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Clínica de idosos é interditada pelo Ministério Público e 96 são resgatados

Avatar de Ana Ferreira Ana Ferreira · · · 2 min de leitura
Agências

Uma ação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) resultou na remoção de 96 pacientes internados em uma instituição de cuidados para idosos e reabilitação, no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A operação ocorreu devido a denúncias de maus-tratos e cárcere privado dos pacientes que lá residiam.

O proprietário da instituição então foi detido em flagrante pelos policiais, enfrentando acusações relacionadas aos abusos praticados e à manutenção dos idosos em condições de cárcere privado. Essa não é a primeira vez que a instituição é alvo de investigações, uma vez que estava operando de forma ilegal e tentando evitar o seu fechamento, adotando até mesmo estratégias para alterar o nome.

Denúncias revelam crimes de maus tratos a idosos

Em 2014, o Ministério Público solicitou a interrupção das atividades da instituição devido às irregularidades encontradas. Apesar de alterar o nome com o intuito de continuar operando, a ordem do MPRJ permaneceu. Agora, o processo encontra-se em uma etapa crucial, a execução da decisão judicial.

Surpreendentemente, a instituição mais uma vez alterou o seu nome e estabeleceu uma nova sede. Contudo, os órgãos policiais e judiciais continuam atentos e houve cumprimento das medidas cabíveis no novo local. Infelizmente, os investigadores constataram a existência de casos de maus-tratos e cárcere privado, reforçando as denúncias que levaram à ação do Ministério Público.

O que vai acontecer com essas vítimas?

Os idosos resgatados foram encaminhados para unidades da região, indicados pela Secretaria de Assistência Social, onde receberão os cuidados necessários. A operação de resgate demonstra a importância do trabalho conjunto entre as autoridades e a sociedade para proteger os que são mais vulneráveis.

As investigações continuarão para reunir provas e garantir que os responsáveis pelos abusos enfrentem as devidas consequências legais. Além disso, será fundamental rever as políticas e os mecanismos de fiscalização para evitar que instituições ilegais desrespeitem os direitos dos idosos e permaneçam atuando à margem da lei.

Imagem: Celia Ong/shutterstock.com

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