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Saiba o que precisa para ter cidadania em países europeus

Descubra o que é necessário para obter cidadania em países europeus como Itália, Portugal, Reino Unido, França, Alemanha e Espanha. Entenda!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Menina viajando pela Europa, segurando um mapa na mão. cidadania

O recente decreto aprovado pelo governo italiano em 2025 acendeu um alerta entre descendentes de italianos que vivem fora da Europa. A nova legislação impõe restrições ao reconhecimento da cidadania por sangue, limitando o direito às duas primeiras gerações: filhos e netos de italianos nascidos na Itália. A medida reacende um debate sobre as políticas de nacionalidade adotadas pelos países europeus e como elas impactam milhões de pessoas em busca do reconhecimento de suas origens.

Segundo o governo italiano, as regras anteriores, em vigor desde 1992, estavam defasadas em relação às legislações adotadas por outros Estados europeus. A mudança busca restringir a concessão automática de cidadania a gerações muito distantes da origem italiana, obrigando os interessados a comprovar vínculos mais recentes com o país.

Como é a cidadania por descendência na Europa?

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Imagem: Kris/Pixabay

Itália: novas exigências e limites geracionais

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Como ficou com o decreto de 2025

Agora, apenas filhos e netos de italianos nascidos na Itália podem solicitar o reconhecimento da cidadania. Além disso, há três condições adicionais:

  • O genitor italiano deve ter nascido na Itália;
  • Ou o genitor deve ter residido legalmente no país por no mínimo dois anos;
  • Ou o avô precisa ter tido nascimento registrado em território italiano.

Quem não atende a uma dessas exigências não poderá mais solicitar o reconhecimento automático da cidadania italiana.

Reino Unido: uma geração e fim

Um filho de cidadão britânico nascido fora do país pode obter a nacionalidade, mas os netos não têm esse direito automaticamente, mesmo que toda a linhagem seja britânica.

Portugal: ascendência viva é obrigatória

Portugal impõe uma regra semelhante: para que um bisneto de português obtenha a nacionalidade, o avô (ou pai) deve estar vivo e primeiro solicitar o reconhecimento da própria cidadania. Só após esse processo, é possível passar a nacionalidade ao descendente seguinte.

Alemanha: registro obrigatório para descendentes no exterior

A cidadania alemã por descendência exige um registro formal até o primeiro ano de vida da criança, caso o nascimento tenha ocorrido fora do país. Esse procedimento busca manter o vínculo ativo com a Alemanha e impedir o acúmulo de pedidos com base em laços muito antigos.

Como funcionam as regras de cidadania por nascimento?

Reino Unido

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Imagem: Iazyllama/ Shutterstock

Filhos de estrangeiros nascidos no país adquirem a cidadania britânica automaticamente se, no momento do nascimento, um dos pais possuía residência permanente. Essa é uma aplicação moderada do direito de solo (ius soli), com exigência de vínculo prévio.

Alemanha

Filhos de imigrantes nascidos na Alemanha podem ter a cidadania se um dos pais residia legalmente há cinco anos e possuía autorização de residência permanente.

França

A França adota um modelo progressivo. Filhos de estrangeiros nascidos no país podem requerer a cidadania entre os 13 e 18 anos, dependendo do tempo de residência e integração.

Portugal

Em Portugal, filhos de estrangeiros nascidos no território português podem obter a cidadania se ao menos um dos pais estiver residindo legalmente há pelo menos um ano.

Espanha

Na Espanha, a cidadania por nascimento é possível quando ao menos um dos pais nasceu no país, mesmo que não seja cidadão.

Cidadania por casamento: uma alternativa

Itália

O cônjuge de um cidadão italiano pode solicitar a cidadania após dois anos de casamento e residência legal na Itália, ou três anos de casamento se viverem fora do país. É exigida proficiência no idioma.

Portugal

Exige três anos de casamento e comprovação de laços efetivos com a comunidade portuguesa.

Espanha

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Basta um ano de casamento e residência legal na Espanha.

França

Quatro anos de casamento com cidadão francês. É necessário comprovar conhecimento da língua e integração cultural.

Reino Unido

O processo depende do status de residência. Após obter a permanência definitiva, o cônjuge pode solicitar a cidadania.

Cidadania por tempo de residência: regras variam bastante

Bandeira da Itália colocada em mapa do país cnh brasil
Imagem: hyotographics/ Shutterstock
PaísTempo mínimo de residênciaExigências adicionais
Itália10 anos (4 para UE)Renda, idioma italiano, ficha criminal limpa
Portugal5 anosLaços com o país e proficiência em português
Espanha10 anos (2 para latinos)Sem antecedentes e idioma espanhol
França5 anosConhecimento da cultura e idioma
Reino Unido5 anos + 1 ano de permanência definitivaTeste de inglês, bom caráter
Alemanha5 anos (desde 2024)Sustento próprio e conhecimento de alemão

Perguntas frequentes

Ter um sobrenome europeu facilita o processo?

Não necessariamente. O que conta é a comprovação documental da ascendência, e não apenas o sobrenome.

O decreto italiano afeta quem já tem a cidadania?

Não. As novas regras só valem para novos pedidos feitos após 28 de março de 2025.

Posso perder a cidadania adquirida?

Em geral, não. A perda da cidadania é rara e ocorre apenas em casos de fraude ou renúncia voluntária.

Considerações finais

O novo decreto da Itália, que restringe a cidadania por descendência a filhos e netos de italianos, evidencia uma tendência de endurecimento nas legislações europeias. Países como Reino Unido, Portugal e Alemanha já adotavam critérios semelhantes.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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