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Clientes Itaú já podem negociar bitcoin e ethereum por meio do app; confira

O Itaú Unibanco anuncia a liberação da negociação de bitcoin e ethereum para todos os seus clientes dentro do aplicativo. Descubra como funciona essa nova funcionalidade e o impacto no mercado de criptoativos

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins5 min de leitura
Itaú Bitcoin ethereum

O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil em ativos, anunciou no dia 3 de dezembro de 2024 a liberação da negociação de criptoativos diretamente no aplicativo bancário para todos os seus clientes. 

Essa decisão marca uma evolução significativa no mercado financeiro brasileiro, ampliando a oferta de serviços para incluir bitcoin e ethereum, duas das principais criptomoedas do mundo.

A medida visa não apenas ampliar as funcionalidades do app, mas também atrair um público mais jovem e interessado em diversificar seus investimentos. Em um cenário onde o mercado de criptomoedas segue em expansão, essa iniciativa do Itaú visa trazer mais segurança e praticidade para os investidores iniciantes.

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O Crescimento das Criptomoedas e o Papel dos Bancos Tradicionais

Nos últimos anos, as criptomoedas como bitcoin e ethereum ganharam popularidade mundial, especialmente com a crescente adoção por investidores e grandes empresas. De acordo com dados de mercado, o bitcoin, por exemplo, ultrapassou a marca de 100 mil dólares em 2024, mais que dobrando seu valor ao longo do ano.

Porém, a adoção em massa das criptomoedas ainda esbarra em barreiras como a falta de clareza regulatória, a complexidade das plataformas de negociação e as preocupações com a segurança das transações. Nesse cenário, bancos tradicionais, como o Itaú, têm se esforçado para facilitar o acesso dos seus clientes a esse mercado crescente, oferecendo uma experiência mais segura e simplificada.

Banco Central visa regulamentação de criptomoedas.
Imagem: eamesBot / Shutterstock.com

Como Funciona a Negociação de Criptoativos no App do Itaú?

A partir de agora, todos os clientes do Itaú podem negociar bitcoin e ethereum diretamente pelo aplicativo bancário (disponível para Android e iOS), uma mudança significativa para o banco que anteriormente oferecia esses ativos apenas através da sua plataforma especializada, a Íon.

Taxas e Custódia

A negociação de criptoativos no aplicativo Itaú contará com uma taxa de 2,5% no momento da compra, e o investimento mínimo será de apenas R$ 10. A custódia, ou seja, o armazenamento das criptomoedas, será feita pelo próprio Itaú, garantindo maior segurança para os clientes. 

Não há cobrança de taxas mensais ou para a venda dos ativos, o que torna a plataforma ainda mais atraente para quem deseja começar a investir em criptomoedas.

Facilidade de Uso e Segurança

A principal proposta dessa mudança é simplificar a experiência de compra e venda de criptoativos para os clientes. O Itaú se comprometeu a oferecer uma experiência muito semelhante à de um PIX, onde o cliente pode realizar transações rapidamente e com segurança. 

A conversão de criptomoedas para reais também será feita diretamente na conta do cliente, facilitando o acesso aos fundos.

O Impacto dessa Mudança no Mercado de Criptomoedas no Brasil

Essa iniciativa do Itaú ocorre em um momento de grande valorização do mercado de criptomoedas, especialmente do bitcoin, que se aproxima da marca de 100 mil dólares. Em 2024, o bitcoin teve uma valorização de cerca de 45%, impulsionado por diversos fatores, incluindo o ambiente econômico nos Estados Unidos após a eleição de Donald Trump.

A liberação da negociação de criptoativos no aplicativo do Itaú reflete o aumento da demanda por esse tipo de investimento. O banco espera que a novidade atraia tanto investidores mais experientes quanto aqueles que ainda não tinham se aventurado no universo das criptomoedas por causa das dificuldades associadas ao processo.

O Que Esperar do Futuro? Expansão e Novas Funcionalidades

João Araújo, diretor de Negócios, Plataformas e Experiências Digitais do Itaú, comentou sobre os planos futuros para a plataforma. Segundo ele, o banco está focado na educação dos clientes, para que eles compreendam melhor como funcionam as criptomoedas e os riscos envolvidos.

Em 2025, o Itaú pretende lançar a possibilidade de transferir criptoativos que estão em outras exchanges para a custódia do próprio banco. Essa funcionalidade atende a uma demanda crescente de clientes que desejam centralizar a gestão dos seus ativos digitais em uma instituição financeira de confiança.

No entanto, a liberação de saques para outras plataformas de criptomoedas ainda está sendo estudada, dependendo da evolução das regulamentações do setor, que atualmente estão em consulta pública.

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A Relevância do Itaú no Mercado de Criptomoedas

Desde que o Itaú começou a negociar criptoativos através de sua plataforma Íon, o volume de transações de bitcoin e ethereum cresceu de forma significativa. De acordo com o banco, o volume mensal de compra de criptoativos aumentou cerca de 300%, com mais de 30% de novos clientes aderindo ao serviço no último mês.

Esse crescimento reflete o interesse crescente dos brasileiros pelas criptomoedas e a confiança que estão depositando em grandes instituições financeiras, como o Itaú. A oferta de criptoativos no aplicativo do banco representa um passo importante para tornar esse mercado mais acessível e seguro para o público em geral.

As Perspectivas de Expansão do Serviço

De acordo com João Araújo, a ampliação da oferta de criptomoedas no aplicativo Itaú dependerá de uma maior clareza regulatória. 

Embora bitcoin e ethereum já tenham um ambiente regulatório mais estável, outras moedas, como Solana, ainda carecem de maior definição. O banco está atento às demandas de seus clientes e buscará atender a essas solicitações assim que a regulação do mercado de criptoativos for mais definida.

Imagem: Diego Thomazini / Shutterstock.com

A Educação Financeira e o Crescimento do Mercado

Além de simplificar o processo de negociação de criptoativos, o Itaú também está comprometido com a educação financeira dos seus clientes. Isso é especialmente importante em um mercado tão novo e volátil como o das criptomoedas. 

O banco está investindo em recursos educacionais para ajudar os investidores a entenderem os riscos e as oportunidades associadas ao investimento em criptomoedas.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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