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Chegada do verão impacta o preço da gasolina na Bahia; entenda o motivo

Alta da gasolina na Bahia é influenciada pelo verão no Hemisfério Norte, segundo empresas e especialistas.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Mulher deitada na areia da praia com uma boia rosa

Com a chegada do verão no Hemisfério Norte, o mercado global de combustíveis começa a registrar aumentos que também afetam o Brasil, em especial, a Bahia. Apesar da expectativa de queda no preço da gasolina após a redução do diesel, a realidade aponta para o movimento contrário. A escalada sazonal da demanda por combustíveis nos países do Norte influencia diretamente o valor do produto vendido nas refinarias e, consequentemente, nos postos baianos.

A situação é complexa, especialmente porque, embora os combustíveis na Bahia não sejam regulados pela Petrobras, a política adotada pela Acelen, empresa responsável pela gestão da Refinaria Mataripe, está atrelada a parâmetros internacionais. Com isso, os consumidores baianos devem se preparar para pagar mais na bomba durante os próximos meses.

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Sazonalidade global influencia cenário local

pessoa abastecendo carro com bomba em posto de gasolina
Imagem: ZR10 / shutterstock.com

De acordo com a Petrobras, a expectativa de queda nos preços da gasolina não deve se concretizar no curto prazo. Em nota oficial divulgada no dia 13 de maio, a estatal justificou que a proximidade do verão nos países do Hemisfério Norte, como Estados Unidos, Canadá e diversas nações europeias e asiáticas, gera um aumento no consumo, o que eleva o preço global do produto.

Esse aumento da demanda acontece tradicionalmente durante os meses mais quentes no Norte global, quando o consumo de combustíveis cresce devido às viagens de férias e maior circulação de veículos. Com o mercado internacional aquecido, as chances de redução no preço da gasolina diminuem, segundo a empresa.

Apesar disso, o valor praticado pela Petrobras está, no momento, R$ 0,05 acima da paridade de importação, de acordo com cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). O último reajuste promovido pela estatal ocorreu em julho de 2024.

Acelen segue modelo internacional de precificação

Na Bahia, a situação tem contornos particulares. A refinaria que abastece o estado, Mataripe, é operada pela Acelen, empresa que não tem vínculo direto com a Petrobras. Mesmo assim, a política de preços da companhia é influenciada por critérios semelhantes: mercado internacional de petróleo, variação do dólar e custo de frete.

Procurada para comentar se haverá um novo reajuste, a Acelen não confirmou nenhuma alteração imediata. Por meio de nota, a empresa afirmou apenas que adota uma política de preços transparente, sustentada por critérios técnicos e alinhada com as práticas do mercado global.

“A empresa ressalta que possui uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado”, declarou a assessoria da Acelen.

Panorama atual dos preços na Bahia

Atualmente, os preços da gasolina na Bahia seguem com ampla variação, dependendo do tipo e da região. Segundo o site Preço da Hora Bahia, mantido pelo governo estadual, o valor da gasolina comum pode variar entre R$ 5,69 e R$ 6,36. Já a gasolina aditivada está sendo comercializada entre R$ 5,76 e R$ 6,27, conforme a última atualização da plataforma.

O último reajuste feito pela Acelen foi registrado em janeiro de 2025, quando os preços subiram entre R$ 0,60 e R$ 0,75. Desde então, a empresa tem mantido os valores estáveis, apesar das oscilações do mercado internacional.

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Especialistas alertam para alta no segundo semestre

Economistas e analistas do setor de energia apontam que os próximos meses podem trazer novos aumentos, especialmente se a cotação internacional do barril de petróleo continuar em elevação. O movimento cambial, com variações no valor do dólar, também é fator de atenção para o consumidor brasileiro, já que a moeda norte-americana impacta diretamente o preço dos combustíveis.

Além disso, o comportamento do mercado internacional durante o verão no Hemisfério Norte poderá provocar uma elevação nas margens de lucro das distribuidoras e pressionar ainda mais o bolso do consumidor final.

Combustíveis seguem como vilões da inflação

Etanol
Imagem: prakob/ Shutterstock

Mesmo com algumas tentativas do governo federal de controlar os preços dos combustíveis, como isenção de tributos ou negociação com empresas do setor, o impacto do valor da gasolina ainda é um dos principais fatores na composição da inflação no país. E, em estados como a Bahia, onde os preços têm menor concorrência por conta da operação exclusiva da Acelen, a população sente os reajustes de forma mais direta.

Por isso, é importante que os consumidores acompanhem os valores e busquem economizar, seja com aplicativos de comparação de preços, como o próprio Preço da Hora Bahia, ou optando por transporte coletivo quando possível.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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