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Procon-SP: taxa extra por pagamento via Pix é ilegal e pode gerar penalidades

O Procon-SP alerta que cobrar taxa para pagamentos via Pix é ilegal. Descubra como denunciar e proteger seus direitos como consumidor.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Piracanjuba

Nos últimos meses, a disseminação de informações falsas sobre supostas cobranças de taxas no Pix tem gerado confusão entre consumidores e comerciantes. Algumas empresas começaram a aplicar tarifas extras para pagamentos com Pix, alegando mudanças nas normas da Receita Federal. Contudo, o Procon-SP reforça que essa prática é ilegal e orienta os consumidores a denunciarem casos semelhantes.

Neste artigo, explicamos os direitos do consumidor em relação ao uso do Pix, o que motivou a desinformação sobre o tema e como agir em situações de cobrança abusiva.

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Imagem: Equipe Seu Crédito Digital

Pix: gratuito e eficiente para consumidores

Desde seu lançamento pelo Banco Central em 2020, o Pix se tornou uma das formas de pagamento mais populares no Brasil, oferecendo transferências instantâneas, gratuitas para pessoas físicas e com taxas reduzidas para empresas.

O sistema trouxe praticidade para consumidores e comerciantes, permitindo transações em tempo real, 24 horas por dia, sem necessidade de intermediários.

Taxas no Pix: o que é permitido e o que é ilegal?

  • Para consumidores (pessoas físicas):
    O uso do Pix é totalmente gratuito, seja para transferências ou pagamentos. Nenhuma taxa pode ser cobrada por estabelecimentos comerciais ou prestadores de serviços.
  • Para empresas (pessoas jurídicas):
    As instituições financeiras podem cobrar tarifas para transações comerciais realizadas via Pix, mas essa cobrança deve ser acordada entre o comerciante e o banco.
  • Descontos por Pix:
    Oferecer descontos para pagamentos via Pix é permitido, desde que o benefício seja opcional e não implique na cobrança de tarifas extras em outras modalidades, como cartões ou dinheiro.

A desinformação sobre o Pix e as novas normas da Receita

Em janeiro de 2025, a Receita Federal atualizou seus sistemas de acompanhamento financeiro, exigindo que instituições financeiras compartilhassem informações sobre transações com valores acima de:

  • R$ 5 mil entre pessoas físicas;
  • R$ 15 mil entre pessoas jurídicas.

A intenção era reforçar o combate a crimes financeiros, como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Entretanto, a medida foi mal compreendida e deu origem a rumores de que o governo passaria a tributar o uso do Pix.

Repercussão negativa e revogação da norma

A reação foi imediata, com críticas nas redes sociais e desinformação sendo amplamente compartilhada. Imagens e vídeos falsos criaram a impressão de que taxas seriam cobradas pelo uso do Pix, gerando insegurança entre consumidores e comerciantes.

Diante da repercussão, o governo federal decidiu revogar a norma no dia 15 de janeiro, destacando que nada mudaria para os consumidores e que a gratuidade do Pix seria mantida.

“Nada mudou nem deve mudar para o consumidor. E mesmo que mudasse, os fornecedores não poderiam cobrar qualquer taxa extra para receber pagamentos por qualquer modalidade”, explicou Patrícia Dias, Assessora Técnica do Procon-SP.

Cobranças abusivas: o que fazer?

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

O Procon-SP destaca que qualquer cobrança adicional para pagamentos via Pix é ilegal. Caso o consumidor se depare com essa prática, deve tomar as seguintes providências:

Passo a passo para denunciar:

  1. Registre a cobrança: guarde recibos, imagens ou qualquer prova que demonstre a prática abusiva.
  2. Negue o pagamento da taxa: informe ao estabelecimento que a cobrança é ilegal.
  3. Denuncie ao Procon-SP: acesse o site oficial do órgão e registre uma reclamação detalhada sobre o caso.

Dica: o número 151 também está disponível para dúvidas sobre os direitos do consumidor e orientações sobre como proceder.

Aplicativos úteis:

Além do site, consumidores podem utilizar os aplicativos do Procon-SP e do Consumidor.gov.br para registrar denúncias e acompanhar o andamento dos casos.

O impacto da desinformação no mercado

A disseminação de informações falsas sobre o Pix não afetou apenas consumidores, mas também comerciantes. Muitos empresários ficaram confusos sobre as normas e adotaram práticas inadequadas, como a cobrança de taxas extras.

O que diz o Procon-SP?

O órgão reforça que é responsabilidade dos fornecedores garantir que seus preços e condições de pagamento estejam em conformidade com a lei. Além disso, qualquer mudança deve ser comunicada de forma clara e transparente aos clientes.

“A comunicação eficaz e a transparência são fundamentais para evitar mal-entendidos e garantir a confiança dos consumidores. O Pix foi criado para facilitar a vida das pessoas e reduzir custos, e não para gerar cobranças adicionais”, destacou Patrícia Dias.

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Por que oferecer descontos pelo Pix é permitido?

Embora seja ilegal cobrar taxas extras pelo uso do Pix, oferecer descontos é uma prática legítima e incentivada. Isso ocorre porque o Pix reduz os custos operacionais para os comerciantes, eliminando a necessidade de maquininhas de cartão e diminuindo o tempo de processamento dos pagamentos.

Vantagens para comerciantes:

  • Redução de taxas administrativas;
  • Recebimento imediato do valor pago;
  • Maior conveniência para os clientes.

Oferecer descontos é uma forma de repassar essas economias para os consumidores, mas a prática deve ser opcional e não pode ser usada como justificativa para onerar outras formas de pagamento.

O que esperar para o futuro do Pix?

pix
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Mesmo com a polêmica recente, o Pix continua a ser uma ferramenta essencial para a economia brasileira. Sua adoção crescente, tanto por consumidores quanto por empresas, reflete a confiança no sistema e sua capacidade de simplificar transações financeiras.

Como evitar desinformação?

  • Busque informações diretamente nos canais oficiais, como o site do Banco Central e do Procon-SP.
  • Evite compartilhar conteúdos não verificados sobre mudanças no Pix.
  • Esteja atento a notícias falsas que possam influenciar suas decisões financeiras.

Considerações finais

A cobrança de taxas para pagamentos via Pix é ilegal e deve ser denunciada ao Procon-SP. Apesar da confusão gerada por desinformação, o Pix continua gratuito para consumidores e uma das formas de pagamento mais seguras e acessíveis do Brasil.

Para garantir seus direitos, esteja atento às práticas comerciais e denuncie abusos. O Pix é uma ferramenta que veio para facilitar a vida dos brasileiros, e cabe a todos — consumidores, empresas e órgãos reguladores — proteger sua integridade.

Se precisar de suporte ou mais informações, entre em contato com o Procon-SP pelo número 151 ou acesse o site oficial.

Imagem: rafapress/Shutterstock

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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