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Clonagem de pets: entenda o polêmico serviço que pode custar R$ 400 mil

Para suprir a falta de um pet que já se foi, pessoas gastam muito dinheiro em processos de clonagem. Saiba mais!

João Renato Ferreira da SilvaPor João Renato Ferreira da Silva3 min de leitura
Ilustração de um gato tocando, com uma das patas, uma imagem espelhada de si mesmo

Perder um animal de estimação é uma experiência difícil para quem gosta de ter por perto um desses fiéis companheiros. Nesse sentido, o controverso serviço de clonagem de pets é uma tendência que promete ajudar a superar a falta de um parceiro que já se foi.

Por meio do processo, cientistas são capazes de produzir, em laboratório, uma cópia geneticamente exata de um animal. Contudo, essa prática abre espaço para discussões éticas acerca do tratamento e da própria vida dos bichos envolvidos.

Clonar animais pode custar mais de R$ 400 mil

Uma das mais conhecidas empresas no mercado de clonagem de pets é a estadunidense ViaGen Pets & Equine, que atua desde 2015. Hoje, para replicar animais domésticos, o laboratório cobra US$ 30 mil, no caso dos gatos, e US$ 50 mil para cachorros (cerca de R$ 155 mil e R$ 260 mil, respectivamente).

Já para clonar cavalos, é necessário desembolsar US$ 85 mil (mais de R$ 440 mil). Metade dessa quantia deve ser paga no início e, se o processo for bem-sucedido, o restante é quitado ao final.

Através de uma técnica de reprogramação de células, é possível criar cópias perfeitas, em termos genéticos, de animais vivos ou mortos. Para isso, amostras são cultivadas, estimuladas, transformadas em embriões e implantadas em “mães de aluguel”. Após a gestação, o resultado é um clone.

Entretanto, em relação ao comportamento, dificilmente o novo pet será idêntico ao original. Isso porque a clonagem garante apenas a semelhança biológica, como ocorre com irmãos gêmeos, por exemplo. Por outro lado, a personalidade e alguns fatores físicos são influenciados por hábitos e pelo ambiente.

Questões éticas da clonagem de pets

Para muitas pessoas que sofrem com a perda de um pet, o clone pode ser uma forma de aliviar a tristeza, já que mantém por perto a lembrança do companheiro ausente. Apesar disso, a prática desperta críticas de pessoas e organizações que lutam pelo bem-estar animal.

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Um dos mais importantes argumentos contrários à clonagem é que a taxa média de sucesso para o procedimento é de apenas 10%. Em outras palavras, a cada dez tentativas, apenas uma dá certo.

Além disso, o destino dos filhotes “rejeitados” é desconhecido, assim como as condições em que vivem as fêmeas usadas para gestar os embriões.

Uma das organizações que se opõem à prática é a PETA (sigla em inglês para Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais). “A clonagem é um show de horrores: um desperdício de vidas, tempo e dinheiro. O sofrimento que tais experimentos causam é inimaginável”, destaca a entidade.

Imagem: New Mindflow / Shutterstock.com

João Renato Ferreira da Silva

Autor

João Renato Ferreira da Silva

Formado em Jornalismo e estudante de Letras na Universidade Estadual de Londrina (UEL).

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