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CLT segue como principal escolha no mercado de trabalho

Pesquisa da CNI mostra que a CLT segue como preferência no Brasil, superando outras formas de trabalho como PJ, autônomo e apps.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Consignado clt

A preferência pelo emprego com carteira assinada continua sendo uma realidade consolidada no Brasil, mesmo diante da expansão de modalidades como trabalho autônomo, prestação de serviços como pessoa jurídica (PJ) e atividades em plataformas digitais. Levantamento recente realizado pelo Instituto Nexus em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o modelo regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ainda é o mais valorizado entre os trabalhadores brasileiros.

O estudo revela que a busca por estabilidade, proteção social e acesso a direitos trabalhistas permanece como fator decisivo na escolha profissional, especialmente em um cenário de maior flexibilização das relações de trabalho.

Preferência pelo emprego formal no Brasil

Leia mais: Férias na CLT têm novas exigências a partir de 2026

A pesquisa aponta que 36,3% dos entrevistados preferem o emprego com carteira assinada como principal forma de inserção no mercado de trabalho. Esse percentual reforça a força do regime CLT, mesmo diante do crescimento de alternativas mais flexíveis.

Outras preferências também aparecem no levantamento:

  • 18,7% preferem o trabalho autônomo
  • 12,3% consideram o trabalho informal mais atrativo
  • 10,3% têm interesse em atividades por plataformas digitais
  • 9,3% optam por abrir o próprio negócio
  • 6,6% escolhem atuar como pessoa jurídica (PJ)
  • 20% afirmam não encontrar oportunidades atrativas

Os dados indicam que, embora haja diversificação nas formas de trabalho, a formalização ainda ocupa posição central na escolha dos trabalhadores.

O que explica a preferência pela CLT?

O modelo de emprego formal é associado a um conjunto de garantias que ainda pesa fortemente na decisão dos trabalhadores brasileiros. Entre os principais fatores estão:

Segurança e estabilidade financeira

O vínculo empregatício formal oferece previsibilidade de renda, o que reduz riscos em períodos de instabilidade econômica.

Direitos trabalhistas garantidos

Entre os principais benefícios da CLT estão férias remuneradas, 13º salário, FGTS, licença-maternidade e proteção em casos de demissão.

Acesso à Previdência Social

A contribuição ao INSS permite aposentadoria e benefícios como auxílio-doença e pensão por morte.

Segundo especialistas da área de políticas industriais da CNI, mesmo com a expansão de novas formas de trabalho, a proteção social continua sendo um diferencial relevante na decisão dos trabalhadores.

Preferência é ainda maior entre jovens

O levantamento também mostra que o emprego formal é ainda mais valorizado entre os mais jovens, especialmente no início da trajetória profissional.

Esse comportamento está associado à busca por estabilidade e segurança no início da carreira, quando ainda há menor acúmulo de experiência e reserva financeira.

Trabalho por aplicativo como renda complementar

O estudo indica que atividades em plataformas digitais, como transporte por aplicativo e entregas, são vistas majoritariamente como complemento de renda e não como principal fonte de sustento.

Apenas 30% dos entrevistados afirmam depender exclusivamente desse tipo de atividade, o que reforça a ideia de que o modelo ainda não substitui o emprego formal para a maior parte da população economicamente ativa.

Nível de satisfação no mercado de trabalho

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Outro ponto destacado pela pesquisa é o elevado grau de satisfação dos trabalhadores brasileiros com suas ocupações atuais. Os dados mostram:

  • 95% dos trabalhadores estão satisfeitos com o emprego atual
  • 70% afirmam estar muito satisfeitos
  • 4,6% estão insatisfeitos
  • 1,6% estão muito insatisfeitos

Esse cenário ajuda a explicar a menor mobilidade no mercado de trabalho e a redução na busca ativa por novas oportunidades.

Mobilidade profissional ainda é limitada

A pesquisa também aponta que a troca de emprego não é uma prática tão frequente no Brasil:

  • 20% dos trabalhadores buscaram uma nova vaga recentemente
  • 35% dos jovens de 16 a 24 anos estão mais ativos na busca por mudanças
  • Apenas 6% dos trabalhadores acima de 60 anos procuraram novo emprego

O tempo de permanência no trabalho também influencia esse comportamento. Entre aqueles com menos de um ano no emprego, 36,7% buscaram novas oportunidades, enquanto entre os que têm mais de cinco anos de vínculo, esse percentual cai para 9%.

Contexto e metodologia da pesquisa

O levantamento foi realizado pelo Instituto Nexus em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em entrevistas com 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o território nacional.

A coleta de dados ocorreu entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025, sendo divulgada posteriormente, reforçando um panorama atualizado sobre o comportamento do trabalhador brasileiro.

Considerações finais

Os dados mostram que, apesar da ampliação de novas formas de trabalho, o emprego com carteira assinada continua sendo a principal escolha dos brasileiros. A combinação entre estabilidade, direitos trabalhistas e proteção social mantém a CLT como referência central no mercado de trabalho nacional, especialmente entre jovens e trabalhadores em início de carreira.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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