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Claro, Vivo e TIM usam sinal da Starlink? Entenda

Será que a alegação de que Vivo, TIM e Claro dependem da Starlink para fornecer internet no Brasil é verdadeira? Saiba mais!

Talita FerreiraPor Talita Ferreira4 min de leitura
Starlink

Recentemente, circularam nas redes sociais alegações abundantes de que as operadoras Vivo, TIM e Claro dependem do sinal da Starlink para fornecer acesso à internet no Brasil. Segundo essas notícias, Elon Musk teria a capacidade de bloquear o acesso dessas operadoras à internet por meio de seus satélites.

Contudo, essas informações são completamente infundadas e não têm relação com nada que faça sentido na realidade do Brasil. As operadoras citadas não utilizam a infraestrutura da Starlink para suas operações de internet, desmentindo a teoria em circulação.

Informações são verdadeiras?

De acordo com o UOL Confere, que investigou a veracidade dessas afirmações, foi constatado que o que foi divulgado nas redes sociais não corresponde à realidade.

A Conexis Brasil Digital, uma entidade que representa as empresas de telecomunicações no país, esclareceu que as operadoras utilizam frequências que foram devidamente licitadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Portanto, a ideia de que Elon Musk poderia cortar o sinal da Vivo, TIM e Claro não tem fundamento.

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Funcionamento das Operadoras de Telecomunicações no Brasil

As operadoras de telefonia e internet no Brasil, como Vivo, TIM e Claro, utilizam tecnologias e infraestrutura que não têm relação com os satélites da Starlink.

A principal forma de transmissão de dados dessas operadoras é feita por meio de frequências que foram adquiridas legalmente através de processos de licitação conduzidos pela Anatel. Essas frequências permitem a operação de redes móveis e fixas, como as de 4G e 5G, que são fundamentais para a prestação de serviços de internet e telefonia no país.

Além das frequências de rádio, uma parte significativa da internet é distribuída por cabos submarinos. Esses cabos são responsáveis por conectar o Brasil a outros países e são regulamentados pela Anatel. A plataforma Submarine Cable Map revela que há 17 cabos submarinos ativos no país, todos operados por empresas que não têm nenhuma relação com Elon Musk ou a Starlink.

Antenas de telecomunicação

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As redes de telefonia móvel no Brasil são baseadas em sistemas de antenas que operam por meio de ondas de rádio. Os sistemas 4G e 5G utilizam essas ondas para transmitir sinais de forma eficaz por todo o território nacional.

A Starlink, por sua vez, oferece um tipo diferente de serviço utilizando satélites em órbita baixa, que são projetados para fornecer internet em áreas remotas e de difícil acesso. Portanto, o serviço da Starlink não está integrado com as operações das principais operadoras de telefonia do Brasil.

Contexto da Falsa Informação e Repercussões

A postagem que gerou a confusão utilizou um gif animado com uma sirene e alegações alarmistas sobre a possibilidade de retaliação dos EUA contra o Brasil.

A mensagem no vídeo sugeria que Elon Musk poderia cortar o fornecimento de internet às operadoras brasileiras, o que foi refutado por informações oficiais. Além disso, não há registros de que Musk tenha visitado o Congresso dos EUA na data mencionada, como confirmam as pesquisas de notícias recentes.

Além disso, a Starlink ocupa uma pequena parte do mercado de internet no Brasil, com apenas 0,5% de participação, conforme dados da Anatel. As líderes de mercado, como Claro, Vivo e Oi, detêm a maior parte da participação no setor de banda larga fixa. Comentários de outros bilionários, como Bill Ackman, criticaram o fechamento do X no Brasil, mas essas críticas não têm relação com a questão do bloqueio

Imagem: Saulo Angelo/Thenews2/Folhapress

Talita Ferreira

Autor

Talita Ferreira

Talita Ferreira é redatora no portal Seu Crédito Digital, onde aplica seu rigor acadêmico e experiência em linguagem para tornar conteúdos econômicos, sociais e informativos mais claros e acessíveis. Doutoranda e Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), possui também pós-graduação em Revisão Textual e em Educação, Gêneros e Sexualidade pela UniVitória. É graduada em Letras pela UFJF e tem sólida atuação em revisão, produção de conteúdo e pesquisa em linguagem.

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