Imagine a seguinte situação: uma mensagem pelo WhatsApp oferece um empréstimo atrativo, com taxas de juros mais baixas ou valor pré-aprovado alto. Para ter direito a ele, é preciso fazer um depósito antecipado no mesmo dia e o mais rápido possível. Aparentemente, ao analisar o site e a própria conta do WhatsApp, tudo indica ser uma comunicação de uma instituição financeira. O atendente é solícito e conduz a conversa por meio de áudios. Essas são algumas das características de um dos golpes financeiros que mais tem crescido: o do WhatsApp.

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Ciladas na internet: confira 7 dicas para se proteger dos golpes financeiros

Nos últimos dois anos, essa fraude teve um salto de quase 200%, de acordo com levantamento realizado pelo Reclame Aqui, a pedido da fintech de crédito Noverde, que faz parte da ABCD. Os criminosos usam os nomes e aspectos como identidade visual das fintechs, que vivem momento de ascensão no mercado financeiro, para enganar as vítimas e aplicar golpes financeiros.

Sabendo disso, as fintechs estão usando seus canais de comunicação para alertar a sociedade. Um dos objetivos é conscientizar a população sobre essas práticas lesivas a fim de que as pessoas desconfiem sempre e, em caso de dúvida, não prossigam.

Portanto, para não cair em ciladas do tipo, a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) elaborou sete dicas para se proteger na rede.

1) Depósito antecipado

Uma empresa idônea jamais exigirá do consumidor depósito antecipado para liberar um empréstimo.

“Essa prática é ilegal e está sujeita inclusive à responsabilização criminal, podendo ser enquadrada no crime de estelionato – artigo 171 do Código Penal. Se for vítima, a orientação é fazer um boletim de ocorrência o mais rápido possível”, afirma Rafael Pereira, presidente da ABCD.

2) Exigência de fiador

Outra exigência ilegal. Na ânsia de obter o empréstimo, há quem pague fiador. Enfim, essa é, aliás, uma das características aproveitadas pelos criminosos: eles utilizam a fragilidade da pessoa, que costuma estar em dificuldades financeiras, para concretizar o golpe. Em qualquer modalidade de empréstimo, interessam apenas e tão somente as informações financeiras do tomador de crédito.

3) Promessa de elevação da nota de crédito

Há quem prometa melhorar sua nota de crédito, também chamada de score. Isso não é possível.

“O score diz respeito ao histórico de pagamentos de cada pessoa física ou jurídica. Para chegar a ele, os birôs de crédito realizam um trabalho sério e reconhecido internacionalmente. Seu score só pode ser consultado/acessado por você nos sites dos birôs, não estando aberto a outros consumidores”, detalha Pereira.

4) Cópia ou reprodução do site

Os criminosos que aplicam golpes financeiros costumam simular sites de instituições financeiras para atrair pessoas interessadas em contratar crédito. Como os ambientes são parecidos, a vítima não percebe que se trata de um site fraudulento. A orientação é conferir o endereço eletrônico, analisando os links antes de clicar neles. Ou seja, o cadeado ou a expressão https, por exemplo, é importante. O S do https, assim como o cadeado, indica que o site é de fato confiável – ou seja, de procedência segura.

5) Conta do tipo pessoa física

No golpe do WhatsApp, as vítimas depositam o valor exigido em contas bancárias pertencentes a pessoas físicas. Esse é um dos sinais de golpe. As instituições financeiras trabalham com contas do tipo pessoa jurídica. Aliás, elas jamais farão ou pedirão qualquer transação bancária via pessoa física.

6) Links enviados por remetentes desconhecidos

Para invadir seu computador ou celular, os criminosos enviam links por e-mail, WhatsApp ou SMS. Os textos que acompanham esses links são tentadores. Alguns prometem prêmios. Portanto, de novo: a regra é desconfiar sempre, pois podem se tratar de golpes financeiros.

7) Garantia de rentabilidade e/ou alta taxa de rendimento

Cuidado com as falsas promessas de investimento. A garantia de rentabilidade e a alta taxa de rendimento – ou ainda as duas combinadas – aparecem com frequência nos golpes.

“Uma forma de se proteger é verificar se quem faz a oferta é credenciado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), que tem credibilidade por representar as instituições financeiras”, finaliza Pereira.

Sobre a ABCD

A ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital) é uma associação sem fins lucrativos de âmbito nacional formada por fintechs que oferecem produtos e serviços financeiros. Em franco crescimento no Brasil e no mundo, as fintechs estão mudando a dinâmica do mercado de crédito. São três os objetivos principais da ABCD: busca de maior eficiência no ciclo de crédito, fomento de iniciativas que propiciem o desenvolvimento do mercado de crédito digital no qual as fintechs associadas atuam e criação de relacionamento institucional consistente com os reguladores e demais agentes do ecossistema do crédito.

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Imagem: fizkes via shutterstock.com