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CNH 2026: o que muda para quem quer categoria C, D ou E

Saiba como funcionam as mudanças na CNH 2026 para categorias C, D e E, incluindo menos aulas práticas e novas regras de avaliação.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
CNH

A obtenção de categorias C, D e E da CNH passou por alterações significativas em 2025, com efeitos ainda mais práticos em 2026. O objetivo declarado pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito), por meio da Resolução nº 1.020/25, é tornar o processo mais ágil, reduzindo a carga horária obrigatória de aulas práticas e simplificando etapas administrativas, sem alterar a obrigatoriedade de exames médicos e toxicológicos.

Segundo a Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), essas mudanças visam modernizar a formação de motoristas profissionais e reduzir custos para os candidatos, mas também suscitam debates sobre segurança viária e preparo técnico adequado.

Como ficou o processo para mudança de categoria?

Leia mais: CNH 2026: novas regras acabam com a obrigatoriedade da baliza

O processo para mudança de categoria na CNH agora envolve etapas mais objetivas:

  1. Exames médicos e toxicológicos – permanecem obrigatórios, garantindo que o candidato esteja apto fisicamente para conduzir veículos de maior porte.
  2. Curso prático especializado – voltado à categoria desejada (C, D ou E), com carga horária reduzida.
  3. Prova prática de direção – realizada em veículos da categoria pretendida, com critérios de avaliação atualizados.
  4. Emissão do novo documento – após aprovação, a CNH é atualizada com a nova categoria.

Redução da carga horária prática

Antes das mudanças, a Resolução nº 789/20 do Contran determinava que o candidato precisava cumprir mínimo de 20 horas-aula de direção para categorias C, D e E. Atualmente, esse número caiu para 10 horas-aula, o que torna o processo mais rápido e menos custoso.

Especialistas em trânsito alertam, no entanto, que essa redução pode comprometer a experiência prática necessária para conduzir caminhões, ônibus e veículos articulados, que exigem habilidades específicas, como:

  • Controle de veículos com dimensões ampliadas
  • Leitura constante do tráfego e antecipação de riscos
  • Tomada de decisão rápida em situações de emergência

Avaliação prática: como funciona a nova pontuação?

A prova prática passou a seguir o sistema de pontuação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular. Diferentemente do modelo anterior, onde qualquer erro grave podia reprovar o candidato, agora:

  • O candidato inicia a prova com 0 ponto
  • Pontos são somados de acordo com erros cometidos
  • A aprovação é permitida até 10 pontos acumulados

Exemplos de faltas e pontuação:

  • Avançar sinal vermelho (infração gravíssima) – 6 pontos
  • Ultrapassar até 20% da velocidade máxima (infração média) – 2 pontos
  • Utilizar calçado inadequado ou fone de ouvido (infração média) – 2 pontos
  • Subir no meio-fio (gravíssima – 6 pontos) + conversão em local proibido (grave – 4 pontos)

Na prática, isso significa que um candidato poderia cometer infrações graves e ainda assim ser aprovado, dependendo da combinação de pontos.

Debate sobre segurança viária

A flexibilização ocorre em um contexto crítico: o Brasil registra altos índices de acidentes envolvendo veículos pesados. Segundo dados do Denatran, caminhões e ônibus estão entre os principais veículos envolvidos em acidentes com vítimas fatais nas rodovias federais.

Críticos das mudanças alertam que a redução de horas-aula e o novo sistema de pontuação podem resultar em motoristas menos preparados, aumentando riscos de acidentes, especialmente no transporte de passageiros e cargas perigosas.

Por outro lado, defensores afirmam que as novas regras contribuem para reduzir burocracia, custos e filas nos Detrans, sem comprometer a formação mínima, desde que o candidato faça uso de treinamento extra voluntário e experiência supervisionada.

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Como se preparar?

Para candidatos que desejam avançar para categorias C, D ou E, algumas práticas podem aumentar a segurança e a confiança:

  • Treinamento extra em simuladores – algumas autoescolas oferecem aulas em simuladores que replicam situações de risco.
  • Experiência prática supervisionada – dirigir com instrutores ou motoristas experientes fora das horas obrigatórias ajuda a ganhar segurança.
  • Atualização sobre legislação e normas de trânsito – conhecer regras específicas de transporte de cargas e passageiros é fundamental.
  • Cursos de direção defensiva – reforçam técnicas de prevenção de acidentes e condução segura em condições adversas.

FAQ

1. Quais são as principais mudanças na CNH 2026 para categorias C, D e E?
As mudanças incluem redução da carga horária prática de 20 para 10 horas-aula, avaliação prática por sistema de pontos e simplificação de etapas administrativas.

2. É possível ser aprovado na prova prática mesmo cometendo infrações graves?
Sim. O sistema permite acumular até 10 pontos de faltas, incluindo combinações de infrações médias, graves e gravíssimas.

3. O exame toxicológico continua obrigatório?
Sim, o exame toxicológico permanece obrigatório para candidatos às categorias C, D e E.

Considerações finais

As mudanças na CNH 2026 tornam o processo de obtenção das categorias C, D e E mais rápido e acessível, mas exigem que candidatos e profissionais de trânsito estejam atentos à responsabilidade que envolve conduzir veículos de grande porte. O equilíbrio entre agilidade na formação e segurança viária continua sendo o principal desafio para órgãos reguladores, instrutores e motoristas.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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