Desde o início das emissões em junho de 2022, a Carteira de Identidade Nacional (CIN) alcançou um marco significativo: 40,3 milhões de brasileiras e brasileiros já possuem o novo documento. A marca revela a velocidade da adoção da CIN — com uma média mensal de 938,4 mil emissões e cerca de 33,1 mil por dia — e reforça a transição rumo a um sistema de identificação civil mais unificado, seguro e moderno.
Carteira de Identidade Nacional bate recorde com 40 milhões de emissões
A nova CIN alcançou 40,3 milhões de emissões desde junho de 2022. Beneficiários de programas sociais têm até o fim de 2027 para emitir.
O que é a CIN?
Leia mais: CIN substitui RG, mas não tudo: descubra quais documentos você deve manter
A CIN substitui os registros de identidade estaduais, unificando-os em um documento válido em todo o território nacional. Com a inclusão do número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como Registro Geral (RG), o documento simplifica a vida do cidadão, eliminando a necessidade de múltiplas carteiras de identidade para diferentes estados.
Além disso, a CIN está disponível em versão física e digital, o que facilita o uso no dia a dia — especialmente para quem já utiliza serviços pelo aplicativo do governo federal.
Segurança e tecnologia a favor da cidadania
A nova carteira incorpora recursos modernos: impressão digital, opção de doação de órgãos, QR Code para validação da autenticidade e código MRZ — o mesmo usado em passaportes — tornando-a válida para viagens dentro do Mercosul. Essas tecnologias reforçam a segurança da identificação civil e dificultam fraudes e falsificações.
Prazos e obrigatoriedade da CIN
Quem precisa migrar primeiro
O cronograma de migração para a nova carteira varia conforme o perfil do cidadão. Quem recebe benefícios sociais — como aposentadoria, pensão, Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou tarifas sociais como o programa de gás domiciliar — deverá emitir a CIN até o fim de 2027. A partir de 2028, a carteira será obrigatória para esse grupo.
Para o restante da população, a substituição poderá ser feita até 2032, em data a ser definida pelo governo. Apesar disso, a adoção antecipada da CIN é incentivada, dado que o documento já é amplamente aceito em todo o país.
Panorama por estado: onde a adoção avança mais rápido
Conforme os dados oficiais, o estado do Piauí é o mais adiantado na migração: aproximadamente 47,4% da população já possui a nova carteira. Em segundo lugar está o Sergipe, com 31,3%. Essas marcas refletem não só a eficiência dos institutos de identificação locais, mas também campanhas estaduais e o interesse popular pela modernização do documento.
Outros estados vão se aproximando da meta, motivados por prazos, exigências de órgãos públicos e benefícios de praticidade para os cidadãos.
Como obter a CIN: passo a passo
Agendamento e emissão gratuitos
- O pedido deve ser feito via agendamento nos institutos de identificação de cada estado ou Distrito Federal.
- No dia da emissão, o cidadão precisa apresentar as certidões de nascimento ou casamento.
Impactos práticos da adoção
Simplificação burocrática e agilidade no acesso a serviços
Com a unificação do RG e do CPF, a CIN reduz a burocracia para cidadãos e órgãos públicos. Muitas empresas e instituições já aceitam a nova carteira como documento de identificação único, o que facilita abertura de contas bancárias, contratos, verificação cadastral e acesso a serviços governamentais.
Para quem recebe benefícios sociais, a obrigatoriedade da CIN até 2027 significa maior agilidade e segurança nos cadastros, com menor risco de fraudes e duplicidade de perfis.
Redução de fraudes e duplicidade de documentos
A inclusão de impressão digital e QR Code eletrônico dificulta a falsificação e o uso de documentos clonados. Além disso — ao articular dados da cidadania (CPF) e da identificação biométrica — a CIN fortalece os mecanismos de combate a fraudes. Isso traz mais confiabilidade aos bancos, instituições públicas e empresas que dependem da verificação de identidade.
Reconhecimento internacional dentro do Mercosul
Com o padrão MRZ, a CIN pode ser usada como documento de viagem nos países membros do Mercosul, simplificando a mobilidade regional — algo especialmente relevante para quem busca turismo ou negócios em países vizinhos.
Perguntas frequentes (FAQ)
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O que muda para quem já tem o RG antigo?
Quem já tem o RG antigo pode continuar usando esse documento até que a exigência da CIN se torne obrigatória para seu perfil — beneficiários sociais até 2027; demais cidadãos até 2032. No entanto, a migração antecipada é recomendada para facilitar processos burocráticos.
A carteira digital substitui a física?
Sim. A versão digital da CIN, disponível pelo app gov.br, tem a mesma validade legal da física, facilitando identificação em trânsito, viagens e serviços digitais.
Preciso fazer agendamento?
Sim. A emissão da CIN depende de agendamento prévio nos institutos de identificação de cada estado ou Distrito Federal.
Posso usar a CIN como documento de viagem?
Sim — a CIN possui código MRZ e é aceita como documento de viagem nos países do Mercosul.
O que ocorre se perder o prazo para beneficiários sociais?
A partir de 2028, a CIN será obrigatória para quem recebe benefícios como aposentadoria, pensão, Bolsa Família, BPC etc. Sem o documento, o cidadão corre o risco de ter bloqueado o benefício ou enfrentar dificuldades na concessão de novos auxílios.
Considerações finais
A marca de 40,3 milhões de emissões da Carteira de Identidade Nacional mostra que a modernização da identidade civil está em ritmo acelerado. A adoção da CIN promete tornar o dia a dia do cidadão mais simples, seguro e integrado. A transição também representa um passo importante para a governança eficiente e a inclusão digital e documental de milhões de brasileiros.
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