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Banco Central aponta 47 milhões de chaves Pix expostas

Banco Central informa que 47,9 milhões de chaves Pix já foram expostas em incidentes. Entenda o que aconteceu e se há risco.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
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Desde o lançamento do sistema de pagamentos instantâneos no Brasil, em novembro de 2020, o Pix transformou a forma como milhões de pessoas realizam transferências e pagamentos. Criado pelo Banco Central, o sistema rapidamente se tornou o meio de pagamento mais utilizado no país, movimentando bilhões de transações todos os meses.

Apesar da popularidade e da robustez tecnológica da plataforma, alguns incidentes de segurança envolvendo exposição de dados vinculados às chaves Pix já foram registrados ao longo dos últimos anos. De acordo com informações divulgadas pelo Banco Central, aproximadamente 47,9 milhões de chaves Pix já foram expostas em diferentes episódios desde a criação do sistema.

É importante destacar que esses incidentes não significam que contas bancárias foram invadidas ou que dinheiro foi movimentado indevidamente. Na maioria dos casos, o que ocorreu foi a exposição de dados cadastrais associados às chaves, como nome do titular ou informações bancárias parcialmente mascaradas.

A seguir, entenda como esses incidentes acontecem, quais dados podem ser expostos e por que o Banco Central afirma que o Pix continua sendo um sistema seguro.

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Banco Central reforça segurança das chaves Pix

O que são as chaves Pix e como funcionam

As chaves Pix são identificadores que conectam uma pessoa ou empresa a uma conta bancária dentro do sistema de pagamentos instantâneos.

Elas substituem dados bancários tradicionais, como número de agência e conta, facilitando transferências. Entre os principais tipos de chave estão:

  • CPF ou CNPJ
  • número de telefone
  • endereço de e-mail
  • chave aleatória gerada pelo sistema

Quando alguém faz um pagamento via Pix utilizando uma dessas chaves, o sistema consulta automaticamente uma base de dados chamada Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), mantida pelo Banco Central.

Essa base conecta a chave informada à conta bancária do usuário.

O que significa ter uma chave Pix exposta

Segundo o Banco Central, os incidentes registrados não envolvem vazamento de informações sigilosas. O que pode ocorrer é a exposição de dados cadastrais básicos vinculados às chaves.

Entre os dados que podem aparecer nesses casos estão:

  • nome do titular da chave
  • instituição financeira vinculada
  • número da agência
  • número da conta parcialmente oculto

Essas informações são utilizadas apenas para identificar o destinatário da transferência e confirmar que o pagamento está sendo enviado para a pessoa correta.

Dados protegidos por sigilo bancário, como:

  • senhas
  • saldos
  • extratos
  • histórico de transações

não são afetados nesses incidentes.

Além disso, os dados expostos não permitem acessar contas nem realizar transferências.

O que são consultas irregulares ao sistema do Pix

Grande parte dos incidentes registrados envolve consultas indevidas ao DICT.

Esse tipo de situação ocorre quando uma instituição participante do sistema realiza consultas à base de dados sem que exista uma transação Pix legítima associada.

Na prática, isso significa que a consulta foi feita fora da finalidade prevista para o sistema.

Exemplos de situações que podem gerar incidentes

Entre os casos mais comuns estão:

  • consultas automatizadas em grande volume
  • verificação de múltiplas chaves simultaneamente
  • acessos realizados sem autorização adequada

Quando essas consultas acontecem, alguns dados vinculados às chaves podem ser visualizados, o que caracteriza um incidente de segurança, mesmo que o risco para os usuários seja considerado baixo.

Por esse motivo, o Banco Central exige que esses episódios sejam divulgados publicamente.

Os maiores incidentes envolvendo chaves Pix

Desde a criação do Pix, diversos incidentes já foram reportados oficialmente pelo Banco Central.

A maior parte envolve falhas operacionais em instituições participantes do sistema, e não problemas na infraestrutura central do Pix.

Incidentes registrados em 2021

Dois dos primeiros casos ocorreram logo após o lançamento do sistema:

  • Banco do Estado do Sergipe: cerca de 414 mil chaves expostas
  • Acesso Soluções de Pagamento: aproximadamente 160 mil chaves

Esses episódios ocorreram por consultas indevidas à base de dados do DICT.

Incidente registrado em 2022

Outro caso relevante envolveu a empresa Abastece Ai Clube Automobilista Payment, com exposição de cerca de 137 mil chaves Pix.

Incidente registrado em 2024

Em 2024, um incidente envolvendo a 99Pay Instituição de Pagamento resultou na exposição de cerca de 39 mil chaves.

O maior incidente ocorreu em 2025

O episódio de maior escala ocorreu em 2025, envolvendo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Nesse caso, aproximadamente 46 milhões de chaves Pix foram expostas, afetando dados cadastrais vinculados a cerca de 11 milhões de pessoas.

Esse incidente foi responsável por grande parte do número total acumulado desde 2020.

Caso mais recente

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O episódio mais recente divulgado pelo Banco Central envolveu o Agibank, com exposição de mais de 5 mil chaves Pix.

Embora o volume seja menor, o caso também foi comunicado publicamente como parte da política de transparência adotada pela autoridade monetária.

Por que o Banco Central divulga esses incidentes

Desde a criação do Pix, o Banco Central adotou uma política de transparência total em relação a incidentes envolvendo dados associados ao sistema.

Isso significa que sempre que há exposição indevida de informações vinculadas às chaves, o caso é divulgado oficialmente.

O objetivo é:

  • manter os usuários informados
  • reforçar a segurança do sistema
  • incentivar boas práticas entre instituições participantes

Além disso, o Banco Central pode aplicar medidas de supervisão, multas ou sanções quando identifica irregularidades.

O Pix continua sendo seguro?

Segundo o Banco Central, os incidentes registrados não comprometem a segurança da infraestrutura do Pix.

A autoridade monetária reforça que:

  • não houve acesso a contas bancárias
  • não houve movimentação indevida de recursos
  • as falhas ocorreram em instituições específicas

O sistema em si permanece seguro e segue operando normalmente.

Hoje, o Pix já é utilizado por mais de 160 milhões de brasileiros, consolidando-se como um dos sistemas de pagamento instantâneo mais avançados do mundo.

Como os usuários podem se proteger

Mesmo com o baixo risco associado a esses incidentes, especialistas recomendam algumas práticas de segurança.

Cuidados importantes ao usar o Pix

Entre as principais recomendações estão:

  • evitar compartilhar dados pessoais em redes sociais
  • confirmar sempre o nome do destinatário antes de enviar dinheiro
  • manter aplicativos bancários atualizados
  • ativar autenticação em duas etapas quando disponível

Além disso, usuários devem ficar atentos a tentativas de golpe que utilizam o nome do Pix, como fraudes por mensagem ou ligação.

Esses golpes não estão relacionados aos incidentes citados pelo Banco Central, mas são práticas comuns de criminosos digitais.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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