Na terça-feira (09/02), a AgĂŞncia Nacional de Energia ElĂ©trica (Aneel) notificou a devolução de impostos cobrados indevidamente, taxados em R$ 50,1 bilhões.Â
Cobranças irregulares em conta de energia devem retornar R$ 50 bi em descontos na fatura do brasileiro
Presidente da Aneel propôs a devolução de impostos cobrados indevidamente por distribuidoras de energia elétrica ainda este ano. Confira!
A ideia proposta pela empresa Ă© ressarcir consumidores ao abater reajustes de tarifas de atĂ© cinco anos que foram cobrados acima do patamar, atravĂ©s do PIS/Cofins.Â
O processo tramita na Justiça há, pelo menos, uma década e agora foi visto que as cobranças realmente foram irregulares.
Segundo Efraim Cruz, diretor da Aneel e relator do processo, a devolução dos pagamentos pode levar a uma redução de atĂ© 30% nas contas de energia do paĂs. No entanto, isso impactará cada companhia elĂ©trica de formas diferentes.Â
A proposta precisa passar por uma consulta pĂşblica antes de tudo, que tem prazo para encerrar em 29 de março deste ano.Â
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Valor das devoluções de contas de energia elétrica
De acordo com Efraim Cruz, o montante calculado pode chegar a R$ 70 bilhões em devoluções; isso porque nĂŁo foi possĂvel averiguar o valor referente a outras 14 distribuidoras de energia.Â
O valor Ă© decorrente de uma decisĂŁo do Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou um erro na inclusĂŁo do ICMS sobre o cálculo da Cofins e PIS/Pasep nas tarifas, em março de 2017. Ainda segundo o diretor da Aneel, apĂłs a estipulação dos dados, 49 das 53 distribuidoras do Brasil contestaram a cobrança judicialmente.Â
Em agosto, a receita habilitou cerca de R$ 26,5 bilhões. Restam R$ 7,8 bilhões de ações que chegaram a ser finalizadas, mas que ainda nĂŁo foram habilitadas e depĂłsitos judiciais de R$ 1,2 bilhĂŁo. Existe uma estimativa de R$ 14,7 bilhões que ainda estĂŁo em andamento.Â
A devolução pode ser antecipada para evitar aumento nas tarifas antes mesmo da consulta pĂşblica, com um limite de 20% do total nas ações judiciais. Em 2020, a diretoria da agĂŞncia abateu parte dos recursos nas tarifas consumidas por clientes da EDP, no EspĂrito Santo, e Cemig, em Minas Gerais. Ambas haviam recorrido judicialmente.Â
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O que esperar do processo?
Caso a Aneel consiga permissĂŁo para realizar as devoluções, as distribuidoras estĂŁo determinadas a levar o caso Ă Justiça.Â
De acordo com as empresas, os créditos também deveriam ser voltados a elas, já que arcaram com os riscos, custos e ações na Justiça, o que é defendido por muitas concessionárias, que podem acabar pegando para si de 10% a 30% do valor cobrado.
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Imagem: lovelyday12/shutterstock.com
