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Ciberataques contra hotéis brasileiros miram cartões de clientes; veja como funciona

Descubra aqui como ciberataques a hotéis brasileiros estão roubando cartões e saiba como se proteger agora. Leia e compartilhe já!!!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes5 min de leitura
Ciberataques contra hotéis brasileiros miram cartões de clientes; veja como funciona

Nos últimos meses, uma série de ciberataques direcionados a hotéis brasileiros chamou a atenção de especialistas em segurança digital. Diferente de golpes comuns, esses ataques têm como objetivo principal roubar informações financeiras dos hóspedes, afetando tanto redes grandes quanto pequenas pousadas.

A ameaça, atribuída ao grupo TA558 (conhecido como RevengeHotels), mostra uma evolução significativa na sofisticação dos métodos utilizados. Além do tradicional phishing, os criminosos agora combinam técnicas clássicas com inteligência artificial, criando malwares que são mais difíceis de detectar e remover.

Malware
Imagem: maxkabakov / Getty Images

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Nova onda de golpes: Como os ciberataques afetam os hotéis

O alvo desses ataques não são apenas os hóspedes, mas os próprios sistemas de gestão dos hotéis em várias partes do Brasil. Softwares de reservas e pagamentos contêm dados sensíveis de clientes, tornando-se uma mina de ouro para cibercriminosos.

Os ataques recentes utilizam trojans de acesso remoto (RATs), que permitem controlar computadores de forma invisível. A disseminação acontece por e-mails falsos, muitas vezes disfarçados de comprovantes de reservas ou recibos. Ao abrir o anexo, o malware é instalado automaticamente, criando uma porta de entrada para roubo de dados, cartões de crédito e credenciais corporativas.

A inovação do uso da inteligência artificial

O diferencial dos ataques recentes é o uso da IA no desenvolvimento do Venom RAT. A programação assistida por grandes modelos de linguagem resultou em códigos mais claros, organizados e adaptáveis, facilitando a modificação e atualização do malware.

Entre os sinais de programação assistida por IA estão:

  • Trechos mais legíveis e comentados, com explicações detalhadas das funções.
  • Placeholders que permitem ajustes personalizados sem reescrever o código.
  • Baixa ofuscação, tornando o código mais transparente e fácil de analisar para o autor.

Apesar de parecer “menos sofisticado”, o Venom RAT continua extremamente eficiente em invadir sistemas e permanecer ativo sem ser detectado.

Estrutura e funcionamento do Venom RAT

O Venom RAT é derivado do Quasar RAT, um malware de código aberto vendido ilegalmente. A base aberta permite que cibercriminosos personalizem o código e adicionem funcionalidades usando IA, aumentando sua eficácia.

Principais funções do Venom RAT:

  • Roubo de dados e credenciais: coleta informações pessoais e financeiras dos usuários.
  • Persistência no sistema: se disfarça como processo essencial do Windows para não ser encerrado.
  • Desativação de antivírus: interrompe o Microsoft Defender e altera registros críticos do sistema.
  • Propagação automática: consegue se espalhar via dispositivos USB conectados ao computador.
  • Eliminação de processos de segurança: monitora constantemente softwares que possam impedir sua execução.

O malware ainda se adapta para manter o computador ativo e funcional, garantindo controle contínuo sobre os dispositivos infectados.

Histórico do TA558 (RevengeHotels)

O grupo TA558 atua desde 2015, direcionando ataques principalmente a sistemas de hotéis na América Latina. Seu modus operandi combina engenharia social, exploração de vulnerabilidades e uso de múltiplos malwares.

No passado, os ataques incluíam:

  • Phishing via documentos Office ou PDFs com códigos maliciosos.
  • Exploração de falhas conhecidas, como CVE-2017-0199, para instalar múltiplos RATs.
  • Distribuição de malwares variados: Revenge RAT, NjRAT, NanoCoreRAT, 888 RAT e ProCC, desenvolvido internamente.

Essas estratégias garantiram acesso a dados de clientes e sistemas, permitindo que o grupo permanecesse ativo por anos sem ser completamente identificado.

Por que os hotéis são alvos preferenciais

Os hotéis armazenam informações de alto valor para criminosos:

  • Dados pessoais completos de hóspedes, incluindo endereço e contato.
  • Cartões de crédito usados em reservas online.
  • Sistemas conectados a plataformas globais de reservas, como Booking.com.
  • Redes corporativas vulneráveis e com baixa proteção digital.

Essa combinação torna o setor hoteleiro um alvo recorrente, principalmente em países com segurança cibernética ainda em desenvolvimento.

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Medidas de proteção contra ciberataques

Prevenir ataques como o Venom RAT exige atenção tanto de empresas quanto de clientes.

Para hotéis e pousadas

  • Investir em antivírus corporativo atualizado e monitoramento constante.
  • Treinar equipes para identificar e-mails suspeitos e links fraudulentos.
  • Atualizar sistemas e softwares regularmente para corrigir vulnerabilidades.
  • Implementar autenticação multifatorial para acessos críticos.

Para hóspedes e clientes

  • Desconfiar de mensagens urgentes sobre reservas.
  • Evitar abrir anexos desconhecidos ou clicar em links suspeitos.
  • Monitorar extratos bancários para identificar movimentações estranhas.
  • Considerar o uso de cartões virtuais ou limites restritos em pagamentos online.

Impactos financeiros e sociais

Os ciberataques contra hotéis geram consequências significativas:

  • Perda de confiança: clientes evitam hotéis comprometidos por ataques.
  • Custos elevados: recuperação de sistemas, processos judiciais e multas regulatórias.
  • Impacto social: pequenas redes de hospedagem podem ter suas operações comprometidas.

Além de prejuízos financeiros, esses incidentes podem prejudicar a reputação das marcas e afetar a experiência dos clientes.

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Imagem: Freepik

A crescente sofisticação dos ciberataques contra hotéis brasileiros demonstra que criminosos estão cada vez mais tecnológicos, aproveitando ferramentas como inteligência artificial para maximizar a eficácia de malwares como o Venom RAT.

A proteção exige uma combinação de tecnologia, treinamento e atenção constante. Hotéis precisam reforçar sistemas e políticas de segurança, enquanto clientes devem adotar cuidados básicos com informações pessoais e pagamentos digitais. Somente assim será possível reduzir riscos e manter a confiança nesse setor estratégico.

Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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