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Chegada da Shein no Brasil vai aumentar os preços dos produtos?

A gigante empresa têxtil chinesa, Shein, anunciou plano de migrar operações para o Brasil. Os preços aumentarão? Saiba mais!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
Fachada de um galpão da Shein com letreiro da empresa

Com a discussão sobre a taxação dos produtos importados na China, a Shein, gigante empresa têxtil, anunciou plano de migrar operações para o Brasil. Contudo, essa movimentação deixou os consumidores preocupados: será que o preço das roupas irá aumentar?

O anúncio da chegada da Shein no Brasil deu-se na última quinta-feira (20). Ela vem para terras brasileiras com um investimento de R$ 750 milhões, após negociações sobre a tributação e fiscalização da nação sobre os produtos da chinesa.

A previsão da companhia é de criar 100 mil empregos nos próximos 3 anos, com um marketplace exclusivo e vendedores locais. Toda essa movimentação, no entanto, não deve aumentar o valor dos itens.

Qual o impacto da vinda da Shein para o Brasil?

Depois de seu anúncio de vinda ao país com alto investimento, a Shein assinou um acordo com a Coteminas, Companhia de Tecidos Norte de Minas, para a viabilização da operação no Brasil. Assim, mesmo que o preço de fabricação aumente, o logístico cairá drasticamente.

Além disso, ao gerar empregos com a sua produção em terras brasileiras, o investimento servirá para treinamento de pessoal e digitalização da operação no país.

Por fim, a Coteminas anunciou que, neste acordo, mais de 2 mil confeccionistas passarão a fornecer para a Shein, tanto para atender o mercado doméstico quanto o de toda a América Latina.

E como ficará a indústria têxtil?

Esta decisão da varejista de migrar uma parte de sua produção e distribuição ao Brasil parece ter assustado – e não alegrado – alguns dos principais players do mercado.

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A maioria dos principais concorrentes da Shein já possuem uma cadeia consolidada no país, o que pode significar uma grande dificuldade para ela de se estabelecer com suprimentos locais ou globais.

Assim, embora possa representar, também, um aumento na competição para as empresas que já atuam internamente, a construção dessa cadeia de produção já é de vários anos e não é abalável tão facilmente.

Porém, a chegada da Shein no Brasil tem levantado discussões, principalmente pelo seu modelo de negócios mais moderno, simplificado e rápido. Nesse sentido, as demais corporações dominantes no mercado talvez tenham que lidar com essa nacionalização da companhia, comprometendo verbas e se adaptando.

Imagem: Jonathan Weiss / Shutterstock.com

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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