vício silencioso? Entenda os riscos

Entenda os prós e contras dos chatbots de inteligência artificial na saúde mental. Veja como evitar riscos e usar com segurança!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro4 min de leitura
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O uso de chatbots de inteligência artificial (IA) voltados para a saúde mental vem crescendo significativamente nos últimos anos.

De acordo com um relatório da consultoria Deloitte, o mercado desses chatbots deve movimentar US$ 2,2 bilhões até 2027.

Contudo, enquanto alguns defendem o uso dessas ferramentas como apoio emocional, outros alertam para os riscos de dependência e isolamento social causada pela inteligência artificial.

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Crescimento dos Chatbots na Saúde Mental

IA
Imagem: Canva

Aplicativos como Wysa, Woebot, Replika e até plataformas mais abrangentes, como o ChatGPT, têm se tornado populares para suporte emocional e conversas reflexivas.

Segundo um estudo publicado no Journal of Medical Internet Research (JMIR), mais de 12 milhões de pessoas ao redor do mundo já utilizaram chatbots para auxílio emocional.

Chatbots como Apoio 24h

Um dos principais atrativos desses chatbots é a disponibilidade contínua, o que permite que os usuários compartilhem sentimentos a qualquer momento, sem se preocupar com horários ou disponibilidade de terapeutas.

Além disso, há a vantagem do anonimato e da ausência de julgamentos, facilitando o desabafo para aqueles que enfrentam ansiedade, depressão ou outras questões emocionais.

Impacto nos Jovens

Nos Estados Unidos, uma pesquisa da Mental Health America revela que 40% dos jovens adultos (entre 18 e 34 anos) já usaram aplicativos para saúde mental.

No Brasil, um levantamento do Panorama Mobile Time/Opinion Box mostra que 23% dos brasileiros recorreram a esses recursos, percentual que sobe para 33% entre jovens de 16 a 24 anos.

Benefícios Reais ou Soluções Limitadas?

A Universidade de Stanford conduziu um estudo em 2023 que revelou que 67% dos usuários relataram alívio imediato de sintomas leves de ansiedade ou estresse após breves interações com chatbots.

No entanto, apenas 24% consideraram o recurso suficiente para lidar com sofrimentos mais intensos, destacando que a tecnologia não substitui o suporte profissional.

Por que os Chatbots Não Substituem a Terapia?

Embora sejam úteis para lidar com emoções passageiras ou questões pontuais, os chatbots não possuem a capacidade humana de interpretar contextos complexos ou oferecer tratamentos adequados.

Profissionais de saúde mental alertam que confiar exclusivamente nessas plataformas pode resultar em diagnósticos errados ou em falta de amparo para crises graves.

Riscos e Preocupações com o Uso Excessivo

Dependência Tecnológica

Segundo a Royal Society of Medicine (Reino Unido, 2024), 18% dos usuários frequentes de chatbots relataram redução de contatos sociais presenciais.

Esse fenômeno levanta preocupações sobre a dependência tecnológica e o risco de isolamento social, especialmente quando os chatbots substituem interações humanas.

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Perigo do Vício em Chatbots

inteligência artificial
Imagem: Peshkova / Shutterstock.com

O uso constante e a sensação de conforto podem levar alguns indivíduos a priorizar a interação com a inteligência artificial em detrimento de relacionamentos reais. Especialistas recomendam limitar o tempo de uso e buscar apoio humano sempre que possível.

Privacidade e Segurança dos Dados

Outro ponto crítico é a proteção de dados pessoais. Muitos usuários não sabem como suas informações são tratadas, especialmente em aplicativos sem validação clínica.

De acordo com a European Psychiatric Association (2023), 61% dos usuários desconhecem o destino das informações compartilhadas com os chatbots.

Dicas de Segurança

  • Evite compartilhar informações pessoais ou sensíveis.
  • Prefira plataformas com políticas claras de privacidade.
  • Utilize VPNs para garantir a proteção de dados.
  • Em dispositivos compartilhados, sempre deslogue após o uso.

Considerações Finais

Os chatbots de inteligência artificial oferecem apoio emocional útil em situações de estresse leve ou solidão momentânea, mas não substituem o atendimento profissional em saúde mental.

Para garantir o uso seguro, é fundamental optar por plataformas confiáveis e limitar o tempo de uso, evitando o risco de dependência tecnológica.

Para quem enfrenta problemas emocionais graves, a recomendação é buscar ajuda especializada, seja por meio de terapia presencial ou teleatendimento, garantindo um suporte adequado e humano.

Imagem: Canva

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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