Clientes do Nubank passaram a enfrentar uma mudança importante em 2026: a consolidação da cobrança de tarifa para saques em dinheiro realizados com o cartão da conta. A taxa passou a ser aplicada em operações feitas em redes de caixas eletrônicos conveniados, como Banco24Horas e Saque e Pague.
Clientes que sacam dinheiro no Nubank terão nova cobrança
Nubank consolida tarifa de R$ 6,50 por saque em caixas eletrônicos em 2026. Entenda quem paga, por que a cobrança existe e quais alternativas.
O valor definido pela instituição financeira é de R$ 6,50 por saque, independentemente da quantia retirada. Isso significa que cada operação gera uma cobrança individual, sem franquia mensal gratuita.
A medida afeta principalmente quem utiliza o cartão no débito para sacar dinheiro físico. Na prática, o custo pode impactar o orçamento de clientes que ainda dependem de cédulas no cotidiano.
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Como funciona a cobrança de saque no Nubank
A tarifa é aplicada sempre que o cliente realiza um saque em caixas eletrônicos parceiros. O valor aparece no extrato da conta logo após a transação.
A cobrança ocorre em situações como:
- Saques realizados em caixas da rede Banco24Horas
- Saques em terminais da rede Saque e Pague
- Operações feitas com o cartão da conta no débito
Como o Nubank não possui rede própria de caixas eletrônicos, ele utiliza a infraestrutura dessas empresas para disponibilizar o serviço aos clientes.
Cada saque gera cobrança individual
O custo de R$ 6,50 é cobrado por transação. Isso significa que realizar dois saques no mesmo dia gera duas tarifas separadas.
Exemplo prático:
- Saque de R$ 100 → tarifa de R$ 6,50
- Saque de R$ 200 → nova tarifa de R$ 6,50
Se o cliente fizer três saques no mês, o custo total chega a R$ 19,50 apenas em tarifas.
Para usuários do Nubank que retiram dinheiro com frequência, o valor acumulado pode se tornar significativo ao longo do ano.
Nubank diz que tarifa cobre custos operacionais
Segundo o posicionamento da instituição, a cobrança não representa uma nova fonte de receita para o banco digital.
De acordo com o Nubank, o valor serve para compensar custos operacionais e tributos envolvidos no uso da infraestrutura de terceiros.
Esses custos incluem:
- acesso aos caixas eletrônicos das redes parceiras
- processamento da operação financeira
- encargos tributários relacionados ao serviço
Como fintechs normalmente não possuem agências físicas nem caixas próprios, dependem de empresas especializadas para oferecer esse tipo de serviço. Essa estrutura é comum entre bancos digitais que operam com foco em atendimento online.
Pode haver taxa extra além dos R$ 6,50
Em alguns casos específicos, o cliente pode visualizar uma cobrança adicional. Isso acontece quando a administradora do terminal aplica uma taxa de conveniência própria, que é informada na tela antes da confirmação da operação.
Nesse cenário, o usuário recebe um aviso com o valor total do saque, incluindo eventuais custos extras. Caso não concorde com a cobrança, é possível cancelar a operação antes da conclusão.
Crescimento do Pix reduz uso de dinheiro físico
A mudança também acompanha uma tendência mais ampla no sistema financeiro brasileiro: a redução gradual do uso de dinheiro em espécie.
Nos últimos anos, meios de pagamento digitais ganharam forte adesão entre consumidores e empresas. Entre as ferramentas que mais cresceram está o Pix, sistema criado pelo Banco Central que permite transferências instantâneas a qualquer hora do dia.
Hoje, milhões de brasileiros utilizam o Pix para:
- pagar contas
- transferir dinheiro entre pessoas
- realizar compras em lojas físicas e online
Esse avanço diminuiu a necessidade de saques frequentes em caixas eletrônicos.
Pix Saque e Pix Troco surgem como alternativa
Para quem ainda precisa de dinheiro físico, surgiram novas modalidades dentro do próprio sistema Pix. O Banco Central lançou duas soluções que ampliam o acesso a cédulas sem depender exclusivamente de caixas eletrônicos.
Pix Saque
Permite que o usuário faça um Pix para um estabelecimento comercial e receba o valor em dinheiro.
Exemplo:
O cliente envia R$ 200 via Pix para o comércio e recebe o mesmo valor em espécie.
Pix Troco
Funciona durante uma compra. O consumidor paga um valor maior via Pix e recebe a diferença em dinheiro.
Exemplo:
Compra de R$ 30 paga com Pix de R$ 100 → estabelecimento devolve R$ 70 em espécie.
Essas modalidades ampliam os pontos de retirada de dinheiro e podem reduzir custos com tarifas bancárias.
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Impacto da tarifa para quem ainda usa dinheiro
Embora o pagamento digital esteja em expansão, parte da população brasileira ainda depende de cédulas no dia a dia.
Situações comuns incluem:
- pagamento em feiras ou pequenos comércios
- transporte em regiões sem pagamento digital
- divisão de despesas em dinheiro
Para esse público, a cobrança de saque pode gerar impacto financeiro relevante ao longo do tempo. Um cliente que realiza quatro saques por mês, por exemplo, pode gastar R$ 26 em tarifas, totalizando mais de R$ 300 por ano. Por isso, especialistas em finanças pessoais recomendam planejar retiradas com mais estratégia.
Como reduzir gastos com saques
Algumas práticas simples ajudam a evitar custos desnecessários com tarifas bancárias.
Sacar valores maiores de uma só vez
Em vez de realizar vários saques pequenos, retirar uma quantia maior pode reduzir o número de tarifas pagas.
Priorizar pagamentos digitais
Sempre que possível, usar Pix, cartão ou carteira digital evita a necessidade de dinheiro físico.
Usar Pix Saque quando disponível
Estabelecimentos que oferecem esse serviço podem permitir acesso a dinheiro sem custos adicionais.
Planejar retiradas com antecedência
Avaliar quanto será necessário durante a semana ou mês ajuda a evitar múltiplas operações.
Tendência do mercado bancário
A cobrança por saques não é exclusiva do Nubank. Diversas instituições financeiras aplicam tarifas semelhantes quando o cliente utiliza caixas eletrônicos de redes terceirizadas.
O modelo faz parte de uma transformação estrutural do setor bancário, marcada pela digitalização dos serviços financeiros.
Bancos digitais, fintechs e até instituições tradicionais têm ampliado investimentos em soluções online, reduzindo gradualmente a dependência de agências físicas e dinheiro em espécie. Para o consumidor, o cenário exige adaptação às novas formas de movimentação financeira.
Com Informações de: Diário da Região
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